Hai to Gensou no Grimgar – AP 1: Capítulo 27 – Volume 14+
Hai to Gensou no GrimgarGrimgar of Fantasy and Ash
Light Novel Online – Apêndice 01:
[Capítulo 27: Sangue]
Mesmo que a própria floresta parecesse guiá-los, isso não tornava o caminho mais curto. Um dia e uma noite se passaram, e ainda não haviam chegado a nada que lembrasse uma cidade na floresta.
Além disso, Wezel entrou no mato para urinar ou algo do tipo, e não voltou.
— …Qual é, cara? — resmungou Ranta. — Eu vou seguir sem você, sabe? Huh, não que vá adiantar muita coisa. Também não tenho lá grandes motivos pra ir até lá…
Não havia outra opção. Ranta se sentou sobre a bagagem de Wezel, que estava largada no chão.
O fato era que o rastro fosforescente que mostrava o caminho havia desaparecido um pouco antes. Se Ranta tentasse chegar a Arnotu sozinho assim, provavelmente não conseguiria.
Algo está estranho, ele pensou.
Honestamente, Ranta havia percebido o que estava acontecendo, e não era tão vago quanto um mero “algo”.
— Estou cercado de novo — murmurou ele. — Claro. Mais treants? Não… não é isso.
Suspirando, ele coçou a cabeça. Tá bem, e agora? Há várias opções. Primeiro, vamos tentar isso.
Ranta desceu da bagagem e correu em direção aos arbustos para onde Wezel havia ido.
— Preciso mijar, preciso mijar…
Houve um som de algo cortando o ar, e Ranta parou antes de chegar aos arbustos.
Havia uma flecha cravada no chão um pouco à frente de seus pés.
Ranta estalou a língua e colocou a mão no cabo de sua katana. — Eu disse que preciso mijar!
A flecha veio da esquerda. Quando ele virou para lá, havia outra flecha.
A segunda flecha vinha em direção ao peito de Ranta.
— …!
Ranta sacou sua katana e rebateu a flecha.
Que som é esse? Passos? Quantos são?
Ao se virar, havia homens de orelhas pontudas com espadas apontadas para ele.
Elfos, hein?
— Perto demais…! — murmurou ele.
As espadas dos elfos pararam a poucos centímetros de cortar sua garganta.
Ele nunca teria pensado que eles chegariam tão perto.
Se fosse apenas um, tudo bem, mas eram três. Ele deveria ter notado, normalmente. Não achava que havia baixado a guarda, mas devia ter se descuidado.
Ainda assim, esses elfos eram habilidosos.
Em particular, um dos três, o elfo de meia-idade no meio, parecia bem capaz.
— Humano — falou o elfo de meia-idade. — O que está fazendo em nossa floresta?
Ranta riu. — Como você sabe que sou humano? Eu poderia ser um ogro ou um demônio, não poderia?
— Se você é um ser tão vil, vamos acabar com você aqui.
— Opa! Para! — Ranta levantou sua máscara com a mão esquerda, permitindo que vissem seu rosto. — Bom palpite. Não sou um ogro ou demônio. Sou humano. E estou, uh, de férias? Não, tenho negócios aqui… Bem, eu não tenho. Tem um cara comigo. Estou só acompanhando…
— Você parece estar sozinho — disse o elfo friamente.
— E-ele foi pra algum lugar, tá?
— Você espera que acreditemos em você?
— Pensa bem. Esta é a Floresta das Sombras, certo? Não preciso dizer isso, porque vocês elfos já sabem, mas esse lugar não é um lugar em que um único humano poderia entrar sozinho. Certo?
— Isso é verdade.
— Né? Eu fui guiado até aqui com a Arte Secreta da Floresta.

— Por que um humano conheceria as artes secretas praticadas por nós, elfos da floresta?
— Não, é exatamente isso! Obviamente, eu não sei nada sobre elas. Não fui eu, foi meu companheiro de viagem… Quê?!
Ele sentiu algo envolver seus tornozelos. Ao olhar para baixo, algum tipo de planta semelhante a hera havia crescido e se enrolado em ambas as pernas de Ranta.
— Q-Q-Que é isso?! — gritou ele.
— Ouviremos suas desculpas depois disso.
— Depois…?
Havia outro elfo, atrás dos outros três.
Este elfo era uma mulher.
Os elfos geralmente eram esguios, mas ela parecia magra até mesmo para os padrões deles. Ele tinha uma imagem vaga de elfos, especialmente as mulheres, todos com cabelos longos. No entanto, o cabelo prateado dela era curto.
O que a elfa estava fazendo, de joelhos, com ambas as mãos tocando o chão?
— Uma xamã! — exclamou Ranta.
Em um instante, mais heras do que ele poderia contar se enrolaram em torno de Ranta. Elas até se forçaram para dentro de sua boca e nariz, deixando-o instantaneamente incapaz de respirar.
Urghhh. Isso não é engraçado! Vou morrer aqui… sério!
Ranta desmaiou.
Quando voltou a si, descobriu que havia sido forçado a sentar em um lugar incrivelmente apertado.
Pelo menos me deixem deitar, ele queria reclamar. Eles deveriam ter lhe oferecido pelo menos essa gentileza.
Mas não, era fisicamente impossível. O teto era baixo demais. Não poderia ser mais baixo do que aquilo. A largura e a profundidade do aposento também eram curtas, cada uma com menos de um metro. Não havia espaço para se deitar.
Ele havia sido despojado de sua máscara e privado de seus pertences, incluindo sua katana.
As paredes atrás e ao lado dele pareciam duras como pedra, mas aparentemente eram de madeira. Toda a parte da frente era uma porta gradeada. Não de ferro, nem de nenhum outro metal, mas também de madeira?
A porta gradeada estava coberta por plantas espinhosas, que certamente o espetariam se tentasse tocá-las.
Do outro lado da porta havia um corredor. Parecia haver luz não muito longe, e um pouco dela alcançava ele ali.
Não havia ninguém no corredor? Ele não sentia ninguém.
— Eles disseram que ouviriam minhas desculpas depois — murmurou Ranta. — Meh, alguém virá eventualmente, tenho certeza.
No entanto, por mais que esperasse, nenhuma pessoa—não, talvez ele devesse dizer nenhum elfo—embora qualquer um dos dois estivesse bem, realmente, não fazia diferença, porque ninguém dava sinais de aparecer.
— Que tal comida? — murmurou Ranta. — Ou água? Nada? Não tem nada? Sério? Cara, ninguém me avisou sobre isso. Você nunca me falou sobre isso. Que diabos? Isso é algum tipo de brincadeira de abandono? Vou dormir… ou dormiria. Mas não posso deitar…
Ele não pôde evitar de se sentir desanimado com isso.
Em momentos como esse, ele deveria se animar e manter seu espírito de luta, mas isso não era bom. Não, não. Absolutamente não. Ele não podia fazer isso.
O ânimo das pessoas sobe e desce. Mesmo que ele pudesse controlá-lo temporariamente, haveria efeitos colaterais em algum momento. Não era bom pensar demais e ficar deprimido, nem se animar descuidadamente. Ele tinha que aceitar as coisas como eram. Seu ânimo subiria e desceria, até que eventualmente se estabilizasse em algum ponto no meio.
Rostos, rostos, rostos passaram pela sua mente…
Ele não se deteve em nenhum deles. Deixou que aparecessem, depois desvanecessem e sumissem por conta própria.
O mesmo com braços.
E peitos.
Sim. Eles eram atraentes para ele, claro. Super atraentes. Mas ele não se deteve neles.
Nem nas coxas.
Nem mesmo nos traseiros.
Até mesmo aquele sorriso brilhantemente reluzente—
— …Urgh!
Ranta rangeu os dentes. Por algum motivo, aquele sorriso alegre e suave, cheio de inocência e sem segundas intenções, recusava-se a desaparecer.
Preciso deixar isso para trás. Esquecer. Esquecer. Esquece logo.
Ele sabia.
Ele nunca poderia esquecer. Não havia como. Se não fosse esse o caso, Ranta não estaria aqui agora.
Por que ele estava tentando voltar para Altana?
Porque quero vê-la.
Talvez ela nunca mais falasse com ele. Tudo bem. Ele só precisava ver aquele rosto.
É estúpido. Vou ver o rosto dela, e depois o quê?
Não tem nada que eu possa fazer agora.
É sem sentido.
Afinal… ela não vai mais sorrir para mim, né?
Ele ouviu passos. Não estava imaginando. Eles estavam se aproximando.
Ranta fechou os olhos com força, respirando lentamente.
— …Finalmente.
Seus olhos se abriram.
— Hã? — ele deixou escapar com uma voz estranha.
Havia uma criança parada em frente às grades. Uma elfa, claro. Eles viviam mais que os humanos, e seu desenvolvimento era mais lento, mas uma criança era uma criança. Esta teria seis anos em termos humanos, sete ou oito no máximo. Embora seu cabelo fosse curto, a julgar pelo rosto, parecia ser uma garota. Ela segurava algo como um bastão curto.
De repente, ocorreu-lhe que ela se parecia com alguém. Isso era estranho, porque ele não conhecia muitos elfos.
Oh. Era ela. A mulher elfa de cabelo prateado que havia capturado Ranta com aquela técnica de hera. Essa garota se parecia com aquela xamã. Embora talvez ele só pensasse isso porque ambas tinham cabelo prateado cortado curto para uma garota.
A garota elfa encarava Ranta através das grades cobertas de espinhos. Seus olhos eram vermelhos como sangue.
Ranta engoliu em seco. — Você…
— Humano. Se quiser sair, eu te soltarei.
— …Hã?
— Qual vai ser? — perguntou a garota elfa.
— Bem… se eu dissesse que não quero sair, estaria mentindo.
— Qual vai ser?
— Quero sair.
— Então você deveria ter dito isso desde o início. Você me enoja.
— Eu te enojo? — resmungou Ranta. — Escuta…
— Eu sou Leaya.
A garota que deu seu nome como Leaya bateu nas grades três vezes com seu bastão curto.
Então, o que era isso? As ramas espinhosas que estavam firmemente enroladas nas grades se desfizeram e deslizaram para longe.
Leaya tirou uma chave do bolso, inseriu-a na fechadura e a girou. Houve um estalo, e a tranca se abriu.
Ele sentia que estava sendo enganado de alguma forma, mas Ranta abriu a porta de grades e saiu para o corredor. Sua cintura doía, suas costas doíam, seus joelhos doíam—ele doía por todo o corpo—então sabia que não era uma ilusão. Ranta fez alguns alongamentos, girou os quadris e sacudiu os pulsos e tornozelos.
— Aqui estava eu, pronto para ser torturado, também — disse ele.
— Temos problemas maiores agora.
— …O que você quer dizer?
— A floresta está sob ataque — afirmou Leaya calmamente.
— Hmm — disse Ranta. — Bem, isso é uma pena. A floresta está… espera, sob ataque?!
— Sim, foi o que eu disse.
— Eu te ouvi. Mas, sob ataque…? Oh, pelas forças aliadas, né? Tem que ser isso. Eles já estão atacando?
— É por isso que não temos mais tempo para desperdiçar com um humano suspeito.
— Vocês, elfos da floresta, são realmente moles — zombou Ranta.
— Por quê?
— É possível que um humano suspeito seja um espião inimigo, certo?
— Você é?
— Bem, não, eu não sou, mas ainda assim.
— Eu sei. — Leaya estava sem expressão, e também terrivelmente calma.
Era apenas a imaginação de Ranta, mas ela provavelmente não vinha de uma casa privilegiada, nem fora criada com amor ao seu redor. Além disso, os olhos maduros e inabaláveis de Leaya eram vermelhos como sangue.
— Leaya — disse Ranta. — Um velho pediu para você vir me tirar desta jaula?
— Minha mãe pediu.
— Ela é a xamã com cabelo prateado, como o seu.
— Sim. O nome da minha mãe é Alorya. Mas… — Leaya baixou os olhos, mordendo o lábio um pouco. — Foi um velho estranho que pediu à minha mãe para fazer isso. Eu nunca o vi antes. Era um velho estranho que nunca conheci.
— Entendo. — Ranta colocou a mão no topo da cabeça de Leaya. Inconscientemente. Não combinava com ele, mas ele não sentiu que havia errado.
Ele seguia seu coração, abrindo seu próprio caminho. Essa era sua regra. Se quisesse dar um tapinha na cabeça de uma criança, ele faria isso, combinasse com ele ou não.
— De qualquer forma, foi você quem me salvou — disse Ranta. — Te devo uma. Juro que vou te recompensar. Se houver algo que eu possa fazer, é só dizer.
— Para começar, tire sua mão suja de mim.
— Hã? — Ranta puxou a mão de volta.
Hesitante, ele olhou para sua própria mão. Certamente, era difícil chamá-la de limpa. Na verdade, estava bem suja.
— Você tem algo pra limpar? — perguntou ele. — Uh, desculpe-me por isso…
Tradução: ParupiroHPara estas e outras obras, visite o Cantinho do ParupiroH – Clicando Aqui
Tradução feita por fãs.
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