×

Hai to Gensou no Grimgar – AP 2: Capítulo 25 – Volume 14++

 

Home/Light Novel / Hai to Gensou no Grimgar / Hai to Gensou no Grimgar – AP 2: Capítulo 25 – Volume 14++
 

Hai to Gensou no GrimgarGrimgar of Fantasy and Ash

Light Novel Online – AP 2:
[Capítulo 02: A Força Me Tornará Forte]


O Mantis-go zarpou da base principal da Companhia de Piratas K&K na cidade portuária de Roronea, no Arquipélago Esmeralda, e seguiu rumo ao leste.

De forma geral, eles seguiram para o leste, e depois ainda mais para o leste, cruzando o que chamavam de Mar Azul, ou Oceano Azul. Se seguissem o Arquipélago de Coral até o leste, a costa oeste do Continente Vermelho entraria em vista.

O Continente Vermelho era habitado pelos povos com cauda, os de braços longos, os de orelhas grandes, os de três olhos, os de muitos olhos, os de cabeça de ferro, os peludos, os de pele espinhosa, os de ossos de pena, os sem sombra, os esféricos, e outros. Havia muitos países e um grande número de reis.

Era uma longa distância do Arquipélago Esmeralda ao Arquipélago de Coral. Era ainda mais longe até o Continente Vermelho, mas quando uma frota do Reino de Arabakia descobriu o Arquipélago de Coral cerca de duzentos anos atrás, as ilhas já eram habitadas, e havia portos lá. O povo de muitos olhos do Continente Vermelho havia chegado ao Arquipélago de Coral primeiro.

Havia apenas uma grande massa de terra no mundo que as pessoas chamavam de Grimgar. Isso costumava ser senso comum. Também estava incrivelmente errado.

As pessoas que descobriram a existência do Continente Vermelho passaram a chamar este lado do Mar Azul de Grimgar. As histórias de Grimgar e do Continente Vermelho começaram a mudar com o Arquipélago de Coral como um ponto de conexão entre eles. Antes de serem destruídos, os reinos de Arabakia e Ishmal estabeleceram relações com vários países do Continente Vermelho e comerciaram com eles.

O Continente Vermelho não era uma lenda, ficção, sonho ou ilusão.

Dito isso, o Continente Vermelho ficava muito longe, e o mar aberto era cheio de ameaças e perigos. No oceano, onde não havia onde se abrigar, até mesmo as tempestades comuns podiam ser letais às vezes. Sem um capitão e navegador talentosos e experientes, assim como o resto da tripulação, seria impossível chegar ao Arquipélago de Coral, quanto mais ao Continente Vermelho. Mesmo com navios que já haviam ido ao Continente Vermelho várias vezes, quando chegava a hora de afundar, eles afundavam.

Yume foi avisada repetidamente que não havia garantia de sua segurança, e ela entendia isso. Mas será que ela realmente estava pronta para qualquer coisa acontecer? Talvez ela simplesmente não tivesse pensado muito nisso. Quanto a Momohina e a tripulação do Mantis-go que servia sob o comando de Ginzy, eles agiam como se estivessem apenas saindo para mais uma viagem comum. Nenhum sinal de preocupação. Se muito, Yume estava animada. Ela nunca teve a menor ideia de que algo ruim estava prestes a acontecer.

— Já faz dois anos, né…?

Yume estava usando o graveto que usava para atiçar o fogo para desenhar redemoinhos na areia. Ela pretendia escrever números, mas por algum motivo saíram redemoinhos.

Elas caçaram até meia-noite, então trouxeram os esquilos voadores pretos, tanukis de olhos grandes e o pássaro-dragão ambulante que haviam capturado de volta para a praia. Yume os esquartejou ali, e Momohina acendeu o fogo.

Elas já haviam comido as partes dos esquilos voadores pretos e tanukis de olhos grandes que eram comestíveis depois de cozidas. Elas apenas prepararam o pássaro-dragão ambulante para cozinhar, mas ambas estavam mais ou menos satisfeitas, então podiam deixar por isso mesmo.

Momohina estava deitada de costas. Yume olhou, pensando que ela já devia estar dormindo porque estava tão quieta, mas seus olhos estavam abertos.

Yume desenhou ainda mais redemoinhos com seu graveto.

— Faz dois anos? Será que Yume tá errada sobre isso, talvez? Ela não tava contando direito quando a gente chegou aqui.

— Parece mais ou menos isso — disse Momohina vagamente.

O Mantis-go foi pego por uma grande tempestade no caminho para o Arquipélago de Coral. Yume não sabia muito sobre o mar, mas aparentemente eles tiveram o azar de encontrar um tufão, ou ciclone, ou furacão, ou algo assim, mas essas coisas geralmente não se formavam naquela época do ano. Não era algo de que pudessem virar e fugir, então tiveram que enfrentar a tempestade até saírem do outro lado. Dentro do Mantis-go, eles trabalharam duro, preparando-se para fazer exatamente isso. Movendo cargas, fixando-as no lugar—Yume ajudava com qualquer coisa que pudesse. Se ela não se mantivesse ocupada, sentia uma inquietação desesperadora.

— Aquela tempestade. Sabe, parece que foi ontem.

— Eu já esqueci tudiiiinho. Ho, ho, ho.

Diferente de Momohina, que soltava uma risada estranha, Yume não conseguia esquecer de forma alguma.

O vento aumentou rapidamente, a chuva martelava o Mantis-go, e ela balançava para frente e para trás. Não, isso não era um balanço, era mais como se ela fosse virada e girada.

Naquele momento, só havia uma tripulação mínima no convés. Yume, é claro, estava dentro do navio. Apesar disso, o chão estava todo encharcado. A água estava entrando, e Yume estava ensopada.

As pessoas gritavam que isso estava quebrado, que aquilo tinha dado problema. Diziam que a situação estava ruim, uma loucura. Era difícil manter a calma, e, se ela simplesmente ficasse parada, sentia que ia começar a chorar.

Ela se lembrava de ter implorado para alguém—não sabia mais quem—que, por favor, a deixasse fazer alguma coisa.

Seguindo ordens, Yume correu até o porão, tropeçou, bateu a cabeça, e ainda assim ajudou a carregar tábuas de madeira. Também as segurou no lugar enquanto os outros as pregavam na parede.

— Estamos ferrados, estamos ferrados — ela ouviu alguém gritando.

— Vamos afundar assim — disse outra pessoa claramente.

A grande maioria da tripulação estava trabalhando duro para evitar isso, mas ela viu um que havia desmoronado, chorando, — Eu desisto! Eu desisto! É tarde demais!

Havia um que estava bebendo, e foi socado por seu companheiro de navio por isso. Ele gritou, — Me deixa! É o fim da linha pra nós! Você acha que eu consigo aguentar isso sem beber?! — e tentou violentamente recuperar sua bebida.

Por que Yume subiu ao convés novamente? Ela não lembrava. Havia vários membros da tripulação indo para lá, dizendo algo sobre o mastro parecer prestes a quebrar, ou que tinham que fazer algo sobre alguma coisa, e precisavam de pessoas. Não havia motivo para Yume ter que ir com eles. Ela já estava apavorada o suficiente, então não conseguia explicar o que poderia tê-la possuído para subir ao convés, onde só poderia ser ridiculamente pior.

No entanto, pensando nisso agora, ela não estava pronta para esperar e se tornar destroço, então devia querer fazer qualquer coisa que pudesse. Basicamente, Yume não queria morrer. Ela estava lutando contra isso.

Momohina aparentemente tentou impedi-la no caminho, mas ela não notou. No momento em que chegou ao convés, a chuva começou a bater nela de lado. Ou talvez o Mantis-go estivesse inclinado na medida certa, e uma onda estivesse vindo de lado. O que aconteceu com a tripulação que chegou ao convés antes dela? Ela não conseguia imaginar. Yume foi levada impotente pela chuva ou pela onda. A próxima coisa que soube foi que estava no mar, e Momohina a segurava firme.

Momohina disse que tinha dito para ela não ir, mas ela não estava ouvindo, então ela foi atrás dela. Então foram engolidas pelo mar juntas.

— Sabe, Momo-san, se você não tivesse lá, a Yume com certeza teria se afogado na hora. Né? — disse ela.

Não houve resposta. Apenas a respiração suave de alguém dormindo.

Os olhos de Momohina estavam fechados. Parecia estar em sono profundo.

Yume riu baixinho, largou o graveto no chão e se deitou também.

Ela podia ver o pó estelar espalhado pelo céu negro como piche tão claramente que era ofuscante. Yume muitas vezes pensava consigo mesma que as estrelas no céu desta ilha pareciam saborosas. Aquela estrela grande e amarela seria doce, e a pálida ao lado seria azeda. Ela tinha certeza de que todas tinham seu próprio sabor.

Yume adormeceu imaginando como seria colocar as estrelas na boca e pensando no gosto que elas teriam, sem nem perceber o momento em que seus olhos se fecharam.

Quando acordou, já estava bem claro. Com certeza não era antes do amanhecer. Era, sem dúvida, manhã. A fogueira havia se apagado.

Yume se sentou. Momohina estava na beira da água, girando os braços em círculos, alongando os joelhos e fazendo outros exercícios de aquecimento.

— Bom dia, Momo-san.

— Ooohhh. Bom diaaaa.

Momohina sorriu para Yume enquanto se movimentava. Yume também sorriu de volta.

Não havia regras sobre quando dormiam, quando acordavam, o que faziam ao levantar, ou algo assim. Não havia como saber que horas eram agora, e o tempo era temperamental. Havia momentos em que conseguiam encontrar algo para comer, e momentos em que simplesmente não conseguiam. Mesmo que estabelecessem um cronograma adequado, era improvável que as coisas seguissem de acordo com ele de qualquer forma. Quando se dedicavam ao treinamento, focavam nisso até terminarem, mas fora isso, geralmente levavam na boa. Não, mesmo quando se tratava de treinamento, elas interrompiam se o tempo ficasse muito, muito ruim, e se avistassem um animal que não queriam deixar escapar, mudavam para a caça.

Esta ilha era cercada pelo mar, obviamente. O mar azul profundo se estendia além do horizonte, como se continuasse para sempre.

Se fizessem um circuito pela costa, era uma caminhada de 60 quilômetros. A ilha tinha um formato aproximadamente de coração, e após tentarem desesperadamente calcular sua área, Yume e Momohina concluíram que deveria ter cerca de 70 quilômetros quadrados.

Havia um vulcão ativo na parte leste da ilha, e finas trilhas de fumaça ocasionalmente subiam de sua boca. A parte oeste era mais ou menos plana.

Com exceção de riachos menores, a ilha tinha seis rios, além de seus afluentes. A maior parte era coberta por uma selva densa, enquanto a costa era principalmente litorais varridos pelo vento e falésias íngremes. Havia uma praia de areia na margem oeste da área no centro do lado sul, onde havia uma reentrância, e as duas haviam se baseado ali.

Apesar de terem sido pegas por aquela tempestade terrível, elas, por sorte, encontraram uma tábua à qual se agarrar e sobreviveram.

Elas ficaram à deriva por três dias e três noites—não, talvez cinco… ou seis? Tanto faz, o ponto é que flutuaram por muito, muito tempo até finalmente serem levadas até aquela ilha deserta. Era provavelmente um milagre. Não, não “provavelmente”. Era justo dizer que foi um verdadeiro milagre.

Yume tinha subido ao convés porque não queria morrer, quase morreu por causa dessa tolice, e agora estava curtindo a vida na ilha depois de ter tido a sorte de sobreviver.

Não era uma diversão completa, claro, mas se aceitasse todas as dificuldades, a tristeza, a solidão e todo o resto, ela achava que podia dizer que estava, de certa forma, aproveitando aqueles dias ali.

Existem coisas neste mundo sobre as quais não se pode fazer absolutamente nada.

Você pode reclamar, gritar, espernear, mas o que não pode ser mudado… simplesmente não pode ser mudado. É assim que as coisas são.

Mesmo sabendo disso, havia momentos—especialmente em um dia claro como aquele—em que Yume não conseguia evitar de ficar olhando para o mar distante.

E quem poderia culpá-la por isso?

Assim como não conseguia evitar sorrir quando comia algo gostoso, também não havia como segurar as lágrimas quando pensava nos amigos de quem tinha se separado.

Não havia necessidade de contê-las.

Ela não queria se decepcionar, então era melhor não criar expectativas.

Era melhor não olhar para o mar, pois isso só a faria pensar no que havia além dele.

Mesmo assim, por mais que tentasse evitar, ela sempre acabava se enchendo de esperança… e olhando.

— …Oh. — Yume piscou.

Levantou-se e caminhou em direção à praia.

Ela não prestava a mínima atenção onde pisava. Seus olhos estavam fixos no mar.

— Fwuh? — Momohina soltou um som confuso.

As ondas vinham e iam, e Yume continuava andando, até que a água alcançou seus joelhos.

Ela estreitou os olhos. Quando se tratava de visão, nem Momohina conseguia superá-la.

Ela viu algo. Parecia um pequeno ponto. Havia alguma coisa flutuando no mar.

Não conseguia distinguir exatamente o que era, só podia afirmar que havia algo ali.

No início, pensou que estava imaginando coisas. Enquanto estava à deriva, e até algum tempo depois de chegar à ilha, ela tinha ouvido e visto coisas que não estavam realmente lá.

Mas aquilo… não parecia uma ilusão.

— Ei, Momo-san.

— O que foi, Yumeryunryun?

— Yume acha que tá vendo alguma coisa lá longe. O que você acha que é?

Momohina se aproximou, parando ao lado de Yume.

— Hmmm… é bem pequenininho. Não tenho certeza. Mas… eu também vejo alguma coisa.

— Você tá vendo, então?

— Você acha que pode ser uma árvore grande, talvez?

Momohina disse isso e, logo em seguida, deu uma risadinha.

Uma risada forçada, como se estivesse tentando enganar a si mesma.

Não era típico de Momohina rir desse jeito—e ela mesma percebeu, ficando um pouco envergonhada.

— Provavelmente… só “provavelmente”, mas… — Yume apertou os olhos — Yume não acha que aquilo seja uma árvore.

— Então o que você acha que é, Yumeryun?

— Um na—

De repente, a palavra ficou presa na garganta dela.

Ela conseguia soltar o ar, mas não conseguia produzir som algum.

— O que tá acontecendo?!

Momohina começou a esfregar as costas de Yume, preocupada.

Yume não conseguiu responder. Apenas gemeu, olhando fixamente para aquele ponto distante no mar.

O que ela tinha pensado que era?

Na… na… na o quê?

A palavra, aquela palavra que representava aquele objeto, simplesmente não vinha à mente.

Mas, ainda assim, ela sabia o que era.

Você sabe, né? Aquela coisa.

Enquanto Momohina esfregava suas costas, de repente, disse: — Você acha que é… um navio?

— É isso!

— Mwuah?!

— Isso! Essa é a palavra! Navio! É um navio! Aquilo lá, Yume tava pensando que era um navio! Quer dizer… provavelmente, ok?!

Enquanto falava sem parar, como se tivesse rompido uma represa, Yume se lembrou de já ter tido um sonho idêntico antes.

No sonho, ela comemorava, pensando: Uhul! É um navio! Um navio chegou! Que bom! Agora a gente pode ir pra casa!

Só para então acordar e perceber: Ah, não… não era real. Era só um sonho.

E se decepcionar profundamente.

— Espera, espera, Yumeryun! Encha-se! Não, não é isso, quer dizer, calma!

— É, sim, você tá certa. Temos que ficar calmas. Se a gente se empolgar, coisas malucas podem acontecer.

— Você não se acalmou nem um pouquinho, né? Que tal… nadar por enquanto?

— O quê?

— Nyuhahaha! Por que você não vai dar um mergulho?

— Yume não vai nadar agora, tá?

— Você acha mesmo que é um navio?

— Ainda tá difícil de ver. Não dá pra ter certeza…

Yume e Momohina decidiram esperar por enquanto.

O sol estava de rachar.

Ele subia devagar, e o calor só aumentava.

Sem trocar mais nenhuma palavra, as duas começaram a caminhar em direção ao mar.

Será que o objeto lá fora estava realmente se aproximando?

Se diminuísse mais, logo sumiria.

Mas também não parecia estar crescendo.

Teria parado no lugar?

Elas se afastaram tanto que, em pouco tempo, os pés já não tocariam mais o fundo.

Momohina começou a nadar.

— Momo-san, você tá planejando ir até lá? — Yume perguntou.

— Eu? Não mesmo. Isso é óbvio que não dá pra fazer. — Momohina respondeu, nadando de costas e sorrindo — Tô só dando um nadadinha de leve. Não tem nada melhor pra fazer, né?

Yume pensou em nadar também, mas não conseguiu se animar.

Mesmo que aquilo fosse realmente um navio, ele poderia ir embora sem nunca aportar na ilha.

E se isso acontecesse, ela sentia que nenhum outro navio jamais viria.

Aquele parecia ser o último fio de esperança que elas tinham.

Não que Yume tivesse alguma razão sólida para acreditar nisso.

Na verdade, ela nem conseguia dizer com certeza se aquilo era mesmo um navio.

Parecia um navio com velas brancas…

…mas poderia ser qualquer outra coisa parecida.

Yume se perguntava, vez ou outra, o que teria acontecido com o Mantis-go.

Em seus piores pensamentos, ele havia afundado—e a probabilidade disso não era pequena.

Afinal, a tempestade tinha sido terrível, e o Mantis-go já estava danificado quando Yume foi arremessada para fora dele.

— O que você acha que aconteceu com ele? — ela perguntou certa vez a Momohina.

— Sei lá. — Momohina deu de ombros. — Eu não sou mulher do mar, sabe? Tipo… eu era capitã, mas nunca fiz nadinha de trabalho de verdade.

— Quêêê?! Você não fez?!

Momohina, assim como Yume, tinha simplesmente acordado um dia em Grimgar.

Havia um garoto chamado Kisaragi e uma garota chamada Ichika com ela. E, assim como Yume, nenhum deles se lembrava de nada além de seus nomes.

Momohina tinha Kisaragi e Ichika, Yume tinha seus próprios companheiros…

Por que eles acabaram se separando?

Yume pensou nisso tantas vezes que perdeu a conta. Se pudesse voltar no tempo, se tivesse a chance de refazer suas escolhas,

Será que teria embarcado no mesmo navio que Haruhiro e os outros?

Será que teria ido com eles para a cidade livre de Vele?

O suposto navio não parecia estar se aproximando.

Era só… algo que parecia um navio, nada mais. Ainda assim, Yume começava a acreditar.

Aquilo tinha que ser um navio.

No fundo, era apenas porque ela queria acreditar.

Durante o tempo que passou na ilha, Yume percebeu que não era só ela—a maioria das pessoas não acreditava em algo porque fosse lógico ou certo,

Mas sim porque queriam acreditar.

Houve momentos em que ela acreditou de todo o coração que a ajuda viria.

Houve outros em que acreditou que nunca viriam, e que elas morreriam naquela ilha, esquecidas para sempre. Ela não tinha provas para acreditar em nenhuma dessas duas coisas.

Quando não conseguia continuar sem acreditar que a ajuda viria, ela acreditava.

Quando era mais fácil acreditar que não viria, ela acreditava nisso.

Agora, ela queria acreditar que aquela coisa no mar era mesmo um navio. Então, aos seus olhos, aquilo era um navio.

Yume decidiu nadar junto de Momohina.

Enquanto fazia um nado tranquilo, seus pensamentos se agitavam: É um navio. A ajuda chegou. Nós vamos ser salvas.

Não pode ser um navio. Ninguém vai nos salvar.

Essas ideias giravam dentro dela, como um redemoinho, sem parar.

Yume queria ser forte.

Mas não era uma questão de ter mais músculos, resistência ou melhorar técnicas de combate.

Essas coisas eram importantes, claro… mas não era isso que trazia verdadeira força.

O que Yume queria era ter uma vontade inabalável.

Algo que não vacilasse de um lado para o outro dependendo da situação.

Ou, mesmo que vacilasse, que sempre voltasse ao centro,

Não importa quão forte fosse o abalo.

— Momo-saaaaan.

— Quêêêêêêêêê? — Momohina respondeu, ainda nadando.

— …Momo-saaaaan.

— Eu disse, quêêê?

— É um navio.

— Hrmm?

— Aquilo lá… tem que ser um navio.

Yume parou de nadar e começou a boiar, movendo os braços devagar.

As velas brancas…

O casco…

Os mastros…

Agora ela conseguia ver tudo com clareza.

— É um navio. — Yume murmurou, com lágrimas nos olhos. — Nós podemos ir pra casa… nós podemos voltar pra casa…


Tradução: ParupiroHPara estas e outras obras, visite o Cantinho do ParupiroH – Clicando Aqui


Tradução feita por fãs.
Apoie o autor comprando a obra original.

 

 

Compartilhe nas Redes Sociais

Publicar comentário

Anime X Novel 7 Anos

Trazendo Boas Leituras Até Você!

Todas as obras presentes na Anime X Novel foram traduzidas de fãs para fãs e são de uso único e exclusivo para a divulgação das obras, portanto podendo conter erros de gramática, escrita e modificação dos nomes originais de personagens e locais. Caso se interesse por alguma das obras aqui apresentadas, por favor considere comprar ou adquiri-las quando estiverem disponível em sua cidade.

Copyright © 2018 – 2026 | Anime X Novel | Powered By SpiceThemes

Capítulos em: Hai to Gensou no Grimgar