Hai to Gensou no Grimgar â AP 1: CapĂtulo 26 â Volume 14+
Hai to Gensou no GrimgarGrimgar of Fantasy and Ash
Light Novel Online – ApĂȘndice 01:
[CapĂtulo 26: Floresta]
A floresta escura se estendia diante deles.
Era uma floresta, e as folhas eram de um verde vibrante se vocĂȘ olhasse de perto, mas as ĂĄrvores densas bloqueavam a luz do sol, deixando uma impressĂŁo mais escura.
As ĂĄrvores da Floresta das Sombras eram todas tĂŁo grossas e altas que pareciam irreais.
A floresta inteira parecia um monstro gigante que transcendia o conhecimento humano, e dava a sensação de que poderia se mover a qualquer momento.
â Ă seguro entrar aĂ? â perguntou Ranta cautelosamente.
â Tch, tch, tch… â Os ombros de Wezel tremeram com uma risada. Para alguĂ©m tĂŁo sombrio, ele podia ser bem alegre. â Como poderia ser? A Floresta das Sombras Ă© uma fortaleza natural.
â Cara, vocĂȘ nunca esteve em Arnotu antes, esteve?
â NĂŁo.
â VocĂȘ sabe o caminho atĂ© lĂĄ?
Wezel deu de ombros. Isso podia ser uma negação ou uma confirmação.
â Espera, qual Ă©? â exigiu Ranta.
Wezel entrou na floresta sem nunca esclarecer.
Que personalidade era essa?
Ainda era antes do meio-dia, mas a floresta estava bem escura. O chĂŁo estava coberto de musgo. A terra mal ficava exposta. Alguns dos cogumelos e samambaias que cresciam por toda parte eram luminescentes, e o lugar era bonito Ă sua maneira.
Centopeias aladas, criaturas parecidas com ĂĄguas-vivas que flutuavam no ar, borboletas ou mariposas que espalhavam pĂł fosforescente enquanto voavam, e macacos com um nĂșmero de braços semelhante ao de aranhas pulando de galho em galho. Havia muitas criaturas Ășnicas que se destacavam.
Wezel avançava por um caminho, voltava, depois seguia por outro caminho antes de voltar novamente. Havia fendas que eles não podiam pular de jeito nenhum aqui e ali, e quando encontravam uma, tudo o que podiam fazer era contornå-la.
Ainda assim, estava escuro.
Estava escuro desde que entraram na floresta, mas isso era escuro demais.
Ele não conseguia determinar a direção do sol. Não havia como verificar, porque as årvores o bloqueavam, mas o pÎr do sol claramente estava se aproximando.
Eles tinham caminhado tanto assim? Deviam ter caminhado. Se estavam realmente se aproximando do destino, ele estava disposto a caminhar o quanto fosse necessĂĄrio.
â Espera, estamos perdidos? â exclamou Ranta.
â Sim.
â NĂŁo, sem âSimâ! O que vamos fazer?
â Eu tenho um jeito… â disse Wezel. â Vai exigir preparação.
â EntĂŁo faça sem eu ter que falar!
â Vai levar dois dias.
â TĂĄ, tudo bem…âEspera, dois dias?! Isso Ă© bastante tempo, sabia?!
â Eu devo me concentrar. Proteja-me.
â Claro, tudo bem… NĂŁo, nĂŁo tĂĄ bem, mas ainda assim. NĂŁo tenho muita escolha, tenho?
â NĂŁo. â Wezel colocou sua bagagem no chĂŁo e começou seus preparativos.
Tudo o que ele fez foi estender um tapete de lĂŁ sobre o musgo, sentar-se de pernas cruzadas sobre ele, tomar algum tipo de bebida, fechar os olhos e parar de se mover. Ele estava apenas sentado ali.
â Qual Ă© â protestou Ranta. â Aqui estava eu esperando que vocĂȘ fizesse algo incrĂvel, e Ă© sĂł meditação?
NĂŁo houve resposta.
Ranta suspirou, entĂŁo encostou as costas em uma ĂĄrvore prĂłxima e cruzou os braços. â Em uma floresta tĂŁo grande assim, vocĂȘ esperaria que houvesse algumas feras danadamente assustadoras por aĂ…
Eles não podiam se descuidar. Ranta decidiu se concentrar também.
Ele passou muito tempo com pessoas querendo sua vida. Ele atĂ© acabou em uma situação em que nĂŁo podia se mover, ficando parado por mais de um dia dizendo a si mesmo, âEu sou uma rochaâ, sem mover nem um dedo. Nem Ă© preciso dizer que, durante esse tempo, ele nĂŁo dormiu um piscar de olhos. Seus olhos estavam arregalados, suas orelhas constantemente alertas.
Ele nĂŁo queria se vangloriarânĂŁo, talvez isso fosse se vangloriarâmas ele podia suportar quase qualquer coisa.
Ranta tinha experiĂȘncia, o que dava suporte Ă sua confiança que nunca era abalada por pequenas coisas.
O segredo de como Ranta suportava, embora isso possa parecer paradoxal, era nĂŁo suportar.
Se ele continuasse se fortalecendo, pensando, Eu tenho que suportar, eu tenho que suportar, eu tenho que suportar, isso sĂł tornava mais difĂcil. Em vez disso, ele pensava, Eu nĂŁo tĂŽ suportando, nĂŁo tĂŽ, de jeito nenhum, ho ho ho, eu nĂŁo tĂŽ suportando, isso nĂŁo Ă© grande coisa.
Em algum momento, Ranta sentiu a respiração de alguĂ©m. NĂŁo era exatamente um som. Se ele tivesse que usar uma palavra existente para descrevĂȘ-lo, era uma presença.
A respiração estava se aproximando de algum lugar por um tempo, e não estava totalmente claro de onde vinha. Ainda assim, o respirador estava lå. Diagonalmente à direita atrås de Ranta, estava escondido na sombra de uma årvore e os observava.
Ranta nĂŁo conseguia distinguir a forma do que estava respirando. Estava completamente escondido.
Wezel estava totalmente absorto em meditar.
Ranta olhou deliberadamente para a ĂĄrvore onde o respirador deveria estar.
Ele colocou a mão no cabo de sua katana, e a presença desapareceu instantaneamente.
SerĂĄ que ele estava imaginando, talvez? NĂŁo. NĂŁo era isso.
NĂŁo havia desaparecido. Ele ainda podia sentir, sĂł um pouco. Aquela presença apenas diminuĂra. Ainda estava lĂĄ.
Tudo bem, entĂŁo.
Em um confronto de vontades, ele nĂŁo perderia. NĂŁo havia como.
Ranta não desviou o olhar da årvore onde a presença estava escondida. Ele manteve os olhos fixos nela.
A floresta clareou um pouco. O sol devia ter nascido.
Ranta não se moveu. Nem a presença.
Wezel tomou um gole de sua garrafa de ĂĄgua.
Naquele instante, houve um som. O cara tinha ido embora.
Ranta tirou a mão do cabo de sua katana, mas se sua tensão fosse uma corda, ela ainda estava bem esticada. Aquela presença podia voltar a qualquer momento, então ele continuava procurando por ela.
Wezel estava meditando.
Ele realmente gosta de meditar. Bem, acho que nĂŁo tĂĄ fazendo isso porque gosta. Ă, claro que nĂŁo.
Escureceu novamente.
Na escuridão da noite, a presença apareceu mais uma vez. Desta vez, bem atrås de Ranta. Estava tentando atacå-lo por trås?
NĂŁo havia dĂșvida. Ranta estava confiante. Era a mesma presença.
A respiração de Wezel estava pesada. Suas respiraçÔes eram terrivelmente rasas. Ele gemia de desconforto de vez em quando, tambĂ©m. O que era aquilo? Era mĂĄ notĂcia?
Acho que vou atraĂ-lo, decidiu Ranta. Mostrar uma abertura de propĂłsito e fazer ele atacar.
EntĂŁo ele reconsiderou.
NĂŁo, quem perder a paciĂȘncia primeiro perde. Se nĂŁo vier, tudo bem. Vou esperar o quanto ele quiser.
Wezel tomou um grande gole de sua garrafa de ĂĄgua. Ele estava engolindo tudo. Parecia que bebeu atĂ© a Ășltima gota.
Wezel jogou a garrafa fora e sacou sua faca. Ele estava desenhando algo no chĂŁo com ela.
A presença aparentemente havia se movido. Ranta a sentiu na sombra de uma årvore diferente da anterior.
NĂŁo satisfeito apenas com o chĂŁo, Wezel começou a fazer cortes em seu prĂłprio corpo com a faca, tambĂ©m. O quĂȘ, ele era suicida? Bem, provavelmente havia algum motivo por trĂĄs disso.
Wezel passou a faca pelos dedos da mĂŁo esquerda, a palma e o dorso dela, e depois pelos dedos da mĂŁo direita, a palma e o dorso dessa mĂŁo tambĂ©m. EntĂŁo ele arregaçou as mangas, ferindo o braço esquerdo, o braço direito e atĂ© mesmo o rosto. Se nĂŁo estivesse tĂŁo escuro, ele teria sido uma visĂŁo horrĂvel de se ver com todo o sangue que devia estar escorrendo. Ranta semicerrou os olhos e tentou distinguir, mesmo contra a sua vontade.
De repente, a presença estava ficando mais densa. Serå que finalmente estava vindo?
NĂŁo… nĂŁo estava?
A presença desapareceu ao amanhecer.
Houve um ronco no estĂŽmago de Ranta, como se ele tivesse acabado de se lembrar da comida. Ele vinha bebendo ĂĄgua ocasionalmente, mas nĂŁo havia comido nada desde que entraram na Floresta das Sombras.
Wezel estava sentado com as pernas cruzadas, as costas curvadas e ambas as mãos segurando a cabeça, balançando o corpo para frente e para trås constantemente.
Ele estava dizendo algo? Ranta nĂŁo conseguia ouvir. Sua boca estava se movendo, no entanto. Poderia ser algo ritualĂstico que ele estava fazendo.
Ranta caminhou cautelosamente pela ĂĄrea, procurando qualquer coisa que parecesse comestĂvel. Seu estĂŽmago estava vazio, e ele sentia que poderia comer qualquer coisa agora, mas nĂŁo podia realmente. Ele pressionou a lĂngua contra ervas, cogumelos e frutas, mas todos causavam uma intensa sensação de dormĂȘncia ou formigamento. Se fosse caçar, precisaria se afastar de Wezel. Isso era uma mĂĄ ideia.
â Acho que nĂŁo tem escolha â murmurou Ranta, recorrendo Ă sua Ășltima opção.
NĂŁo era difĂcil. Eles estavam por toda parte. Ele encontrou alguns em pouco tempo.
Havia uma linha de formigas marchando pelo chĂŁo coberto de musgo.
Ranta pegou uma, colocou-a na palma da mĂŁo e cutucou-a com um dedo. Era uma formiga verde grande, com cerca de um centĂmetro de comprimento, mas ela nĂŁo reagiu.
Ele a colocou na boca, usou a lĂngua para impedi-la de escapar, depois a mastigou. O sabor azedo caracterĂstico da formiga era refrescante, e tinha um leve toque de doçura tambĂ©m. Era bem gostoso.
Ele pegou formigas e procurou outros alimentos enquanto permanecia alerta ao seu redor até o sol se pÎr novamente.
Quando escureceu, Ranta se agachou ao lado de Wezel, com a mĂŁo levemente no cabo de sua katana.
Wezel continuava seu ritual, como antes.
Eventualmente, a presença retornou. Embora, claro, não se mostrasse. A presença estava quase bem atrås de Ranta e Wezel.
NĂŁo era uma fera selvagem. NĂŁo importava o quĂŁo esperto fosse, nenhum animal era tĂŁo paciente assim. Era um humano, elfo, orc ou alguma outra criatura altamente inteligente.
Como vinha fazendo até agora, Ranta não entrou em pùnico, não fez alarde e apenas esperou. Não fazia nada desnecessårio.
Era mais difĂcil do que se poderia pensar. Para pessoas comuns, pelo menos. Para uma estrela gigante como Ranta, era moleza.
O amanhecer estava se aproximando.
â Phewwwwwwwwww… â Wezel soltou um suspiro longo e profundo. Ele terminou de exalar.
No momento seguinte, a presença se moveu.
â Habilidade Pessoal… â Da sua posição agachada, Ranta saltou para trĂĄs diagonalmente. Ele girou no ar, sacando sua espada, e olhou para o cara.
O cara olhou para ele em choque.
Era um homem-ĂĄrvoreâou serĂĄ que nĂŁo?
Seu corpo semelhante a um tronco tinha galhos parecidos com braços e pernas crescendo dele, e lembrava Ranta da raça de årvores que se transformaram em pessoas, ou pessoas que se transformaram em årvores, que eles haviam encontrado em Darunggar.
No entanto, essa criatura apenas se parecia com um. Ele nĂŁo era um logok. Era mais prĂłximo de ser humano. Era uma criatura que parecia um humano com casca de ĂĄrvore como pele.
â LĂąmina das Sombras! â gritou Ranta.
Aterrissando atrås do homem, ele então saltou com Leap Out. Se o inimigo estava atrås de Ranta, ele ficaria atrås dele e lançaria um ataque surpresa. Essa era sua habilidade pessoal, Lùmina das Sombras.
A lĂąmina de Ranta se aproximou do homem. O homem se virou, mas nĂŁo evitou.
Por quĂȘ? Por que ele nĂŁo estava tentando desviar?
Porque nĂŁo precisava.
Algumas coisas semelhantes a galhos, como tentĂĄculos, cresceram do corpo do cara e o envolveram em um instante.
Que diabos? Como isso era justo?
A katana de Ranta fez Boing e ricocheteou nesses tentĂĄculos. Eles nĂŁo eram duros. Eram altamente elĂĄsticos.
â Porra…?!
E nĂŁo era sĂł isso. Eles nĂŁo apenas defendiam; eles se enrolaram na katana de Ranta como cobras. Essas coisas atrevidas estavam tentando prendĂȘ-lo, era isso?
â Droga! â Ranta imediatamente usou Exhaust para saltar para trĂĄs.
Dezenas desses tentåculos de galho se estenderam em sua direção.
Ranta recuou ainda mais, afastando os tentĂĄculos de galho com sua katana. Mas, como esperado, ele nĂŁo conseguia cortĂĄ-los. Tudo o que podia fazer era afastĂĄ-los.
Isso nĂŁo era bom. SĂł lhe permitiria ganhar tempo. Nesse caso…
â Habilidade Pessoal, RelĂąmpago…
Ranta pulou para a direita, depois, após se livrar dos tentåculos de galho, avançou, então foi para a esquerda. Movendo-se em alta velocidade na forma de um colchete, lançou-se contra o homem.
â …Golpe RĂĄpido!
â …! â O homem pulou para o lado, esquivando-se do golpe de Ranta.
Bem, ele nĂŁo era rĂĄpido demais?
O homem rolou e se levantou, então reuniu os tentåculos de galho no final de cada um de seus braços para formar espadas. Ele então veio atacando com ambas as espadas de tentåculos de galho.
â Exatamente o que eu queria! â gritou Ranta.
A katana e a espada de tentĂĄculos de galho colidiram violentamente. As espadas de tentĂĄculos de galho do homem eram altamente elĂĄsticas, e o recuo delas era insano. Cada vez que atingia uma espada de tentĂĄculos de galho, a katana de Ranta era empurrada para trĂĄs com força. Parecia que estava saltando por aĂ. Ranta era um veterano endurecido por batalhas, mas nĂŁo conseguia controlar esse recuo facilmente.
â Isso Ă©… difĂcil! Mas…!
Ranta mudou de cortes para estocadas. NĂŁo apenas estocadas comuns, no entanto.
â Habilidade Pessoal, Estocada Espiral do Mal!
Era uma torção. Ele usava estocadas råpidas e giratórias, uma após a outra.
Essas estocadas giratórias repetidas também não conseguiam perfurar as espadas de tentåculos de galho do homem.
No entanto, as estocadas giratĂłrias nĂŁo eram repelidas tĂŁo fortemente quanto os cortes, entĂŁo sua katana nĂŁo se desviava, e ele podia continuar atacando.
O homem foi forçado à defensiva.
Ele foi empurrado pelo vigor de Ranta, ficou sobrecarregado e eventualmente seria encurralado.
â Koh…! â O homem soltou um som como uma rolha sendo retirada de uma garrafa, e inĂșmeros tentĂĄculos de galho cresceram de seu corpo de uma sĂł vez.
Foi feito em um instante. O cara estava envolto em tentĂĄculos de galho. Sua defesa agora era perfeita, ou pelo menos ele devia pensar assim.
Ranta sorriu sob sua mĂĄscara. â Ă EscuridĂŁo! Ă Senhor do VĂcio! Demon Call!
Algo como uma nuvem arroxeada escura apareceu. A nuvem rapidamente formou um vĂłrtice. O redemoinho se solidificou enquanto ele observava, tomando uma forma familiar.
Parecia estar vestindo uma armadura feita de osso roxo escuro, sem parecer haver uma Ășnica fenda nela. A lĂąmina com o cabo longo que segurava com ambas as mĂŁos era terrivelmente longa e curva. âExtremamente ameaçadorâ era a Ășnica forma de descrevĂȘ-la. Se uma criança a visse, choraria, gritaria e desmaiaria no local.
O design da armadura, a forma da armaânada poderia ser mais chocante. Parecia um ceifador sombrio, com uma foice para colher vidas.
â Acabe com ele, Zodie! â gritou Ranta.
Com esse comando simples como seu mestre, o demĂŽnio Zodie ergueu sua grande foice.
â Ehehehehehehehehehehehehehehehehehehe…!
O homem deve ter percebido que a foice era uma ameaça. Os tentåculos de galho que ele liberou avançaram em enxame contra Zodie. Alguns deles alcançaram Zodie, mas não o suficiente para conter o demÎnio.
Zodie desceu sua foice. â Hehe… Ehehehehehehehehehe… Ehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehe…
A foice de Zodie cortou os tentĂĄculos, e o homem, ao meio.
Os tentåculos de galho cortados pela foice, assim como os que permaneceram intactos, todos perderam sua força de uma só vez.
O homem desmoronou.
Ele havia sido impressionantemente dividido ao meio.
â Seja abraçado por Skullhell â Ranta sorriu.
â VocĂȘ tambĂ©m… Ehehehehe…
â Cala a boca, Zodie. Some.
â Ehehehehehehehehe… De jeito nenhum…
â Ă a Ășltima vez que digo. Some agora, Zodie.
â He… Eheheh… VocĂȘ Ă© sĂł um Ranta… EstĂșpido… EstĂșĂșĂșpido… Ehehehehehe…
Mesmo que o demĂŽnio reclamasse, Zodie se transformou em uma nuvem roxa escura e desapareceu.
O amanhecer estava prestes a chegar.
â Ruwintimroti… â Wezel finalmente começou a entoar. â Ruwingwinbodoichiewiris… Yeruwifi… Imatebuimugaruwado… Machedowig… Yerahâishinruiwodorezukoedowigod… Yendangosimiyefod… Tiwigodwigwafifihan…
A floresta se encheu de barulho.
Apesar de nĂŁo haver vento de verdade, ainda assim havia um farfalhar nas folhas e na grama.
Wezel olhou para os cĂ©us, erguendo as mĂŁos bem alto. Escamas de mariposa caĂam de algum lugar, como se ele as tivesse chamado.
As escamas brilhavam e reluziam. Seu brilho flutuava cada vez mais fundo na floresta.
â NĂŁo me diga… â Ranta estava chocado. â Elas estĂŁo nos mostrando o caminho? AtravĂ©s da floresta, atĂ© Arnotu…
â Eu usei a Arte Secreta da Floresta â murmurou Wezel.
O elfo parecia emaciado, e sua respiração estava irregular. Ele tentava levantar sua mochila, mas estava cambaleando, e suas mãos estavam inståveis.
â Ă uma tĂ©cnica antiga, transmitida na Floresta das Sombras. Eu exagerei um pouco. Normalmente, alguĂ©m como eu… nunca poderia usĂĄ-la.
â Exagerou? â perguntou Ranta. â Cara, o que vocĂȘ fez?
â Usei drogas secretas… para aumentar meu poder.
â VocĂȘ tava se dopando, ou algo assim? NĂŁo tem efeitos colaterais ou algo assim, hĂĄ?
â Minha vida… serĂĄ encurtada um pouco, sĂł isso.
â Bom trabalho â disse Ranta.
â Tch, tch, tch… â Os ombros de Wezel tremeram com uma risada. Era algo para rir? Bem, talvez fosse tĂŁo difĂcil que tudo o que ele podia fazer era rir.
Wezel se agachou ao lado de sua bagagem, entĂŁo seus olhos foram para o cadĂĄver do homem. â Um treant? …Quando?
â VocĂȘ nĂŁo notou â disse Ranta. â Acabei de matĂĄ-lo. Talvez ele estivesse tentando nos comer ou algo assim. Ele continuava nos mirando. VocĂȘ o chamou de treant?
â Dizem que a raça deles Ă© mais antiga que os elfos. Esse treant provavelmente… nĂŁo era jovem. Quanto mais velhos ficam, mais fortes se tornam.
â NĂŁo forte o suficiente pra me enfrentar, aparentemente â Ranta sorriu. â Devemos enterrĂĄ-lo?
â De qualquer forma, ele retornarĂĄ Ă terra… a esta floresta.
â Ă mesmo? â Ranta facilmente levantou a bagagem de Wezel. â Estou ficando bem cansado da paisagem por aqui. Vamos passear em Arnotu.
Tradução: ParupiroHPara estas e outras obras, visite o Cantinho do ParupiroH â Clicando Aqui
Tradução feita por fãs.
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