Hai to Gensou no Grimgar – AP 1: Capítulo 22 – Volume 14+

Home/Light Novel / Hai to Gensou no Grimgar / Hai to Gensou no Grimgar – AP 1: Capítulo 22 – Volume 14+
 

Hai to Gensou no GrimgarGrimgar of Fantasy and Ash

Light Novel Online – ApĂȘndice 01:
[Capítulo 22: Álcool]


Jå era início da noite, mas graças às lamparinas a óleo penduradas e às tochas por toda parte, as ruas estavam tão claras quanto o dia.

Era por volta da hora em que os homens que haviam terminado seu trabalho nas minas saĂ­am para a cidade em busca de vinho, comida e mulheres. Uma diversĂŁo barulhenta seria desfrutada por todos.

Não, não eram apenas as minas. Essa cidade também tinha uma fundição de ferro. A fundição ainda estava em operação, e fumaça subia de suas chaminés, então os fogos nas fornalhas provavelmente nunca se apagavam. O pessoal do turno diurno saía à noite, e o pessoal do turno noturno provavelmente saía para beber de manhã.

Era uma cidade que nunca dormia.

Orcs, goblins, kobolds, mortos-vivos e mais—as ruas estavam cheias de homens das raças minoritárias, e a área ao redor dos bares e restaurantes estava especialmente lotada.

Em um lugar, alguém cantava alegremente, e em outro, dois tolos estavam brigando. Havia pessoas assistindo aquela cena com risadas ruidosas, também.

Ranta nĂŁo era tĂŁo inocente a ponto de deixar esse caos o sobrecarregar.

Dito isso, quando viu um gigante peludo com cerca de trĂȘs metros de altura caminhando meio nu, sim, ele ficou obviamente surpreso.

— Isso Ă© um troll? — murmurou Ranta, espantado. — Ouvi dizer que eles existem lĂĄ no norte, no Grande Campo de Gelo e na Floresta de Folhas de Gelo.

De qualquer forma, ninguém estava prestando atenção em Ranta e sua måscara, então ele estava grato por isso. Claro, ele havia entrado corajosamente nesta cidade imaginando que provavelmente ficaria bem. Ele estava correto.

— Mas…

NĂŁo havia nada que pudesse ser feito sobre esse cheiro? O cheiro deles era tĂŁo intenso que fazia os olhos lacrimejarem. Junto com o fedor de vĂŽmito dos bĂȘbados e outros resĂ­duos, criava um cheiro insuportĂĄvel que tomava conta de toda a cidade.

— Tenho certeza de que vou parar de notar isso em algum momento — disse a si mesmo.

Um cara poderia se acostumar com qualquer coisa, afinal.

Ele desceu uma rua um pouco mais larga e encontrou uma fila de gumows acorrentados sentados ao longo da estrada.

Eles estavam à venda. Provavelmente existiam para fazer os trabalhos mais perigosos desta cidade, aqueles que ninguém mais faria, não importava o quanto fossem pagos.

Algum canalha, como aquele orc com o cabelo tingido de trĂȘs cores, os compraria.

Eles eram escravos.

Estavam acorrentados, com correntes molhadas de sangue, suor e lågrimas, sendo levados para o lugar onde seriam forçados a trabalhar até morrer.

Havia gumows entre eles que nĂŁo eram mais velhos que Pat.

— Essa Ă© a realidade… Huh?

Ranta acelerou o passo. Ele passou pela fila de escravos e se aproximou do orc com cabelo tricolor.

O orc com cabelo tricolor devia ser bem de vida. Como se estivesse exibindo sua riqueza, ele usava colares, brincos, pulseiras e todo tipo de bugigangas douradas brilhantes que tilintavam. A bolsa em sua cintura era especialmente decorada de forma espalhafatosa, e parecia bem pesada.

— Habilidade Pessoal, Luz Negra — murmurou Ranta.

Ele passou pelo orc com cabelo tricolor. Sob sua mĂĄscara, ele sorriu.

Na mĂŁo direita, ele segurava uma carteira feita de pele de lagarto. NĂŁo era de Ranta. Com um movimento rĂĄpido demais para o olho seguir, ele a havia roubado da bolsa do orc com cabelo tricolor.

— AtĂ© mais — disse em um sussurro, entĂŁo entrou em um beco.

Verificando o conteĂșdo da carteira na escuridĂŁo, talvez nĂŁo houvesse moedas de ouro, mas havia cinco de prata e dez de cobre.

— FĂĄcil demais. Mas Ă© isso que acontece quando vocĂȘ Ă© eu.

A carteira em si provavelmente valeria um bom preço, mas ele nĂŁo tinha desejo de usĂĄ-la, e vendĂȘ-la seria muito incĂŽmodo. Ele a descartou no beco e foi procurar um bar.

NĂŁo faltavam lugares onde parecia que ele poderia conseguir uma bebida forte. Muitas barracas vendiam ĂĄlcool, e os negĂłcios estavam a todo vapor em todas elas.

Ranta fez questĂŁo de escolher o maior lugar que encontrou. Tinha uma placa iridescente, o tipo de coisa que os orcs provavelmente amavam, e texto escrito no alfabeto dos mortos-vivos, que parecia um monte de cobras que haviam posto um grande nĂșmero de ovos. Era o nome do lugar, sem dĂșvida, mas ele nĂŁo conseguia lĂȘ-lo.

Ele empurrou alguns orcs que estavam gritando um com o outro na entrada e entrou.

Era um grande estabelecimento, com um teto alto. Metade do primeiro andar tinha um nicho que alcançava o teto, e havia um segundo e terceiro andar, também.

Nem todos os assentos estavam ocupados. O bar estava talvez com oitenta ou noventa por cento da capacidade, mas ainda assim era incrivelmente animado. Era tĂŁo barulhento que ele mal conseguia ouvir a banda multirracial que se apresentava no palco do segundo andar.

Os clientes estavam bebendo muita zwig, a bebida verde e espumante preferida dos orcs, e dubrow, a bebida leitosa e azeda que os mortos-vivos adoram, além de cerveja e destilados, a uma velocidade impressionante.

Ranta segurava uma moeda de cobre entre o polegar e o indicador, como se estivesse exibindo-a enquanto caminhava pelo bar. Ele fazia isso para provar que não estava sem dinheiro, e que havia vindo com dinheiro e intenção de beber. Se não fizesse algo assim, se os funcionårios o observasse de perto, ou se um cliente bruto arrumasse briga com ele, ele não poderia objetar.

Em um canto do bar, havia um elfo cinzento bebendo. A mesa era para trĂȘs, mas ele nĂŁo parecia ter companhia. Parecia estar sozinho.

Eles eram chamados de elfos cinzentos porque sua pele branca tinha um tom acinzentado. Seus cabelos eram prateados, quase brancos, e seus olhos eram vermelho-sangue. Suas bocas eram como fendas simples. Este usava uma mistura de peles e cota de malha, e tinha uma grande pilha de bagagem ao seu lado. Os dedos que seguravam seu copo quase transparente exibiam muitos anéis, e suas unhas semelhantes a garras tinham um brilho como obsidiana. Ele parecia incrivelmente ameaçador.

Ranta sentou-se à frente do elfo cinzento sem hesitação, então colocou a moeda de cobre na mesa como se estivesse empurrando-a em sua direção.

O elfo cinzento o encarou. Por outro lado, seu rosto era praticamente sem expressĂŁo. Ele podia estar apenas olhando para Ranta. Ainda assim, era inescrutĂĄvel.

Depois de algum tempo, um pequeno garçom chegou. — Ei, ei, o que tá fazendo?

O garçom era um korrigan. Eles viviam no Planalto das Cinzas Cadentes, e sua raça era como humanos reduzidos à metade do tamanho, com cinzas e ferrugem esfregadas na pele por algum motivo. Pelo que Ranta sabia, quando formavam grupos, podiam ficar arrogantes e causar problemas. Eram caras barulhentos, ridículos e descontraídos.

Ranta apontou para o copo do elfo cinzento, então levantou dois dedos. — Isso, dois.

— Jyah?! — O garçom korrigan pulou e bateu na mesa repetidamente. — Dahh, jen, johh!

Ele estava irritado, talvez?

Ranta colocou uma segunda moeda de cobre na mesa. Isso ainda nĂŁo acalmou a raiva do korrigan.

— Dohh, dahh, johh, gihoa!

Ele puxou uma faca e a balançou, parecendo pronto para atacar a qualquer momento. Sério?

Ranta continuou colocando moedas de cobre na mesa. Na oitava moeda, o korrigan finalmente se acalmou. O garçom pegou as moedas de cobre e saiu pulando, cantarolando.

— Quatro cobres por cada. Droga, isso Ă© caro. — Ranta falou na lĂ­ngua dos humanos sem querer.

Os olhos do elfo cinzento se estreitaram. — VocĂȘ… VocĂȘ, yuma… humano?

— E se eu for? — perguntou Ranta.

— Eu… denuncio vocĂȘ. Aqui e agora. Levanto a voz… Todos ouvem. O que acontece com vocĂȘ?

— Tente. — Ranta colocou os cotovelos na mesa, entrelaçando os dedos. — VocĂȘ sabe o que vai acontecer, aposto.

— VocĂȘ… morre. Aqui. É morto.

— Talvez eu morra. Mas antes disso, elfo cinzento, eu te levo comigo.

— Tch, tch, tch, tch… — Os ombros do elfo cinzento tremiam com uma risada assustadora. — NegĂłcio… comigo? Humano.

— Quero ir para o sul.

— …Sul. Para Oortahna, entendo.

— Sim.

— Por que… veio atĂ© mim?

— VocĂȘ Ă© um xamĂŁ, nĂŁo Ă©? Deve viajar por aĂ­. Sei que hĂĄ elfos cinzentos como vocĂȘ, pelo menos.

— Eu… nĂŁo sou barato.

— Aposto que não.

— NĂŁo te conheço. Eu sou… muito caro. Vai te custar. — O elfo cinzento bateu as unhas no copo.

Sem tirar os olhos do elfo cinzento, Ranta avaliou o ambiente ao seu redor. Ele podia sentir. Olhos. Vårios pares deles, também.

Sua pele formigava. Essa sensação. Fazia sua garganta parecer terrivelmente seca.

O garçom korrigan trouxe dois copos e os deixou na mesa.

— Obrigado — Ranta disse ao garçom e, em seguida, olhou rapidamente ao redor.

Havia pelo menos dois orcs olhando em sua direção. Eles não estavam vestidos como os trabalhadores, os escravos ou os cidadãos modestamente ricos desta cidade. Pareciam mais com viajantes, como Ranta ou o elfo cinzento.

Ranta pegou seu copo na mão. O copo ainda estava meio cheio de um líquido ùmbar. Como convém ao seu preço, parecia ser uma bebida forte.

— Parece que vocĂȘ tem sua prĂłpria situação — disse Ranta.

— Todo mundo tem… atĂ© morrer.

— Bem, sim.

— Wezelred — disse o elfo cinzento, como se estivesse se apresentando.

— Sou Ranta, Wezelred. Posso te chamar de Wezel?

— Tudo bem, Ranta. Eu saio daqui… deste bar.

NĂŁo parecia repentino.

— VocĂȘ sai, e vai ser atacado — disse Ranta imediatamente.

Wezel assentiu. — Então, depois, eu ouço sua história. Que tal?

— Tudo bem. — Ranta ajustou sua máscara e tomou um gole.

Sua garganta seca ardia de dor, e a fragrĂąncia defumada saĂ­a pela boca e pelo nariz.

Seu esĂŽfago e seu estĂŽmago estavam quentes.

Ele respirou.

— Beba tambĂ©m, Wezel. Este pode ser o Ășltimo. Aproveite com calma.

Wezel sorriu levemente, levantou seu copo e tomou um gole.


Tradução: ParupiroHPara estas e outras obras, visite o Cantinho do ParupiroH – Clicando Aqui


Tradução feita por fãs.
Apoie o autor comprando a obra original.

 

 

Compartilhe nas Redes Sociais

Publicar comentĂĄrio

Anime X Novel 7 Anos

Trazendo Boas Leituras AtĂ© VocĂȘ!

Todas as obras presentes na Anime X Novel foram traduzidas de fĂŁs para fĂŁs e sĂŁo de uso Ășnico e exclusivo para a divulgação das obras, portanto podendo conter erros de gramĂĄtica, escrita e modificação dos nomes originais de personagens e locais. Caso se interesse por alguma das obras aqui apresentadas, por favor considere comprar ou adquiri-las quando estiverem disponĂ­vel em sua cidade.

Copyright © 2018 – 2026 | Anime X Novel | Powered By SpiceThemes

CapĂ­tulos em: Hai to Gensou no Grimgar