Hai to Gensou no Grimgar â CapĂtulo 22 â Volume 14
Hai to Gensou no GrimgarGrimgar of Fantasy and Ash
Light Novel Online – CapĂtulo 22:
[HistĂłria BĂŽnus]
Cena #11: Um Homem Mau
Se vocĂȘ nasceu homem… vocĂȘ quer ser popular com as garotas. Ă simplesmente assim que as pessoas se sentem, pensou Ranta, e era assim que ele vivia.
Ele nĂŁo podia dizer em que dia, de que mĂȘs, de que ano de sua vida ele começou a pensar assim, mas, bem, no final do jardim de infĂąncia, ele jĂĄ deveria sentir isso, certo? Ele sempre esteve ciente da popularidade. Sim, super ciente.
Mas, honestamente, ele nĂŁo era nada popular.
Os caras que as garotas gostavam pareciam ser populares de forma bem natural. Aqueles que jå eram populares desde cedo eram como se jå nascessem para isso. O que era isso? Esse tipo de popularidade inata, como se fossem prometidos popularidade pelos próprios céus?
Como aquele cara.
Aquele cara da classe dele, Minoura. Minoura Manato.
Ele tinha, tipo, olhos legais, pode-se dizer? Ele era, como chamavam, um galĂŁ?
Tipo, do que ele era mesmo um galĂŁ? RidĂculo!
Basicamente! Qualquer um que chamassem de galĂŁ era ridĂculo. Certo?
Mas as garotas gostavam de galĂŁs.
Blech. Blech!
As garotas roubavam olhares para Minoura, gritando e fazendo um alvoroço.
Elas eram péssimas, todas. Nenhuma delas tinha um olhar para a qualidade.
Claro, Minoura tinha um rosto bonito, mas claramente havia algo errado com o cara. Ele parecia um verdadeiro conspirador. Caras assim eram os piores. Eram mĂĄ notĂcia. Tipo, talvez o cara tivesse uma vida familiar ruim, ou algo assim. SĂł que ele nĂŁo deixava ninguĂ©m saber, e guardava tudo dentro dele. EntĂŁo ele fazia coisas ruins nos bastidores. Ele provavelmente estava traficando drogas ou algo assim, nĂŁo estava? Com certeza estava. Ele estava vendendo como louco. Talvez fosse hora de tentar perguntar a ele. Tipo, âQuanto custa?â e entĂŁo ele revelaria todo o seu jogo. Assustador!
Deixando isso de lado, Ranta testemunhou Minoura, com quem ele nunca conversou muito, ser esbofeteado por uma mulher no bairro comercial Ă s 20:17 da noite.
â Como vocĂȘ pĂŽde?! â a mulher gritou enquanto o esbofeteava com força na bochecha. â VocĂȘ Ă© o pior!
EntĂŁo ela saiu correndo.
A julgar pelo penteado e pelas roupas, ela nĂŁo tinha a mesma idade. Ela era, como chamavam, uma universitĂĄria? Parecia uma mulher adulta, com toneladas de sensualidade. A mulher provavelmente estava chorando.
Ranta tinha ido ao karaokĂȘ com seus amigos depois da escola, cantado tudo o que podia cantar, e estava a caminho de casa. Era o bairro comercial Ă noite, entĂŁo havia muitos transeuntes.
Naturalmente, não havia como uma mulher esbofeteando um galã não chamar atenção. Havia muitas pessoas olhando para Minoura enquanto ele ficava parado. Ranta era um deles.
Além disso, até a bofetada, Ranta não tinha percebido que era Minoura. O incidente aconteceu bem na frente de Ranta.
Minoura estava encarando as costas da mulher. EntĂŁo, abaixando os olhos, ele pressionou a mĂŁo na bochecha e riu um pouco. â Ai… Isso doeu…
Ranta estava pensando em fingir que nĂŁo conhecia o cara e apenas continuar andando, mas se ele ia para casa, isso significava passar na frente de Minoura. Ele odiaria dar meia-volta e ir por outro caminho sĂł para evitĂĄ-lo.
Bem, eles nĂŁo eram amigos, e o cara estava olhando para baixo, entĂŁo provavelmente nĂŁo notaria. Ranta tentou passar por Minoura da forma mais natural possĂvel.
â Huh? â o cara o chamou. â Ranta?
â …Sim.
NĂŁo, cara, nĂŁo somos tĂŁo prĂłximos pra vocĂȘ me chamar pelo meu primeiro nome! Ele pensou, mas nĂŁo ia brigar por isso. E quanto a ignorar, bem, Ranta jĂĄ tinha respondido.
â O que foi aquilo? â perguntou Ranta. â Foi incrĂvel. Ela simplesmente deu um tapa!
Minoura tirou a mĂŁo do rosto e sorriu. Sua bochecha estava um pouco vermelha. â Eu sou o mau da histĂłria.
â …Por que vocĂȘ tĂĄ sorrindo, cara?
â HĂŁ?
â Ă suspeito. O jeito que vocĂȘ age assim…
â Ohhh. Entendi.
Minoura olhou para baixo. Por um momento, Ranta pensou, Esse cara vai chorar?
â …Sim. NĂŁo Ă© bom ser assim. VocĂȘ estĂĄ absolutamente certo, Ranta.
â EntĂŁo…! â Ranta começou.
A situação toda só o deixou mais irritado, e Ranta saiu correndo sem querer.
Por que estou correndo? Pareço um esquisito.
Minoura Manato.
Aquele cara, ele era um galã, mas também era um esquisito.
Cena #12: O Caminho para o M-1
â TĂĄ bom assim? â murmurou Renji, olhando para sua obra.
No saguão da maior estação da região, havia um quadro negro chamado Quadro de Mensagens da Esquina de Todos.
Era um quadro negro, entĂŁo era destinado Ă s pessoas escreverem um nome e um horĂĄrio com giz para se comunicarem ao marcar encontros. Obviamente, isso sĂł era Ăștil hĂĄ eras atrĂĄs. Agora, todos tinham um ou dois smartphones, entĂŁo ninguĂ©m fazia as coisas de uma maneira tĂŁo estĂșpida e indireta. O quadro de mensagens da esquina estava coberto de cartazes para eventos como shows e propagandas de negĂłcios, mas nĂŁo o suficiente para que estivesse enterrado neles.
Sendo um quadro de mensagens de esquina que poucas pessoas paravam para olhar, havia muito espaço aberto. AlĂ©m disso, como originalmente era uma forma de comunicação, se vocĂȘ fosse um indivĂduo, nĂŁo uma empresa, aparentemente era gratuito para usar. NĂŁo, nĂŁo apenas aparentemente, ele havia confirmado isso. Era absolutamente verdade.
Procurando Parceiro
Pode ser o engraçado ou o sério.
Preciso de alguém que possa ser o engraçado ou o sério.
Por favor, entre em contato.
Renji estava tentando postar no quadro de mensagens.
Naturalmente, aquele endereço de e-mail era o que chamariam de descartĂĄvel. 2951 nĂŁo era seu aniversĂĄrio ou algo assim. Os nĂșmeros podiam ser lidos como âfu-ku-ko-iâ, âsorte, venha para mimâ em japonĂȘs. Ele normalmente nĂŁo faria isso, mas decidiu tentar usar nĂșmeros da sorte. O âtrâ era a abreviação de Tanaka Renji. Ele achou que o simples era o melhor aqui, mas talvez devesse ter dado um toque especial.
Ainda assim…
â Pfft… Heh heh heh…
Enquanto observava o quadro de mensagens de um lugar onde mal conseguia vĂȘ-lo, ele se sentiu tĂŁo ridĂculo, tĂŁo vazio e ligeiramente envergonhado que nĂŁo pĂŽde evitar rir.
âProcurando Parceiroâ? No que ele estava pensando?
E por que, de todos os lugares, ele estava postando no Quadro de Mensagens da Esquina de Todos, onde ninguém nem olharia?
Era porque ele nĂŁo tinha outras ideias?
Ele era estĂșpido?
NĂŁo, ele claramente era estĂșpido. NĂŁo importava como vocĂȘ olhasse, isso era trabalho de um idiota. Se ele estivesse realmente procurando um parceiro para ter sucesso na comĂ©dia, nĂŁo estaria postando sobre isso em um lugar como aquele. Ainda assim, Renji estava tĂŁo sĂ©rio quanto possĂvel. Ele queria um parceiro do fundo do seu coração. Foi por isso que ele refinou seu texto. Ele escreveu e reescreveu. Este havia sido seu primeiro rascunho:
Procurando um Parceiro Maluco
Ortodoxo, duplo sério, duplo engraçado, pode mandar.
Vamos criar uma nova comédia juntos!
Responda logo, kkk
Sim, sim, sim, era Ăłbvio o que qualquer um diria, olhando para isso.
Ele esperava que as pessoas pensassem, Isso não presta. Não presta mesmo. Mas, espera, é tão sem graça que talvez seja engraçado?
O resultado foi que simplesmente nĂŁo era engraçado. Sem graça e tipicamente ruim, algo que ele sabia tĂŁo bem que doĂa. Foi por isso que ele consertou. No final, ele optou por algo tĂŁo simples que nĂŁo poderia ser mal interpretado.
NĂŁo era engraçado, mas quando ele pensava nisso, o fato de ele estar fazendo um post sĂ©rio no Quadro de Mensagens da Esquina de Todos jĂĄ era engraçado para começar, nĂ©? Qual era a necessidade de adicionar mais? Se vocĂȘ exagerasse, Ă s vezes sĂł ficava brega. Em outras palavras, nĂŁo seria redundante?
Ele sabia disso. Renji era um estudante de comédia. Isso era apenas ligeiramente divertido, não de fazer rir às gargalhadas. Ele entendia isso.
No entanto, ele queria entrar na comĂ©dia, entĂŁo postou no quadro de mensagens da estação. âProcurando Parceiro.â E o cara que respondeu agora era seu parceiro. SĂ©rio.
Bem, que tal? Seria uma histĂłria engraçada ou o quĂȘ?
O cara que fez o post e o cara que respondeu, ambos seriam um pouco loucos. O tipo de esquisitos que sĂŁo engraçados. Eles teriam sucesso, conseguiriam seu prĂłprio programa de rĂĄdio ou algo assim, e se tornariam um sucesso lĂĄ. Ele sĂł podia imaginar que seriam cobertos por um site de notĂcias na internet e se tornariam virais. Se encontrar em uma escola de comĂ©dia nĂŁo era bom o suficiente. Era comum demais. Era ter um encontro como esse que era importante.
NĂŁo era sem problemas.
Ele nĂŁo acreditava que realmente conseguiriam se encontrar assim.
Renji verificou a hora no celular. Logo seria meia-noite. Hora do Ășltimo trem.
Ele estava observando o Quadro de Mensagens da Esquina de Todos por cerca de oito horas, mais ou menos, e ninguém, nem uma pessoa, olhou para seu post.
Naturalmente, também não chegaram mensagens.
Ele murmurou, â O caminho para a comĂ©dia Ă© difĂcil…
Cena #13: Eventos Ănicos na Vida Podem Acontecer Qualquer Dia
Estava ele sem energia… talvez?
Bem, Manato estava como sempre, no entanto. Ele dizia âBom diaâ para todos que encontrava, sem discriminar. Se alguĂ©m puxasse conversa, ele respondia. NĂŁo apenas acompanhando o que quer que fosse, tambĂ©m. Se nĂŁo soubesse de algo, ele dizia isso, e fazia perguntas em vez disso, ou dizia o que pensava. Mas era rĂĄpido, e nunca muito insistente. Ele nĂŁo era como ramen, era soba. Soba Sarashina, isso sim. Coisa de alta classe.
Haruhiro considerava Manato um bom amigo. Para Manato, com sua ampla rede de conhecidos homens e mulheres, Haruhiro provavelmente era apenas mais um colega de classe. Mas para Haruhiro, Manato era um dos poucos amigos dele.
No tempo entre ir para a escola e voltar para casa, eles sempre falavam pelo menos uma ou duas vezes. Ăs vezes, atĂ© tinham conversas longas.
Para Haruhiro, isso era suficiente para pensar que eram bem prĂłximos.
EntĂŁo, uma vez, Haruhiro se pegou observando Manato.
Manato era um mistério. Ele se dava incrivelmente bem com as pessoas, e podia conversar com qualquer um. Ele era um garoto bonito, ou um galã, então se destacava mesmo apenas estando ali. Apesar disso, Haruhiro às vezes de repente percebia que Manato não estava em lugar nenhum.
Naturalmente, Manato era popular com as garotas, entĂŁo nĂŁo era incomum que garotas de outras classes viessem procurĂĄ-lo. Quando essas garotas perguntavam a Haruhiro, âOnde estĂĄ o Minoura-kun?â, Ă s vezes ele simplesmente nĂŁo conseguia dizer.
Manato chamava a atenção das pessoas, mas então ele simplesmente desaparecia. Ele não estå aqui, Haruhiro pensava, e então, do nada, Manato aparecia. Era mais ou menos assim que Manato era.
Hoje, Manato não tinha desaparecido nenhuma vez. No tempo entre as aulas, durante o intervalo, ele esteve na sala de aula o tempo todo. Obviamente, ele não estava em transe ou algo assim, também. Ele estava conversando com alguém ou outro o tempo todo, às vezes rindo alto.
NĂŁo havia nada de muito estranho nele.
SĂł parecia que ele estava passando muito tempo sentado na cadeira.
Basicamente, ele nĂŁo estava se movendo muito. Foi por isso que Haruhiro teve a impressĂŁo de que, provavelmente, ele nĂŁo tinha muita energia.
Mesmo que ele pensasse, O que serĂĄ que estĂĄ acontecendo?, Haruhiro hesitava em trazer isso Ă tona por algo tĂŁo pequeno. Tipo, para o prĂłprio Haruhiro, se alguĂ©m viesse atĂ© ele e dissesse, âVocĂȘ ficou sentado o intervalo todo hoje. TĂĄ acontecendo algo?â, ele pensaria, HĂŁ? Qual Ă© o problema desse cara?
Mas isso me incomoda, refletiu Haruhiro. Bem, ele Ă© um amigo, afinal.
Depois que o dia escolar terminou, enquanto fazia vĂĄrias outras coisas, Haruhiro deixou a escola sozinho como de costume.
Embora admirasse a ideia de se divertir muito com seus amigos, no final, esse era um mundo muito distante do seu. AlĂ©m disso, ele nĂŁo tinha muitos amigos para começar. Embora o nĂșmero nĂŁo fosse zero. Ele simplesmente nĂŁo conseguia se sentir prĂłximo do tipo de pessoas que se apegavam muito. Ele estava bem com estar sozinho. Ăs vezes era solitĂĄrio, mas isso era apenas temporĂĄrio. Ele jogava videogames, ou lia livros, e eventualmente se sentia bem novamente.
â Haruhiro? â alguĂ©m perguntou.
â …Uwah!
Talvez porque Haruhiro estivesse absorto em pensamentos, ele não tinha notado que alguém estava bem ao seu lado até que chamaram seu nome.
â Ah… Manato.
â EntĂŁo vocĂȘ vai por esse caminho, nĂ©? â perguntou Manato. â No caminho para casa.
â Oh, hum… Huh? VocĂȘ tambĂ©m vai por esse caminho, Manato?
â NĂŁo.
O sorriso deleâembora Haruhiro nĂŁo soubesse por que pensou isso; ele nĂŁo conseguia explicarâparecia meio superficial, como se nĂŁo fosse um sorriso verdadeiro.
â Entendi â disse Haruhiro lentamente.
Manato caminhava ombro a ombro com ele pela estrada familiar para casa.
Por um tempo, Manato nĂŁo disse nada. Embora fosse estranho, nĂŁo era desagradĂĄvel. Haruhiro poderia ter ficado quieto por um ou dois dias.
â VocĂȘ nĂŁo vai perguntar por quĂȘ? â perguntou Manato.
Se Manato nĂŁo tivesse dito nada, eles poderiam ter se separado sem trocar uma Ășnica palavra.
â Bem… eu pensei que pudesse ser algo assim â confessou Haruhiro.
â Que eu poderia apenas querer caminhar para casa com vocĂȘ, ou algo assim?
â Tipo, uma vez na vida, vocĂȘ pode acabar sentindo isso, talvez… acho.
Manato cobriu o rosto com a mĂŁo direita, rindo. â VocĂȘ realmente Ă© interessante, Haruhiro.
â VocĂȘ acha?
â Sim. VocĂȘ Ă© engraçado.
Manato afastou a mĂŁo do rosto. Sua bochecha estava um pouco vermelha. Ele tinha batido em algum lugar, ou feito algo com ela? Ou talvez tivesse levado um soco?
Haruhiro nĂŁo perguntou o que tinha acontecido.
Em um evento Ășnico na vida, praticamente qualquer coisa poderia acontecer.
Cena #14: Adoração de idol
â Escuta, Yume, ela tava pensando que queria ser uma idol.
Ouvir Yume dizer isso do nada durante o intervalo realmente surpreendeu Marii.
â U-U-Um idol…? Hum, idol? Tipo NHK, ou Imoaraizaka…
â M-Marii… â disse Shihoru nervosamente. â NHK Ă© uma associação de radiodifusĂŁo japonesa, e nĂŁo existe nenhum grupo de idols chamado Imoaraizaka…
Ao ter seu erro apontado, Marii percebeu que estava tĂŁo confusa que havia misturado tudo.
â Hum, er… NBA? Era isso?
â A NBA Ă© a Associação Nacional de Basquete na AmĂ©rica do Norte.
â A resposta certa era KGB!
â Yume, essa Ă© a antiga agĂȘncia de inteligĂȘncia da UniĂŁo SoviĂ©tica. Existem muitos grupos por aĂ, mas acho que o mais famoso Ă© provavelmente AKB…
â Ohhh! Shihoru, vocĂȘ realmente sabe do que tĂĄ falando, nĂ©? EntĂŁo qual era aquele com zaka no nome? Dogenzaka…?
â Esse Ă© o nome de um lugar em Shibuya…
â Sabe, se vocĂȘ for procurar em Shibuya, provavelmente tem idols lĂĄ, nĂ©? Ă meio que na moda.
â B-Bem, pode ter alguns…
Marii queria ajudar Shihoru em seu momento de fraqueza. Para isso, ela precisava da resposta certa. Tenho que encontrar a resposta certa o mais rĂĄpido possĂvel, pensou Marii, e entĂŁo lhe ocorreu.
â Kagurazaka?
â Isso Ă© um lugar famoso, nĂ©? â disse Shihoru. â Com muitos restaurantes bons, acho… Mas nĂŁo acho que tenha algo a ver com idols…
â Numa! â Yume exclamou de repente.
â N-Numa…?
â Yume, ela pode ter acertado! Yume jĂĄ ouviu falar disso antes! Na vida, dizem que hĂĄ trĂȘs sakas!
â O que… sĂŁo eles? â Marii tentou perguntar, por via das dĂșvidas.
Yume agiu toda especial, cantarolando nasalmente.
â Presta atenção: sĂŁo noborizaka, kudarizaka e massakasama! Isso mesmo!
â NĂŁo Ă© massakasama, Ă© masaka, Yume… â disse Shihoru.
â Hoh? Tem certeza?
â Quando as coisas estĂŁo indo bem, Ă© noborizaka, subindo a colina. Quando nada dĂĄ certo para vocĂȘ, Ă© kudarizaka, descendo a colina. Mas se vocĂȘ continuar vivendo, o inesperado vai acontecer, entĂŁo… isso Ă© masaka, o inesperado.
â Mwohhhhh! Shihoru, vocĂȘ realmente sabe muito! Mas, sabe, nĂŁo importa o que vocĂȘ faça, nĂŁo acha que hĂĄ momentos em que as coisas vĂŁo acabar ficando massakasama, de cabeça pra baixo?
â …Acho que sim.
â Bem, entĂŁo, hĂĄ quatro sakas na vida, nĂŁo acha?
â NĂŁo acho que importe quantos sakas hĂĄ nesse caso, realmente.
â EntĂŁo tem muitos deles, nĂ©? Nesse caso, a vida tĂĄ cheia de colinas! â exclamou Yume.
Parecia que ela tinha sido atingida por um raio. Marii segurou o peito e baixou a cabeça. â Profundo. A vida estĂĄ cheia de colinas. VocĂȘ pode estar certa…
â NĂ©? Yume, quando vai pra casa, Ă© tudo estrada de colina, sabe? TĂĄ tudo bem quando ela tĂĄ cheia de energia, mas tem vezes que tĂĄ se sentindo cansada, tambĂ©m. Ă bem difĂcil entĂŁo.
â Colinas sĂŁo especialmente difĂceis quando vocĂȘ estĂĄ de bicicleta. â Marii bateu nas prĂłprias coxas. Doeu um pouco. Ela tinha se esforçado demais. â VocĂȘ sente nas pernas.
â Isso mesmo! â Yume estalou os dedos â era assim que se chamava? Ela esfregou o dedo mĂ©dio e o polegar da mĂŁo direita juntos, mas sĂł houve um som de atrito. â …Kwoh!
â Assim? â Shihoru fez um estalo adequado.
Os olhos de Yume brilharam. â Isso mesmo! Shihoru, vocĂȘ Ă© incrĂvel! VocĂȘ pode fazer qualquer coisa!
â HĂŁ…? NĂŁo… Isso Ă© fĂĄcil. Ă exagero dizer que posso fazer qualquer coisa.
â VocĂȘ Ă© muito capaz, Shihoru. â Marii assentiu com firmeza. â VocĂȘ Ă© reservada, entĂŁo nĂŁo ostenta, mas pode fazer qualquer coisa.
â N-N-NĂŁo… Isso… nĂŁo Ă©… verdade…
â Ă verdade sim! Shihoru, vocĂȘ Ă© a idol da Yume e de todos!
â Q-Q-Qual Ă©, p-p-para, Ă© constrangedor…
â Mas, sabe, Shihoru, vocĂȘ Ă© nossa idol, tĂĄ? VocĂȘ concorda, nĂ©, Marii?
â Sim, acho que sim â disse Marii.
â AtĂ© vocĂȘ, Marii…
â A propĂłsito, sobre o que estĂĄvamos falando mesmo? â continuou Marii.
â Hoh? â Yume cutucou as unhas, pensando por um tempo, mas nĂŁo conseguiu lembrar. â Bem, nĂŁo importa! Porque Yume conseguiu sua prĂłpria idol!
Marii assentiu. â Acho que vocĂȘ estĂĄ certa.
Cena #15: NĂŁo Vou Desistir
Anos atrĂĄs, antes de sua avĂł falecer, ela sempre dizia para ele: â Monzo, desde que vocĂȘ era pequeno como um feijĂŁo, vocĂȘ amava comer. NĂŁo importava o quĂŁo bravo vocĂȘ estivesse, se nĂłs te dĂ©ssemos comida, vocĂȘ sorria. Quando vocĂȘ ficava comigo, nunca causava nenhum problema.
Talvez por causa disso, seus pais, avós, outros parentes e até os vizinhos estavam sempre dando comida para Monzo. Monzo, claro, comia tudo feliz. Graças a isso, embora seus pais e sua irmãzinha tivessem uma constituição esguia, Monzo era gordinho desde muito jovem.
Mas ele estava bem assim? Depois de um tempo preocupando-se silenciosamente com isso, ele decidiu se exercitar e começou a frequentar uma aula de judÎ. Quando movia o corpo, a comida ficava ainda mais gostosa, então ele acabava comendo ainda mais. Tudo isso foi em vão.
Dito isso, nĂŁo seria certo parar as aulas de judĂŽ que ele começou por vontade prĂłpria, entĂŁo ele se comprometeu a controlar a quantidade que comia. Se perdesse peso muito rĂĄpido, o impacto poderia ser grande demais. Quando passou de trĂȘs tigelas de arroz para duas, sua saĂșde visivelmente piorou. Ele teve cĂłlicas abdominais, seu rosto perdeu o brilho e sua voz ficou fraca. Sua famĂlia ficou preocupada, e quando ele confessou que estava de fato fazendo dieta, eles choraram. As palavras de sua irmĂŁ o atingiram especialmente forte.
â Quero que vocĂȘ seja o mesmo irmĂŁo mais velho de sempre!
Assim, fazia mais de dois anos que Monzo havia desistido para sempre de seu sonho de ter um corpo esguio.
Seu lema tornou-se: âA comida faz o homem, assim, um homem Ă© sua comida.â
ApĂłs entrar no ensino mĂ©dio, Monzo começou a trabalhar meio perĂodo. Naturalmente, por causa da comida.
Na casa de Monzo, nĂŁo era sĂł sua mĂŁe que cozinhavaâseu pai tambĂ©m cozinhava. AlĂ©m disso, era de se esperar que Monzo tambĂ©m cozinhasse. Sua irmĂŁzinha tambĂ©m ajudava.
Ele nĂŁo se gabaria disso, mas a comida da famĂlia de Monzo era deliciosa. Era tĂŁo boa que sua prima trazia amigos para comer, e eles tiravam fotos para postar nas redes sociais, onde elogiavam entusiasticamente. Os colegas de trabalho e amigos de seus pais tambĂ©m vinham com frequĂȘncia. Todos traziam grandes quantidades de ingredientes, doces e vinho, e entĂŁo desfrutavam da comida da famĂlia de Monzo antes de irem para casa.
No entanto, quem estĂĄ comprometido com a comida, quem tem opiniĂ”es fortes sobre culinĂĄria, pode sentir intuitivamente quando estĂĄ entrando no domĂnio dos especialistas, aprendendo coisas que nenhum amador poderia saber.
Por outro lado, quem nĂŁo alcançou esse domĂnio nĂŁo pode ser chamado de especialista.
HĂĄ uma necessidade, quando as pessoas dizem que sua comida Ă© boa o suficiente para estar em um restaurante, de que vocĂȘ tenha habilidades de nĂvel profissional, de reconhecer que essas sĂŁo apenas opiniĂ”es de amadores. VocĂȘ nunca deve deixar que isso suba Ă cabeça. Monzo nĂŁo tinha intenção de facilitar para seu paladar. A alegria da comida que ele experimentava em casa e a felicidade gourmet absoluta que um especialista poderia produzir nele eram, de fato, coisas diferentes. Para manter-se ciente dessa diferença, ele ia, segurando o dinheiro ganho com dificuldade no trabalho de meio perĂodo, aos restaurantes mais especializados que conseguia encontrar.
â Heh… Bem, sĂł quero comer algo bom, Ă© sĂł isso, nĂ©? â Sussurrando para si mesmo, ele virou a esquina.
Este restaurante, fundado em 1989, o primeiro ano da Era Heisei, havia deixado inĂșmeras lendas e era famoso entre aqueles que sabiam.
Seu nome: Heisei-ken.
Era uma pequena loja de ramen administrada por uma famĂlia, sem site. Ele ouviu que eles rejeitavam todas as formas de entrevistas. As Ășnicas informaçÔes que ele encontrou online foram os horĂĄrios de abertura e fechamento, os dias de folga regulares e as avaliaçÔes de gourmets. Era uma viagem de duas horas de trem, incluindo vĂĄrias baldeaçÔes, da casa de Monzo. NĂŁo era um lugar que um estudante do ensino mĂ©dio poderia visitar facilmente. Esta seria sua primeira vez.
Ele checou seu smartphone. 17:59. Eles abriam do meio-dia Ă s 14:00 durante o dia, e das 18:00 Ă s 21:00 Ă noite. Eles abririam em breve. O dia de folga semanal era quarta-feira, e hoje era quinta-feira, o que significava que estavam abertos para negĂłcios, bebĂȘ.
â BebĂȘ… â ele murmurou.
Heh heh! Monzo riu.
Tendo finalmente alcançado o Heisei-ken, o lugar que ele tanto desejava visitar, os olhos de Monzo foram recebidos por persianas fechadas. Um Ășnico pedaço de papel estava fixado nelas, o texto pequeno escrito com marcador permanente. Ahh, quantas vezes, quantas vezes isso jĂĄ tinha acontecido com ele? Sim, isso nĂŁo era nada alĂ©m de uma ocorrĂȘncia comum.
Calma, Monzo. Essas coisas acontecem. Tudo bem. TĂĄ tudo certo. Agora, leia devagar, como se estivesse saboreando cada palavra.
âFechado hoje devido a uma emergĂȘncia…â
Monzo deu um discurso de incentivo mental para seu corpo que estava pronto para desabar, e entĂŁo fez um voto firme.
Vamos voltar outra vez.
Tradução: ParupiroHPara estas e outras obras, visite o Cantinho do ParupiroH â Clicando Aqui
Tradução feita por fãs.
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Derek Keebler
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