Hai to Gensou no Grimgar – Capítulo 10 – Volume 13

 

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Hai to Gensou no GrimgarGrimgar of Fantasy and Ash

Light Novel Online – CapĂ­tulo 10:
[SALAS]


Toda vez que Haruhiro afastava uma cortina, ele se preparava mental e fisicamente.

Era o melhor a fazer. Sempre que ele tinha certeza de que estava tudo bem e que nada de ruim aconteceria, era exatamente quando as coisas tendiam a dar errado.

— Uma caixa, hein… — murmurou.

Nesta sala, além de uma mesinha lateral e uma lùmpada, havia uma caixa grande o suficiente para que ele precisasse abraçå-la para levantå-la. Não parecia ser de madeira. Provavelmente era de metal.

Kejiman tentou tocá-la, mas Setora gritou: — Ei!

— Hii! Desculpa!

Isso estava se tornando algo comum.

NĂŁo estava claro se essa caixa, ou a porta de antes, eram relĂ­quias, mas, enquanto essa possibilidade existisse, era melhor nĂŁo tocĂĄ-las sem cuidado. Depois de enfrentarem o fenĂŽmeno misterioso que os impedia de sair da tenda, esse nĂ­vel de cautela era justificado.

Haruhiro suspeitava que aquele som poderia ser a causa daquele fenÎmeno misterioso, mas também poderia ser obra de uma relíquia.

Acertasse ou não em sua suposição, o melhor era assumir que qualquer coisa poderia acontecer no Acampamento Leslie e focar em encontrar outra saída.

Haruhiro e a party jĂĄ haviam explorado doze salas atĂ© agora. Todas tinham cerca de trĂȘs metros quadrados e eram separadas umas das outras por cortinas roxas escuras. Sempre havia uma mesinha lateral e uma lĂąmpada.

Podia ou não haver outros objetos também. No entanto, ainda não havia ocorrido um caso com uma variedade de itens na mesma sala.

As salas com apenas uma mesinha e uma lĂąmpada, vamos chamĂĄ-las de salas vazias, somavam sete. Para as cinco restantes, a divisĂŁo era a seguinte:

A Sala da Porta, com uma porta de madeira.

A Sala da Escultura, com uma estĂĄtua de uma mulher nua, provavelmente humana.

A Sala do Chaveiro, com um anel de chaves deixado sobre uma cadeira.

A sala em que estavam agora era a segunda com uma caixa.

A caixa da primeira sala era semelhante a essa em termos de tamanho e material, mas de uma cor diferente. A caixa da primeira sala era de um dourado enegrecido, enquanto a desta sala tinha uma cor semelhante ao cobre.

Shihoru levantou a mĂŁo hesitante.

— Tem algo me incomodando… — começou, e entĂŁo mostrou um bilhete com um esboço simples de cada sala. — A entrada por onde viemos… esse ponto deveria estar na borda externa da tenda, mas…

Haruhiro e a party usaram a sala com a entrada, e as duas salas Ă  esquerda e Ă  direita dela, como ponto de partida, e exploraram quatro salas para dentro a partir de cada uma delas, uma apĂłs a outra.

— Pode soar estranho dizer isso, mas me pergunto o que hĂĄ fora da borda externa… — continuou ela.

Kuzaku inclinou a cabeça para o lado.

— NĂŁo tem nada fora da borda externa, nĂ©? Quer dizer, nĂŁo seria o lado de fora?

Setora cruzou os braços e murmurou para si mesma: — Era para ser assim.

Kiichi estava bem-comportado, sentado ali e olhando para Setora.

— Sim — Mary concordou.

— Como seria normalmente… — Haruhiro murmurou.

É isso. Se não for assim, algo tá errado.

Haruhiro tentou voltar para a Sala da Porta, que ficava Ă  direita da entrada.

— Normalmente, o outro lado dessa cortina seria o lado de fora… certo? — perguntou.

A Sala da Porta também tinha cortinas nos quatro lados. Desses quatro lados, a porta em questão estava à frente da cortina na direção que ficava diretamente à frente ao entrar nesta sala pela porta com a entrada.

Haruhiro estava diante da cortina Ă  sua direita, de frente para a porta.

A tenda em si era de um tom esbranquiçado. Se ele afastasse aquela cortina roxa escura, deveria encontrar uma cortina externa, também esbranquiçada, separando o interior do exterior. Ele não estava completamente consciente disso, mas era por isso que não tinha tentado passar por ali.

NĂŁo havia como eles passarem por ali.

— Pera, Haruhiro — disse Kuzaku. — Deixa que eu resolvo isso.

Quando Kuzaku foi tocar a cortina, Kejiman soltou um grito esquisito de “Zumoy!” e avançou. Ele puxou a cortina com entusiasmo.

— Nnnnnnnnnnnnnnnngh! QuĂȘeeeeeeeee…?! — exclamou Kejiman.

Ele tinha um pressentimento—não, estava meio convencido—de que isso era uma possibilidade, então Haruhiro não ficou tão surpreso.

Não, isso era mentira. Ele estava surpreso, mas, mais do que isso, estava confuso sobre como interpretar a situação. Porque estava lå, afinal.

Com base no layout da tenda, ele deveria ter encontrado uma cortina para o exterior ou saído diretamente, uma coisa ou outra, mas havia uma sala com uma mesinha lateral, uma lùmpada e cortinas em todas as quatro direçÔes, incluindo a que Kejiman agora segurava aberta.

Era uma sala.

Havia uma sala.

Uma sala vazia.

— É, entĂŁo, basicamente…

Haruhiro fingiu pensar a respeito. Ou melhor, ele estava tentando pensar, mas nĂŁo conseguia evitar sentir que era inĂștil. O que isso significava?

— Heh heh! — Kejiman riu. — Não tá entendendo?

Parecia que nem mesmo Kejiman estava com pressa de entrar naquela sala vazia, porque ele se virou para eles, ainda segurando a cortina aberta.

O homem fez uma pausa.

— Bem, eu… eu nĂŁo faço ideia. O que tĂĄ acontecendo aqui?! TĂĄ assustador! As-sus-ta-dor! T-t-t-temos que conseguir voltar pra casa, droga…!

— Olha, a culpa disso tudo Ă© sua pra começo de conversa… — murmurou Haruhiro.

— VocĂȘ Ă© meu guarda-costas, entĂŁo faz alguma coisa, seu idiota!

— Quem Ă© idiota aqui? — perguntou Setora, com um tom frio. — Cuida da tua boca, seu verme.

Enquanto Setora o repreendia, Kejiman começou a chorar. O nariz dele escorria bastante também.

— Me perdoe, minha rainha. Minha deusa. Mas eu nĂŁo fazia ideia de que ia acabar assim…

Seria bom se Kejiman ao menos pensasse nas pessoas que ele arrastou pra essa bagunça, mas nĂŁo havia chance alguma de que repreendĂȘ-lo fosse melhorar a situação.

Haruhiro queria, no entanto. Queria mesmo dar uma bronca daquelas.

Era uma situação que exigia um pouco de autocontrole. Mas ele conhecia o truque para se segurar.

Isso era melhor do que os dias que ele passou sendo atormentado por aquele outro idiota. Se ele pensasse assim, conseguia tolerar, de algum jeito.

Mas espera, era mesmo…?

Era questionåvel. Kejiman era bem horrível também.

— Isso pode ser outro mundo… talvez — disse Mary, e entĂŁo acrescentou: — Mas Ă© sĂł uma possibilidade.

— O-outro mundo, Ă©?! — NĂŁo era algo para entrar em pĂąnico, mas, por algum motivo, Haruhiro estava. — Hmm, Ă©, outro mundo, nĂ©? Faz sentido. É outro mundo, nĂ©? Outro mundo… — murmurou, o cĂ©rebro dele acelerando desesperadamente.

No final, o que isso significava? Outro mundo? O que era isso?

— HĂŁ…? — murmurou ele. — Este lugar? Tipo o Reino do CrepĂșsculo, ou Darunggar?

— Outro mundo… — Kejiman ajustou a ponte dos Ăłculos com o dedo do meio da mĂŁo direita. — Posso ir…?

— Vai — Setora apontou para o chão com o dedo indicador. — Vai agora. Vai e nunca mais volta.

— Desculpaaaa! Tava sĂł brincando! NĂŁo era isso que eu queria perguntar de verdade! Tava pensando, talvez vocĂȘs tenham ido pra outros mundos?! Parecia que sim, pelo menos!

— Eu não fui, mas o Haru e os outros foram — disse Setora.

— Noooossa! Que legaaaaaaal! — Os olhos de Kejiman saltaram, e ele fez uma dancinha.

Que tipo de cara era esse? Sério. Ele era nojento.

— Outro mundo! Como eu sonhei em ir pra um! Sempre quis ver um antes de morrer! Nossa! E se isso realmente for outro mundo?! NĂŁo deveria estar feliz?! Meu desejo pode ter se realizado, nĂ©?!

— Que legal — disse Kuzaku, com uma expressão de exaustão no rosto.

Mas nĂŁo Ă© tĂŁo legal assim, tĂĄ bom? pensou Haruhiro, irritado.

— RelĂ­quias, hein… — murmurou.

Ele nĂŁo sabia muito, mas Haruhiro tinha uma. Ele a conseguira com Soma. O receptor. Parecia estar quebrado, mas…

É mesmo. Agora que pensava nisso, ele ainda nĂŁo tinha contado pros companheiros. Droga. Precisava falar algo. Mas, Ă©, agora nĂŁo. NĂŁo era a hora.

De qualquer forma, se lembrava direito, Shimam, a companheira de Soma, tinha dito algo sobre isso. A palavra “relĂ­quia” era um termo geral para tudo que nĂŁo podia ser replicado com a tecnologia atual, mas que claramente tinha sido feito no passado. Basicamente, era uma palavra para coisas que tinham poderes alĂ©m do conhecimento humano, de origem e design desconhecidos.

Haruhiro se perguntou se tinham sido hipnotizados por aquele som ou algo assim, e por isso nĂŁo conseguiam sair. Talvez houvesse uma relĂ­quia tipo um instrumento musical em algum lugar da tenda com esse tipo de poder. Mas parecia possĂ­vel que uma relĂ­quia estivesse mudando o interior da tenda, transformando-o em outro mundo, como Mary dizia. Ou era possĂ­vel que a entrada tivesse levado a outro mundo, e essa fosse uma viagem sĂł de ida.

Nada disso era mais do que especulação, no entanto.

Ele sentia que estava quase cedendo ao desespero. Talvez devessem simplesmente fazer qualquer coisa a essa altura. Continuar, continuar e continuar. Eventualmente, tinham que chegar a um beco sem saĂ­da.

Haruhiro pigarreou. Ele expirou, deixando a tensão sair dos ombros. Não era uma situação comum, mas alguém estava correndo risco de morrer naquele exato momento?

A resposta era não. Não era uma situação desesperadora.

EntĂŁo, a primeira prioridade era evitar cair numa crise de vida ou morte. Para isso, teriam que sair do Acampamento Leslie.

Ele tinha medo de agir sem cuidado por desespero. Era importante ser consistente. Continuar fazendo o mesmo trabalho, sem desistir. Enquanto fizesse isso, não era algo impossível, mesmo pra alguém sem talento especial como Haruhiro.

— O que precisamos fazer não mudou — disse ele. — Vamos continuar procurando, uma sala de cada vez.


Tradução: ParupiroHPara estas e outras obras, visite o Cantinho do ParupiroH – Clicando Aqui


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