Hai to Gensou no Grimgar – Capítulo 22 – Volume 14
Hai to Gensou no GrimgarGrimgar of Fantasy and Ash
Light Novel Online – Capítulo 22:
[História Bônus]
Cena #11: Um Homem Mau
Se você nasceu homem… você quer ser popular com as garotas. É simplesmente assim que as pessoas se sentem, pensou Ranta, e era assim que ele vivia.
Ele não podia dizer em que dia, de que mês, de que ano de sua vida ele começou a pensar assim, mas, bem, no final do jardim de infância, ele já deveria sentir isso, certo? Ele sempre esteve ciente da popularidade. Sim, super ciente.
Mas, honestamente, ele não era nada popular.
Os caras que as garotas gostavam pareciam ser populares de forma bem natural. Aqueles que já eram populares desde cedo eram como se já nascessem para isso. O que era isso? Esse tipo de popularidade inata, como se fossem prometidos popularidade pelos próprios céus?
Como aquele cara.
Aquele cara da classe dele, Minoura. Minoura Manato.
Ele tinha, tipo, olhos legais, pode-se dizer? Ele era, como chamavam, um galã?
Tipo, do que ele era mesmo um galã? Ridículo!
Basicamente! Qualquer um que chamassem de galã era ridículo. Certo?
Mas as garotas gostavam de galãs.
Blech. Blech!
As garotas roubavam olhares para Minoura, gritando e fazendo um alvoroço.
Elas eram péssimas, todas. Nenhuma delas tinha um olhar para a qualidade.
Claro, Minoura tinha um rosto bonito, mas claramente havia algo errado com o cara. Ele parecia um verdadeiro conspirador. Caras assim eram os piores. Eram má notícia. Tipo, talvez o cara tivesse uma vida familiar ruim, ou algo assim. Só que ele não deixava ninguém saber, e guardava tudo dentro dele. Então ele fazia coisas ruins nos bastidores. Ele provavelmente estava traficando drogas ou algo assim, não estava? Com certeza estava. Ele estava vendendo como louco. Talvez fosse hora de tentar perguntar a ele. Tipo, “Quanto custa?” e então ele revelaria todo o seu jogo. Assustador!
Deixando isso de lado, Ranta testemunhou Minoura, com quem ele nunca conversou muito, ser esbofeteado por uma mulher no bairro comercial às 20:17 da noite.
— Como você pôde?! — a mulher gritou enquanto o esbofeteava com força na bochecha. — Você é o pior!
Então ela saiu correndo.
A julgar pelo penteado e pelas roupas, ela não tinha a mesma idade. Ela era, como chamavam, uma universitária? Parecia uma mulher adulta, com toneladas de sensualidade. A mulher provavelmente estava chorando.
Ranta tinha ido ao karaokê com seus amigos depois da escola, cantado tudo o que podia cantar, e estava a caminho de casa. Era o bairro comercial à noite, então havia muitos transeuntes.
Naturalmente, não havia como uma mulher esbofeteando um galã não chamar atenção. Havia muitas pessoas olhando para Minoura enquanto ele ficava parado. Ranta era um deles.
Além disso, até a bofetada, Ranta não tinha percebido que era Minoura. O incidente aconteceu bem na frente de Ranta.
Minoura estava encarando as costas da mulher. Então, abaixando os olhos, ele pressionou a mão na bochecha e riu um pouco. — Ai… Isso doeu…
Ranta estava pensando em fingir que não conhecia o cara e apenas continuar andando, mas se ele ia para casa, isso significava passar na frente de Minoura. Ele odiaria dar meia-volta e ir por outro caminho só para evitá-lo.
Bem, eles não eram amigos, e o cara estava olhando para baixo, então provavelmente não notaria. Ranta tentou passar por Minoura da forma mais natural possível.
— Huh? — o cara o chamou. — Ranta?
— …Sim.
Não, cara, não somos tão próximos pra você me chamar pelo meu primeiro nome! Ele pensou, mas não ia brigar por isso. E quanto a ignorar, bem, Ranta já tinha respondido.
— O que foi aquilo? — perguntou Ranta. — Foi incrível. Ela simplesmente deu um tapa!
Minoura tirou a mão do rosto e sorriu. Sua bochecha estava um pouco vermelha. — Eu sou o mau da história.
— …Por que você tá sorrindo, cara?
— Hã?
— É suspeito. O jeito que você age assim…
— Ohhh. Entendi.
Minoura olhou para baixo. Por um momento, Ranta pensou, Esse cara vai chorar?
— …Sim. Não é bom ser assim. Você está absolutamente certo, Ranta.
— Então…! — Ranta começou.
A situação toda só o deixou mais irritado, e Ranta saiu correndo sem querer.
Por que estou correndo? Pareço um esquisito.
Minoura Manato.
Aquele cara, ele era um galã, mas também era um esquisito.
Cena #12: O Caminho para o M-1
— Tá bom assim? — murmurou Renji, olhando para sua obra.
No saguão da maior estação da região, havia um quadro negro chamado Quadro de Mensagens da Esquina de Todos.
Era um quadro negro, então era destinado às pessoas escreverem um nome e um horário com giz para se comunicarem ao marcar encontros. Obviamente, isso só era útil há eras atrás. Agora, todos tinham um ou dois smartphones, então ninguém fazia as coisas de uma maneira tão estúpida e indireta. O quadro de mensagens da esquina estava coberto de cartazes para eventos como shows e propagandas de negócios, mas não o suficiente para que estivesse enterrado neles.
Sendo um quadro de mensagens de esquina que poucas pessoas paravam para olhar, havia muito espaço aberto. Além disso, como originalmente era uma forma de comunicação, se você fosse um indivíduo, não uma empresa, aparentemente era gratuito para usar. Não, não apenas aparentemente, ele havia confirmado isso. Era absolutamente verdade.
Procurando Parceiro
Pode ser o engraçado ou o sério.
Preciso de alguém que possa ser o engraçado ou o sério.
Por favor, entre em contato.
Renji estava tentando postar no quadro de mensagens.
Naturalmente, aquele endereço de e-mail era o que chamariam de descartável. 2951 não era seu aniversário ou algo assim. Os números podiam ser lidos como “fu-ku-ko-i”, “sorte, venha para mim” em japonês. Ele normalmente não faria isso, mas decidiu tentar usar números da sorte. O “tr” era a abreviação de Tanaka Renji. Ele achou que o simples era o melhor aqui, mas talvez devesse ter dado um toque especial.
Ainda assim…
— Pfft… Heh heh heh…
Enquanto observava o quadro de mensagens de um lugar onde mal conseguia vê-lo, ele se sentiu tão ridículo, tão vazio e ligeiramente envergonhado que não pôde evitar rir.
“Procurando Parceiro”? No que ele estava pensando?
E por que, de todos os lugares, ele estava postando no Quadro de Mensagens da Esquina de Todos, onde ninguém nem olharia?
Era porque ele não tinha outras ideias?
Ele era estúpido?
Não, ele claramente era estúpido. Não importava como você olhasse, isso era trabalho de um idiota. Se ele estivesse realmente procurando um parceiro para ter sucesso na comédia, não estaria postando sobre isso em um lugar como aquele. Ainda assim, Renji estava tão sério quanto possível. Ele queria um parceiro do fundo do seu coração. Foi por isso que ele refinou seu texto. Ele escreveu e reescreveu. Este havia sido seu primeiro rascunho:
Procurando um Parceiro Maluco
Ortodoxo, duplo sério, duplo engraçado, pode mandar.
Vamos criar uma nova comédia juntos!
Responda logo, kkk
Sim, sim, sim, era óbvio o que qualquer um diria, olhando para isso.
Ele esperava que as pessoas pensassem, Isso não presta. Não presta mesmo. Mas, espera, é tão sem graça que talvez seja engraçado?
O resultado foi que simplesmente não era engraçado. Sem graça e tipicamente ruim, algo que ele sabia tão bem que doía. Foi por isso que ele consertou. No final, ele optou por algo tão simples que não poderia ser mal interpretado.
Não era engraçado, mas quando ele pensava nisso, o fato de ele estar fazendo um post sério no Quadro de Mensagens da Esquina de Todos já era engraçado para começar, né? Qual era a necessidade de adicionar mais? Se você exagerasse, às vezes só ficava brega. Em outras palavras, não seria redundante?
Ele sabia disso. Renji era um estudante de comédia. Isso era apenas ligeiramente divertido, não de fazer rir às gargalhadas. Ele entendia isso.
No entanto, ele queria entrar na comédia, então postou no quadro de mensagens da estação. “Procurando Parceiro.” E o cara que respondeu agora era seu parceiro. Sério.
Bem, que tal? Seria uma história engraçada ou o quê?
O cara que fez o post e o cara que respondeu, ambos seriam um pouco loucos. O tipo de esquisitos que são engraçados. Eles teriam sucesso, conseguiriam seu próprio programa de rádio ou algo assim, e se tornariam um sucesso lá. Ele só podia imaginar que seriam cobertos por um site de notícias na internet e se tornariam virais. Se encontrar em uma escola de comédia não era bom o suficiente. Era comum demais. Era ter um encontro como esse que era importante.
Não era sem problemas.
Ele não acreditava que realmente conseguiriam se encontrar assim.
Renji verificou a hora no celular. Logo seria meia-noite. Hora do último trem.
Ele estava observando o Quadro de Mensagens da Esquina de Todos por cerca de oito horas, mais ou menos, e ninguém, nem uma pessoa, olhou para seu post.
Naturalmente, também não chegaram mensagens.
Ele murmurou, — O caminho para a comédia é difícil…
Cena #13: Eventos Únicos na Vida Podem Acontecer Qualquer Dia
Estava ele sem energia… talvez?
Bem, Manato estava como sempre, no entanto. Ele dizia “Bom dia” para todos que encontrava, sem discriminar. Se alguém puxasse conversa, ele respondia. Não apenas acompanhando o que quer que fosse, também. Se não soubesse de algo, ele dizia isso, e fazia perguntas em vez disso, ou dizia o que pensava. Mas era rápido, e nunca muito insistente. Ele não era como ramen, era soba. Soba Sarashina, isso sim. Coisa de alta classe.
Haruhiro considerava Manato um bom amigo. Para Manato, com sua ampla rede de conhecidos homens e mulheres, Haruhiro provavelmente era apenas mais um colega de classe. Mas para Haruhiro, Manato era um dos poucos amigos dele.
No tempo entre ir para a escola e voltar para casa, eles sempre falavam pelo menos uma ou duas vezes. Às vezes, até tinham conversas longas.
Para Haruhiro, isso era suficiente para pensar que eram bem próximos.
Então, uma vez, Haruhiro se pegou observando Manato.
Manato era um mistério. Ele se dava incrivelmente bem com as pessoas, e podia conversar com qualquer um. Ele era um garoto bonito, ou um galã, então se destacava mesmo apenas estando ali. Apesar disso, Haruhiro às vezes de repente percebia que Manato não estava em lugar nenhum.
Naturalmente, Manato era popular com as garotas, então não era incomum que garotas de outras classes viessem procurá-lo. Quando essas garotas perguntavam a Haruhiro, “Onde está o Minoura-kun?”, às vezes ele simplesmente não conseguia dizer.
Manato chamava a atenção das pessoas, mas então ele simplesmente desaparecia. Ele não está aqui, Haruhiro pensava, e então, do nada, Manato aparecia. Era mais ou menos assim que Manato era.
Hoje, Manato não tinha desaparecido nenhuma vez. No tempo entre as aulas, durante o intervalo, ele esteve na sala de aula o tempo todo. Obviamente, ele não estava em transe ou algo assim, também. Ele estava conversando com alguém ou outro o tempo todo, às vezes rindo alto.
Não havia nada de muito estranho nele.
Só parecia que ele estava passando muito tempo sentado na cadeira.
Basicamente, ele não estava se movendo muito. Foi por isso que Haruhiro teve a impressão de que, provavelmente, ele não tinha muita energia.
Mesmo que ele pensasse, O que será que está acontecendo?, Haruhiro hesitava em trazer isso à tona por algo tão pequeno. Tipo, para o próprio Haruhiro, se alguém viesse até ele e dissesse, “Você ficou sentado o intervalo todo hoje. Tá acontecendo algo?”, ele pensaria, Hã? Qual é o problema desse cara?
Mas isso me incomoda, refletiu Haruhiro. Bem, ele é um amigo, afinal.
Depois que o dia escolar terminou, enquanto fazia várias outras coisas, Haruhiro deixou a escola sozinho como de costume.
Embora admirasse a ideia de se divertir muito com seus amigos, no final, esse era um mundo muito distante do seu. Além disso, ele não tinha muitos amigos para começar. Embora o número não fosse zero. Ele simplesmente não conseguia se sentir próximo do tipo de pessoas que se apegavam muito. Ele estava bem com estar sozinho. Às vezes era solitário, mas isso era apenas temporário. Ele jogava videogames, ou lia livros, e eventualmente se sentia bem novamente.
— Haruhiro? — alguém perguntou.
— …Uwah!
Talvez porque Haruhiro estivesse absorto em pensamentos, ele não tinha notado que alguém estava bem ao seu lado até que chamaram seu nome.
— Ah… Manato.
— Então você vai por esse caminho, né? — perguntou Manato. — No caminho para casa.
— Oh, hum… Huh? Você também vai por esse caminho, Manato?
— Não.
O sorriso dele—embora Haruhiro não soubesse por que pensou isso; ele não conseguia explicar—parecia meio superficial, como se não fosse um sorriso verdadeiro.
— Entendi — disse Haruhiro lentamente.
Manato caminhava ombro a ombro com ele pela estrada familiar para casa.
Por um tempo, Manato não disse nada. Embora fosse estranho, não era desagradável. Haruhiro poderia ter ficado quieto por um ou dois dias.
— Você não vai perguntar por quê? — perguntou Manato.
Se Manato não tivesse dito nada, eles poderiam ter se separado sem trocar uma única palavra.
— Bem… eu pensei que pudesse ser algo assim — confessou Haruhiro.
— Que eu poderia apenas querer caminhar para casa com você, ou algo assim?
— Tipo, uma vez na vida, você pode acabar sentindo isso, talvez… acho.
Manato cobriu o rosto com a mão direita, rindo. — Você realmente é interessante, Haruhiro.
— Você acha?
— Sim. Você é engraçado.
Manato afastou a mão do rosto. Sua bochecha estava um pouco vermelha. Ele tinha batido em algum lugar, ou feito algo com ela? Ou talvez tivesse levado um soco?
Haruhiro não perguntou o que tinha acontecido.
Em um evento único na vida, praticamente qualquer coisa poderia acontecer.
Cena #14: Adoração de idol
— Escuta, Yume, ela tava pensando que queria ser uma idol.
Ouvir Yume dizer isso do nada durante o intervalo realmente surpreendeu Marii.
— U-U-Um idol…? Hum, idol? Tipo NHK, ou Imoaraizaka…
— M-Marii… — disse Shihoru nervosamente. — NHK é uma associação de radiodifusão japonesa, e não existe nenhum grupo de idols chamado Imoaraizaka…
Ao ter seu erro apontado, Marii percebeu que estava tão confusa que havia misturado tudo.
— Hum, er… NBA? Era isso?
— A NBA é a Associação Nacional de Basquete na América do Norte.
— A resposta certa era KGB!
— Yume, essa é a antiga agência de inteligência da União Soviética. Existem muitos grupos por aí, mas acho que o mais famoso é provavelmente AKB…
— Ohhh! Shihoru, você realmente sabe do que tá falando, né? Então qual era aquele com zaka no nome? Dogenzaka…?
— Esse é o nome de um lugar em Shibuya…
— Sabe, se você for procurar em Shibuya, provavelmente tem idols lá, né? É meio que na moda.
— B-Bem, pode ter alguns…
Marii queria ajudar Shihoru em seu momento de fraqueza. Para isso, ela precisava da resposta certa. Tenho que encontrar a resposta certa o mais rápido possível, pensou Marii, e então lhe ocorreu.
— Kagurazaka?
— Isso é um lugar famoso, né? — disse Shihoru. — Com muitos restaurantes bons, acho… Mas não acho que tenha algo a ver com idols…
— Numa! — Yume exclamou de repente.
— N-Numa…?
— Yume, ela pode ter acertado! Yume já ouviu falar disso antes! Na vida, dizem que há três sakas!
— O que… são eles? — Marii tentou perguntar, por via das dúvidas.
Yume agiu toda especial, cantarolando nasalmente.
— Presta atenção: são noborizaka, kudarizaka e massakasama! Isso mesmo!
— Não é massakasama, é masaka, Yume… — disse Shihoru.
— Hoh? Tem certeza?
— Quando as coisas estão indo bem, é noborizaka, subindo a colina. Quando nada dá certo para você, é kudarizaka, descendo a colina. Mas se você continuar vivendo, o inesperado vai acontecer, então… isso é masaka, o inesperado.
— Mwohhhhh! Shihoru, você realmente sabe muito! Mas, sabe, não importa o que você faça, não acha que há momentos em que as coisas vão acabar ficando massakasama, de cabeça pra baixo?
— …Acho que sim.
— Bem, então, há quatro sakas na vida, não acha?
— Não acho que importe quantos sakas há nesse caso, realmente.
— Então tem muitos deles, né? Nesse caso, a vida tá cheia de colinas! — exclamou Yume.
Parecia que ela tinha sido atingida por um raio. Marii segurou o peito e baixou a cabeça. — Profundo. A vida está cheia de colinas. Você pode estar certa…
— Né? Yume, quando vai pra casa, é tudo estrada de colina, sabe? Tá tudo bem quando ela tá cheia de energia, mas tem vezes que tá se sentindo cansada, também. É bem difícil então.
— Colinas são especialmente difíceis quando você está de bicicleta. — Marii bateu nas próprias coxas. Doeu um pouco. Ela tinha se esforçado demais. — Você sente nas pernas.
— Isso mesmo! — Yume estalou os dedos — era assim que se chamava? Ela esfregou o dedo médio e o polegar da mão direita juntos, mas só houve um som de atrito. — …Kwoh!
— Assim? — Shihoru fez um estalo adequado.
Os olhos de Yume brilharam. — Isso mesmo! Shihoru, você é incrível! Você pode fazer qualquer coisa!
— Hã…? Não… Isso é fácil. É exagero dizer que posso fazer qualquer coisa.
— Você é muito capaz, Shihoru. — Marii assentiu com firmeza. — Você é reservada, então não ostenta, mas pode fazer qualquer coisa.
— N-N-Não… Isso… não é… verdade…
— É verdade sim! Shihoru, você é a idol da Yume e de todos!
— Q-Q-Qual é, p-p-para, é constrangedor…
— Mas, sabe, Shihoru, você é nossa idol, tá? Você concorda, né, Marii?
— Sim, acho que sim — disse Marii.
— Até você, Marii…
— A propósito, sobre o que estávamos falando mesmo? — continuou Marii.
— Hoh? — Yume cutucou as unhas, pensando por um tempo, mas não conseguiu lembrar. — Bem, não importa! Porque Yume conseguiu sua própria idol!
Marii assentiu. — Acho que você está certa.
Cena #15: Não Vou Desistir
Anos atrás, antes de sua avó falecer, ela sempre dizia para ele: — Monzo, desde que você era pequeno como um feijão, você amava comer. Não importava o quão bravo você estivesse, se nós te déssemos comida, você sorria. Quando você ficava comigo, nunca causava nenhum problema.
Talvez por causa disso, seus pais, avós, outros parentes e até os vizinhos estavam sempre dando comida para Monzo. Monzo, claro, comia tudo feliz. Graças a isso, embora seus pais e sua irmãzinha tivessem uma constituição esguia, Monzo era gordinho desde muito jovem.
Mas ele estava bem assim? Depois de um tempo preocupando-se silenciosamente com isso, ele decidiu se exercitar e começou a frequentar uma aula de judô. Quando movia o corpo, a comida ficava ainda mais gostosa, então ele acabava comendo ainda mais. Tudo isso foi em vão.
Dito isso, não seria certo parar as aulas de judô que ele começou por vontade própria, então ele se comprometeu a controlar a quantidade que comia. Se perdesse peso muito rápido, o impacto poderia ser grande demais. Quando passou de três tigelas de arroz para duas, sua saúde visivelmente piorou. Ele teve cólicas abdominais, seu rosto perdeu o brilho e sua voz ficou fraca. Sua família ficou preocupada, e quando ele confessou que estava de fato fazendo dieta, eles choraram. As palavras de sua irmã o atingiram especialmente forte.
— Quero que você seja o mesmo irmão mais velho de sempre!
Assim, fazia mais de dois anos que Monzo havia desistido para sempre de seu sonho de ter um corpo esguio.
Seu lema tornou-se: “A comida faz o homem, assim, um homem é sua comida.”
Após entrar no ensino médio, Monzo começou a trabalhar meio período. Naturalmente, por causa da comida.
Na casa de Monzo, não era só sua mãe que cozinhava—seu pai também cozinhava. Além disso, era de se esperar que Monzo também cozinhasse. Sua irmãzinha também ajudava.
Ele não se gabaria disso, mas a comida da família de Monzo era deliciosa. Era tão boa que sua prima trazia amigos para comer, e eles tiravam fotos para postar nas redes sociais, onde elogiavam entusiasticamente. Os colegas de trabalho e amigos de seus pais também vinham com frequência. Todos traziam grandes quantidades de ingredientes, doces e vinho, e então desfrutavam da comida da família de Monzo antes de irem para casa.
No entanto, quem está comprometido com a comida, quem tem opiniões fortes sobre culinária, pode sentir intuitivamente quando está entrando no domínio dos especialistas, aprendendo coisas que nenhum amador poderia saber.
Por outro lado, quem não alcançou esse domínio não pode ser chamado de especialista.
Há uma necessidade, quando as pessoas dizem que sua comida é boa o suficiente para estar em um restaurante, de que você tenha habilidades de nível profissional, de reconhecer que essas são apenas opiniões de amadores. Você nunca deve deixar que isso suba à cabeça. Monzo não tinha intenção de facilitar para seu paladar. A alegria da comida que ele experimentava em casa e a felicidade gourmet absoluta que um especialista poderia produzir nele eram, de fato, coisas diferentes. Para manter-se ciente dessa diferença, ele ia, segurando o dinheiro ganho com dificuldade no trabalho de meio período, aos restaurantes mais especializados que conseguia encontrar.
— Heh… Bem, só quero comer algo bom, é só isso, né? — Sussurrando para si mesmo, ele virou a esquina.
Este restaurante, fundado em 1989, o primeiro ano da Era Heisei, havia deixado inúmeras lendas e era famoso entre aqueles que sabiam.
Seu nome: Heisei-ken.
Era uma pequena loja de ramen administrada por uma família, sem site. Ele ouviu que eles rejeitavam todas as formas de entrevistas. As únicas informações que ele encontrou online foram os horários de abertura e fechamento, os dias de folga regulares e as avaliações de gourmets. Era uma viagem de duas horas de trem, incluindo várias baldeações, da casa de Monzo. Não era um lugar que um estudante do ensino médio poderia visitar facilmente. Esta seria sua primeira vez.
Ele checou seu smartphone. 17:59. Eles abriam do meio-dia às 14:00 durante o dia, e das 18:00 às 21:00 à noite. Eles abririam em breve. O dia de folga semanal era quarta-feira, e hoje era quinta-feira, o que significava que estavam abertos para negócios, bebê.
— Bebê… — ele murmurou.
Heh heh! Monzo riu.
Tendo finalmente alcançado o Heisei-ken, o lugar que ele tanto desejava visitar, os olhos de Monzo foram recebidos por persianas fechadas. Um único pedaço de papel estava fixado nelas, o texto pequeno escrito com marcador permanente. Ahh, quantas vezes, quantas vezes isso já tinha acontecido com ele? Sim, isso não era nada além de uma ocorrência comum.
Calma, Monzo. Essas coisas acontecem. Tudo bem. Tá tudo certo. Agora, leia devagar, como se estivesse saboreando cada palavra.
“Fechado hoje devido a uma emergência…”
Monzo deu um discurso de incentivo mental para seu corpo que estava pronto para desabar, e então fez um voto firme.
Vamos voltar outra vez.
Tradução: ParupiroHPara estas e outras obras, visite o Cantinho do ParupiroH – Clicando Aqui
Tradução feita por fãs.
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Derek Keebler
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