Hai to Gensou no Grimgar – Capítulo 21 – Volume 1

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Hai to Gensou no Grimgar
Grimgar of Fantasy and Ash

CapĂ­tulo 21
[InocĂȘncia Fina como Papel]


Mas as coisas nunca eram tĂŁo simples.

Haruhiro, que tinha ido explorar aquele lugar com muito esforço, nĂŁo pĂŽde deixar de ficar espantado. EntĂŁo, — … EstĂĄ de brincadeira comigo, nĂŁo Ă©? — ele sussurrou. Ele nĂŁo havia previsto isso de forma alguma. — HĂĄ mais deles agora…?

No segundo andar, que mais parecia uma varanda aberta daquele prédio de dois andares feito de pedra e quebrado, estava sentado um goblin com armadura de placas tentando parecer importante. No primeiro andar, usando um capacete e cota de malha, estava um membro de uma subespécie maior de goblin, um hobgoblin.

Isso ele jå esperava. O problema não estava dentro do prédio, mas sim nos dois goblins do lado de fora, ambos com cota de malha e capacetes. Cada um deles carregava um escudo e uma lança, com outra espada na cintura. Pareciam guardas sentinelas.

O goblin de armadura de placas nĂŁo estava sentado no chĂŁo, estava em uma cadeira. Essa cadeira nĂŁo estava lĂĄ antes. Ele deve ter ido buscĂĄ-la em algum lugar.

Ele tinha medo de pensar nisso, mas serĂĄ que o goblin de armadura de placas poderia estar aumentando o nĂșmero de lacaios que tinha, planejando expandir seu poder? Ele nĂŁo saberia a menos que perguntasse. Mesmo que ele perguntasse, nĂŁo conseguiria descobrir, mas se fosse isso que estivesse acontecendo, significaria sĂ©rios problemas.

Haruhiro voltou para seus companheiros para relatar o ocorrido. — EntĂŁo, nĂŁo sĂŁo mais apenas dois inimigos. Agora sĂŁo quatro. AlĂ©m disso, esta Ă© apenas um palpite, mas pode haver mais deles em breve.

— Quatro deles… — Mary franziu a testa, baixando o olhar.

Yume estufou as bochechas com um — fuuh! —, enquanto Shihoru baixou a cabeça e suspirou. Moguzo bateu de leve no topo de seu barbut.

— O quĂȘ, o quĂȘ? — Ranta zombou.— estĂŁo ficando com medo agora, pessoal? VocĂȘs nĂŁo tĂȘm jeito mesmo. Como servos do grande Ranta-sama, deveriam ter vergonha.

— Desde quando somos seus… — Haruhiro começou a dizer, mas se conteve. — Tanto faz, nĂŁo importa.

— Sim, importa. NĂŁo pare no meio do caminho. Se esforce mais para inventar uma resposta. VocĂȘ nĂŁo Ă© nada divertido. VocĂȘ Ă© apenas Haruhiro, entĂŁo nĂŁo tire a Ășnica coisa pela qual eu vivo.

Haruhiro ignorou Ranta, olhando para Moguzo, Yume, Shihoru e Mary. — Agora, se presumirmos que estou certo e que haverĂĄ mais deles chegando, precisamos tomar uma decisĂŁo. NĂŁo aqui e agora, talvez, mas em um futuro prĂłximo. Desistimos agora ou atacamos rapidamente? Quanto a mim, nĂŁo quero desistir. AlĂ©m disso, como estamos atualmente, tenho certeza de que podemos lidar com quatro deles.

Mary fixou seus olhos em Haruhiro. Era um olhar que nĂŁo permitia que ele desviasse o olhar. — Qual Ă© a sua base para isso?

— A defesa do Moguzo melhorou consideravelmente. Por ter se fortalecido, ele nĂŁo precisa se concentrar na defesa. Isso tambĂ©m levou a um aumento em seu poder de ataque. Shihoru Ă© capaz de incapacitar um deles com sua magia. Agora tambĂ©m podemos contar com a Yume para acertar coisas com suas flechas e, por curtos perĂ­odos, posso lidar com um inimigo em combate usando Swat. AlĂ©m disso, temos vocĂȘ, Mary.

— Ei, e quanto a mim? Meu nome nĂŁo vai aparecer? Isso nĂŁo Ă© estranho? TĂĄ me zoando?

— Quanto a mim… — Mary lançou seu olhar para baixo e para o lado. — …se vocĂȘ vai confiar tanto em mim, isso me preocupa. Sou… uma sacerdotisa que deixou seus companheiros morrerem, afinal de contas.

— NĂłs deixamos nosso sacerdote morrer. É por isso que nunca queremos deixar outra pessoa morrer. Jamais. NĂŁo importa o que aconteça. Provavelmente Ă© a mesma coisa para vocĂȘ, Mary. Eu acredito em vocĂȘ.

Mary nĂŁo respondeu. Ela mordeu o lĂĄbio, segurando algo. Yume e Shihoru colocaram suas mĂŁos nos ombros de Mary.

— Só vou dizer uma coisa —, Ranta apontou para si mesmo com o polegar, — eu sou imortal, então não vou morrer mesmo que eles me matem. Não perca seu tempo se preocupando comigo.

Mary olhou para cima, soltando um pouco os lĂĄbios e estreitando ligeiramente os olhos.

Teria sido um sorriso?

Foi tão reservado que Haruhiro não podia ter certeza. Mas ele achava que provavelmente tinha sido. Haruhiro lamentou que tivesse desaparecido tão rapidamente. Eu deveria ter gravado isso em minha memória. — Entendi — Mary assentiu. — Nunca mais deixarei um companheiro morrer. Eu darei o meu melhor para proteger suas vidas, para que possam se sentir seguros.

— Ótimo — Haruhiro estendeu a mão direita, e todos colocaram suas próprias mãos direitas sobre a dele.

— Faito, ippatsu!

Depois do grito de guerra, Mary inclinou a cabeça para o lado. — … Sempre achei estranho, mas por que Faito, ippatsu?

Os outros cinco riram um pouco. Em seguida, eles se concentraram, repassando o plano.

Repassando o plano. Sim. Eles estavam repassando o plano.

Haruhiro e os outros estavam se preparando para esse dia. NĂŁo havia necessidade de formular um plano do zero. Eles precisariam fazer ajustes para levar em conta os inimigos adicionais, mas a principal coisa que precisavam fazer era manter o goblin de armadura de placas e o hobgoblin, que eram incomparavelmente mais fortes do que os outros goblins, sob controle. Essa era a maior prioridade.

Eles acabariam com os dois goblins sentinela o mais råpido possível e, em seguida, derrubariam seus alvos principais. Eles haviam discutido estratégias de como superar o goblin de armadura e o hobgoblin ao longo de muitas sessÔes de planejamento. Eles poderiam fazer isso. Com certeza venceriam.

Como sempre, Haruhiro liderou Yume e Shihoru primeiro. Ranta, Moguzo e Mary seguiram atrĂĄs, Ă  distĂąncia.

O primeiro desafio foi chegar a doze metros, o alcance aproximado de Sleepy Shadow. Havia uma parede que fornecia uma cobertura perfeita até a distùncia de quinze metros, mas passar desse ponto seria difícil. Ainda assim, estudando a planta, eles descobriram que, se dessem a volta para o outro lado, havia as ruínas de um prédio a menos de dez metros do prédio de dois andares, no qual eles mal conseguiam se esconder.

Esse era o lugar. Era aqui que o ataque começaria.

Quando Haruhiro deu o sinal com as mãos, Yume preparou seu arco e ativou o Quick-eye, enquanto Shihoru agarrou seu cajado e estabilizou sua respiração.

Finalmente chegou o momento. Vamos acabar com eles. O goblin de armadura de placas e o hobgoblin. Eles mataram Manato. Fiz o possível para não pensar nisso como vingança, como poderia vingå-lo. Porque senti que o ódio atrapalharia meu raciocínio e faria com que minhas mãos se desviassem. Não se trata de rancor: eles são inimigos. Inimigos fortes. Um muro que precisamos transcender.

Haruhiro levantou a cabeça para fora das ruínas. “-!” Ele não só prendeu a respiração como parou de respirar. Apressadamente, puxou a cabeça de volta para dentro. Ele estava olhando. O goblin de armadura de placas estava olhando em sua direção.

— Fomos notados? Mas por quĂȘ? Eles os haviam detectado antes? Ele tinha acabado de ser encontrado? Ou foi uma coincidĂȘncia? SerĂĄ que ele estava olhando para cĂĄ e entĂŁo seus olhos se encontraram com os de Haruhiro? Ele nĂŁo sabia, e isso nĂŁo era o mais importante.

Haruhiro colocou a cabeça para fora mais uma vez, abaixando-a imediatamente. Ele respirou pesadamente. O goblin de armadura de placas tinha uma besta e estava apontando para cå.

— …O que vamos fazer? — Yume afrouxou a corda de seu arco. O rosto de Shihoru ficou rĂ­gido e muito pĂĄlido.

SerĂĄ que o Ranta e os outros, que estavam em um local nĂŁo muito distante, entendiam a situação? Eles estavam escondidos nas sombras e Haruhiro nĂŁo conseguia vĂȘ-los daqui, entĂŁo nĂŁo sabia.

O que devo fazer? O que vou fazer? Bater em retirada? Não, não é uma opção. O goblin de armadura de placas gritou alguma coisa. Foi uma ordem. Tenho certeza de que o hobgoblin e os goblins sentinela virão nos atacar. Não podemos nos retirar. Temos que fazer isso. O problema é essa besta. Se formos atingidos, um de nós pode morrer.

— Deixe isso com a Yume.

— Huh?

Antes que ele pudesse impedi-la, Yume deixou seu arco no chĂŁo e pulou das ruĂ­nas.

O goblin de armadura de placas disparou sua besta. Yume se enrolou em uma bola, rolando para frente em uma velocidade incrĂ­vel.

Pit Rat. Era uma habilidade em que ela se movia como os ratos que eles haviam encontrado na floresta, evitando ataques à medida que avançava.

SerĂĄ que Yume conseguiu evitar a flecha? Parecia que sim.

Haruhiro deu um tapinha no ombro de Shihoru.

— Magia!

— C-Certo! — Shihoru se inclinou para fora das ruĂ­nas, desenhando sigilos elementais com seu cajado e entoando um feitiço. — Ohm, rel, ect, krom, darsh…!

Um elemental negro, semelhante a uma nĂ©voa, voou em direção ao goblin de armadura de placas. O hobgoblin sĂł tinha pegado sua clava, nĂŁo tinha saĂ­do do prĂ©dio, mas os goblins sentinelas estavam se aproximando deles. Ainda assim, se ela pudesse colocar o goblin de armadura de placas para dormir…

— Ah! — Haruhiro levantou a voz. O goblin de armadura de placas havia pulado do segundo andar. O elemental das sombras passou pelo local onde estava antes, dissipando-se e desaparecendo.

NĂłs estragamos tudo. Erramos feio. Isso nĂŁo Ă© bom. NĂŁo Ă© bom de jeito nenhum. NĂŁo. Isso nĂŁo Ă© verdade. Podemos compensar isso. NĂŁo entre em pĂąnico.

Haruhiro sacou sua adaga. — Eu os enfrentarei! Shihoru, vá para o lado da Mary!

Shihoru respondeu:

— Certo! — novamente.

Ranta e Moguzo saíram das sombras. Yume usou Pit Rat novamente, evitando a lança de um goblin sentinela. O outro goblin sentinela atacou Haruhiro.

Onde estão o goblin de armadura de placas e o hobgoblin? Droga. Não tenho tempo para checar. A lança. A lança do goblin sentinela.

Haruhiro desviou a lança que se aproximava com sua adaga. Se ele a acertasse com força suficiente, o ataque seria desviado e, com um pouco de sorte, ele poderia danificar a arma, fazer com que o goblin a largasse ou desequilibrar o goblin. Isso era o que a habilidade de luta do ladrão Swat fazia, mas o goblin sentinela era muito forte. Não importava o quanto Haruhiro batesse em sua lança com a adaga, ele continuava a empurrå-lo. Esse não era um goblin comum.

— Vou pegar os dois! — Moguzo gritou.

De jeito nenhum… ele estava planejando enfrentar o goblin de armadura de placas e o hobgoblin ao mesmo tempo? Isso era loucura.

No entanto, quando se tratava do goblin de armadura de placas e do hobgoblin, apenas Moguzo poderia enfrentĂĄ-los adequadamente. Por isso, eles haviam planejado neutralizar o goblin de armadura primeiro.

Esse era o plano do grupo. Poderíamos até dizer que era a raiz do plano. Ele se desfez tão facilmente.

Talvez eles devessem ter fugido sem pensar duas vezes. Agora era tarde demais. Arrepender-se de nĂŁo ter feito isso nĂŁo mudaria nada.

Haruhiro recuou enquanto usava o Swat. Parecia que Ranta e Yume estavam lidando com o outro goblin sentinela. Shihoru lançou outro Sleepy Shadow, mas esse atingiu o hobgoblin, não o goblin de armadura.

O hobgoblin cambaleou em pé, como se fosse cair no sono. Antes que isso acontecesse, o goblin de armadura de placas usou a parte plana de sua espada para dar uma panada na bunda dele e acordå-lo.

Eles conhecem as magias.

— Yume! — Ranta gritou com raiva. — Se vocĂȘ ficar correndo por aĂ­, nunca mataremos essa coisa! Contra-ataque, sua idiota!

— Cala a boca! VocĂȘ Ă© a Ășltima pessoa de quem a Yume quer ouvir isso… — A Yume tentou fugir com o Pit Rat novamente, mas estava um pouco lenta demais. AlĂ©m disso, o goblins sentinela pode ter se acostumado com os movimentos de Yume. — Urgh!

A lança do goblin sentinela raspou o ombro direito da Yume. Não, o perfurou.

— Que?! vocĂȘ…! Como ousa fazer isso com a Yume?! — Ranta se lançou contra o goblin. Ele saltou, balançando sua espada longa na diagonal. — Hatred…!

— Gahh! — O goblin sentinela se protegeu com seu escudo. Então, segurando sua lança de modo que ficasse mais curta, ele a golpeou. Ela foi bloqueada. Ele atacou novamente.

— Oh, o que, nossa?! — Ranta mal conseguiu desviar os repetidos ataques com sua espada longa, recuando com aqueles movimentos Ășnicos que ele usava. — Exhaust! Vamos lĂĄ! …HĂŁ? Por que vocĂȘ nĂŁo estĂĄ vindo?!

— Porque vocĂȘ Ă© muito Ăłbvio! — Haruhiro cuspiu as palavras, enquanto Swat, Swat e Swat novamente.

Mary entoou uma oração. — Ó Luz, que a proteção divina de Lumiaris esteja sobre vocĂȘ… Heal.

Ao contrårio de Cure, Heal não exigia que o sacerdote colocasse a palma da mão sobre a ferida. Ele podia curar pessoas à distùncia e afetava o corpo inteiro. Era um feitiço que Manato não havia aprendido.

Yume era destra, e o ferimento estava em seu ombro direito. Mary deve ter determinado que o ferimento era grave o suficiente para ser curado imediatamente.

Agora Yume podia voltar para a linha de frente, mas Moguzo estava em perigo. Ele estava conseguindo evitar a clava do hobgoblin de alguma forma, mas a espada do goblin de armadura continuava a atingi-lo com força.

NĂŁo havia tempo a perder. Haruhiro precisava derrotar um dos goblins sentinelas e ir ajudar o Moguzo ou as coisas iriam azedar. NĂŁo hĂĄ nada que eu possa usar? Algum plano?

Ele tinha que fazer mais do que apenas pensar: precisava continuar golpeando a lança do goblin sentinela. Ele estava ficando sem fÎlego e suas mãos estavam ficando dormentes, mas se ele errasse uma vez, tudo estaria acabado. Ele sentiu que poderia começar a entrar em pùnico. Aguente firme. Tenho que aguentar. Aguentar, e depois? O que eu vou fazer?

— Haru!

Alguém estava chamando seu nome. Ela nunca me chamou de Haru antes, era a Mary. Era a voz dela.

Não posso me dar ao luxo de olhar para lå. Mas ela me chamou. Isso provavelmente significa que ela quer que eu vå até ela.

Foi o que Haruhiro fez. Enquanto continuava com Swat, ele foi em direção a Mary e Shihoru. Ele atraiu o goblin sentinela para perto. Era isso que vocĂȘ queria, certo? EstĂĄ tudo bem? Quando Mary gritou:

— Troque! — Haruhiro pulou para o lado. Mary se adiantou, bloqueando a lança do goblin sentinela com seu bastão de sacerdotisa. Não, ela fez mais do que apenas bloquear. — Hit back!

Por um momento, parecia que a lança tinha sido derrubada por seu bastão, mas não era isso. Ela usou o recuo do ataque para golpear o goblin sentinela na cabeça. O goblin sentinela gemeu e recuou.

Agora. Essa Ă© a nossa Ășnica chance.

Percebendo a intenção de Haruhiro, Mary continuou seu ataque contra o goblin sentinela. Como o goblin sentinela havia mudado sua postura para se concentrar totalmente na defesa, ela não conseguiu romper, mas ainda assim foi o suficiente.

Haruhiro ficou atrĂĄs do goblin sentinela.

Deixe-me ver, ele implorou. Deixe-me ver a luz. NĂŁo adianta, hein. NĂŁo consigo vĂȘ-la. Mas nĂŁo tenho tempo para ficar desapontado.

Haruhiro enfiou sua adaga nas costas do goblin sentinela com toda a sua força. Ele conseguiu perfurar a cota de malha, mas foi um golpe superficial.

O goblin sentinela gritou:

— Gugyahhhh! — e se debateu loucamente. No calor do momento, Haruhiro colocou o braço esquerdo em volta do pescoço do goblin sentinela e puxou sua adaga atĂ© a metade. Em seguida, ele a enfiou novamente. Ele enfiou e tirou a adaga, enfiou e tirou, repetidamente.

— …VocĂȘ Ă© uma salvadora, Mary! — Haruhiro empurrou o sentinela, agora imĂłvel, e olhou em volta, com os ombros erguidos por uma respiração difĂ­cil. Ranta e Yume ainda nĂŁo tinham conseguido matar o outro sentinela.

— Ugh! — Moguzo bloqueou a clava do hobgoblin usando sua espada bastarda. Ele cambaleou.

— Moguzo! — Haruhiro correu em direção a ele, mas não havia como chegar a tempo. O goblin de armadura saltou sobre Moguzo com uma gargalhada, não estava tentando cortá-lo com sua espada, mas sim golpeá-lo com ela.

FaĂ­scas voaram entre o barbut do Moguzo e a espada do goblin de armadura. Mesmo com um capacete, ele nĂŁo conseguiu se livrar do golpe. Moguzo cambaleou com o golpe, mas conseguiu se manter firme e, com um grito e um golpe de sua espada bastarda, fez o goblin de armadura e o hobgoblin recuarem.

A respiração de Moguzo era irregular. Ele não estava sangrando, mas, quando tirasse a armadura, haveria hematomas por toda parte. Obviamente, isso era demais para ele. Mesmo assim, Moguzo balançou sua espada bastarda com uma risada gostosa.

— É sĂł isso? Isso nĂŁo Ă© nada! Estou Ăłtimo! Hahahaha!

Ele estava agindo como uma pessoa totalmente diferente. Afinal, as coisas estavam realmente ruins. NĂŁo havia como Moguzo aguentar sozinho.

Eu poderia deveria apoiĂĄ-lo? A adaga de Haruhiro provavelmente nĂŁo poderia perfurar uma armadura de placas, nem poderia dar um golpe fatal no grande hobgoblin. Talvez fosse praticamente impossĂ­vel.

— Ranta, ajude o Moguzo! Eu cuido desse!

— Hmph! EstĂĄ na hora da verdadeira estrela brilhar, nĂŁo Ă©? — Ranta imediatamente correu para lĂĄ com um pulo, saltou e pulou, enfiando sua espada no goblin de armadura. — Anger…!

— Keh…! — O goblin de armadura de placa facilmente derrubou sua espada longa para o lado, mas parecia que seu foco felizmente havia mudado de Moguzo para Ranta.

— Oh! Oh! Oh?! — Ranta foi alvo de um ataque unilateral. Em pouco tempo, ele estava preso apenas na defensiva.

Aguente firme, Ranta. NĂŁo morra.

Haruhiro olhou em volta e pensou: As coisas estĂŁo um pouco mais fĂĄceis para o Moguzo agora, mas esse goblin sentinela precisa cair logo ou seremos lentamente derrubados. Pelo modo como estĂĄ segurando o escudo com firmeza, parece que estĂĄ se concentrando na defesa. Yume nĂŁo pode aguentar muito, entĂŁo, se eu quiser ficar atrĂĄs dele…

Enquanto Haruhiro estava pensando, o goblin sentinela se virou para ele e atirou sua lança.

Espere, hein? Eu? De jeito nenhum?!

— Oh, Aaah! — Ele tentou sair do caminho, mas a lança arrancou um pedaço do flanco do Haruhiro e se enterrou no chão. Quase se dobrando, ele tentou tocar seu lado e estava todo molhado. A dor era forte o suficiente para que ele gemesse sem querer, mas não era nada que ele não pudesse suportar.

Mary gritou:

— Haru?!

Ela parecia um pouco preocupada, entĂŁo, mesmo que parecesse estĂșpido, ele ficou um pouco feliz. — Estou bem! Temos que derrubar aquele cara…!

— Eu vou fazer isso! — disse Shihoru, atacando o goblin.

Espere, o que estĂĄ fazendo? O que estĂĄ fazendo?!

— O quĂȘ? — Mary ficou sem palavras enquanto corria atrĂĄs de Shihoru. O goblin sentinela, que havia desembainhado a espada que estava em seu quadril, notou Shihoru.

Enquanto Shihoru corria, ela começou a desenhar sigilos elementais. — Ohm, rel, ect, vel, darsh…!

Com um som de Vruuuom, a massa negra parecida com algas marinhas foi lançada da ponta de seu cajado.

Naquele momento… Ah, sim, Haruhiro percebeu.

O Shadow Beat nĂŁo era tĂŁo lento quanto o Sleepy Shadow, mas ainda nĂŁo era rĂĄpido o suficiente para que o inimigo nĂŁo pudesse se esquivar dele. Nesse caso, por que nĂŁo disparĂĄ-lo de perto? Mesmo que a velocidade fosse a mesma, quanto mais perto ela estivesse, mais difĂ­cil seria se esquivar. Basicamente, Shihoru fez o que fez para aumentar as chances de Shadow Beat acertar, e parece que valeu a pena.

— Fogh…! — O goblin sentinela foi atingido em cheio no rosto pelo elemental das sombras. Seu corpo inteiro começou a se contorcer.

Yume correu e balançou seu facĂŁo. — Diagonal Cross…!

O golpe forte de Yume derrubou o escudo do goblin sentinela, cortando profundamente seu braço direito. Graças a isso, mesmo depois de se recuperar do choque causado pelas hipervibraçÔes, o goblin sentinela não seria capaz de usar sua espada adequadamente.

— Hah….! — Como se estivesse vendo sua oportunidade, Yume atacou e atacou. Ela atacava incessantemente, sem parar para respirar.

Haruhiro se esgueirou facilmente por trås do goblin e, embora não pudesse ver aquela luz, lidou com ele da mesma forma que havia feito com anterior. Enfiando sua adaga nas costas do goblin, ele a puxou um pouco para fora e depois a enfiou novamente. Envolvendo o braço ao redor do pescoço, ele o esfaqueou repetidamente. Ele não havia sentido nada quando fez a primeira, mas dessa vez se sentiu mal.

Essa Ă© uma maneira cruel de matĂĄ-los. Embora isso o deixasse enjoado, Haruhiro nĂŁo parou. VocĂȘs poderiam ter me matado da mesma forma. Desculpe, mas nĂłs dois estamos na mesma situação aqui.

Quando finalizou o segundo goblin, sentiu-se exausto. Seu lado doĂ­a, mas ele nĂŁo tinha tempo para reclamar. Finalmente. Finalmente, chegou a hora.

Com os mĂșsculos abdominais tensos, Haruhiro levantou a voz. — Estamos quase lĂĄ! Vamos mostrar que tudo o que fizemos nĂŁo foi em vĂŁo!

Sei que Ă© estranho dizer isso sobre minhas prĂłprias palavras, mas para quem vamos mostrar? Manato se foi. O que fizemos nĂŁo foi em vĂŁo? NĂŁo mesmo? Talvez eu sĂł queira pensar assim. Gostaria de ter pensado em uma frase mais legal. Quero chegar a um ponto em que eu possa. NĂŁo quero que isso seja o fim. NĂŁo Ă© que eu queira especialmente ser um soldado voluntĂĄrio, mas quero ter um amanhĂŁ. Quero viver. NĂŁo quero morrer. No mĂ­nimo, nĂŁo quero morrer ainda. Manato, vocĂȘ deve ter sentido o mesmo. VocĂȘ nĂŁo pode ter ficado satisfeito. deveria ter sido capaz de fazer muito mais coisas. JĂĄ que tenho a sorte de ainda estar vivo, vou viver. Vou seguir em frente. Encontrarei um amanhĂŁ com todos os outros. Mas, para fazer isso, temos que vencer. Precisamos derrotar esses caras.

— Eu vou pegar o hobgoblin primeiro! — Haruhiro entrou correndo, olhando para as costas do hobgoblin. Yume parecia estar planejando atacar pela lateral.

Com um — Ugh! Ugh! — Moguzo deu ao hobgoblin um poderoso combo de dois golpes. O primeiro golpe foi desviado por sua clava, mas o segundo atingiu o ombro esquerdo do hobgoblin. Embora não tenha atravessado a cota de malha, o hobgoblin gemeu, — Obohh! — tirando a mão esquerda da clava que estava segurando com as duas mãos.

Ele estĂĄ sentindo isso.

— Vamos lá! — gritou Haruhiro.

EntĂŁo aconteceu.

É o goblin de armadura de placas.

— Gyahhhgah…! — O goblin de armadura de placas deixou Ranta para trĂĄs, atacando Moguzo. Chegando perto, ele se lançou diagonalmente contra Moguzo.

De jeito nenhum, isso foi o Rage blow? Maldição, vocĂȘ nĂŁo passa de um maldito goblin.

Moguzo bloqueou com sua espada bastarda, e eles travaram as lĂąminas. No entanto, atacar daquela posição era uma das especialidades de Moguzo. Com um – Ugh…! — Moguzo tentou pegar a espada do goblin de armadura e usar o Wind. Quando ele fez isso, o goblin de armadura saltou para trĂĄs, virando-se para cortar Ranta imediatamente.

— Oh…! — Pego completamente de surpresa, houve um eco alto do capacete de balde do Ranta sendo atingido. Em rĂĄpida sucessĂŁo, o goblin de armadura seguiu com um impulso, um golpe para cima e outro para baixo. Ranta sĂł conseguia gritar:

— Uhh-wahh-ahh-?! — e sair correndo. Ele estava tão pressionado que não podia nem usar o Exhaust para recuar.

Isso Ă© ruim. Ele vai ser morto nesse ritmo.

— Ohmp, rel, ect, vel, darsh…!

Shihoru foi quem salvou Ranta. Foi o Shadow Beat. A bola preta de algas marinhas atingiu o ombro do goblin de armadura. O goblin gritou e estremeceu por apenas um curto momento, mas nesse tempo Ranta conseguiu colocar alguma distĂąncia entre eles e recuperar o fĂŽlego.

— …Tch! Eu nĂŁo precisava de ajuda!

— Precisamos de um golpe decisivo…! — Haruhiro segurou seu lado. A dor Ă© muito forte para ser ignorada. Talvez porque eu esteja correndo demais e nĂŁo consiga me concentrar. Olhe para Shihoru. Parece que ela estĂĄ passando por um momento difĂ­cil. Ela estĂĄ muito cansada. Ela usou um feitiço exaustivo como Sleepy Shadow duas vezes no começo, e agora mesmo usou Shadow Beat pela segunda vez. Quantas vezes mais ela poderĂĄ usar magia? AlĂ©m disso, se bem me lembro, o Sleepy Shadow nĂŁo funciona bem em alvos que estĂŁo agitados. O Shadow Beat tambĂ©m nĂŁo parece ser capaz de dar o golpe decisivo. Nesse caso, sĂł resta uma coisa. NĂłs decidiremos isso. Aqui mesmo. Antes que isso se arraste e nĂłs nos desintegremos, vamos matar o hobgoblin.

— Moguzo, use-o…!

Moguzo imediatamente se apoiou com os dois pés e rugiu.

Era alto o suficiente para fazer a pele deles se arrepiar. Era o War Cry do guerreiro. Se alguém o ouvisse de perto sem estar preparado para ele, era garantido que ficaria chocado. Ele não apenas os abalaria, mas também os faria tremer de medo. Foi isso que aconteceu com o hobgoblin. Ele ficou rígido, como se estivesse subitamente paralisado. Ele se recuperaria rapidamente, mas cada segundo era precioso.

Yume bateu com seu facão na região da cintura do hobgoblin. — Brush Clearer!!

Moguzo deu um passo para trĂĄs e, em seguida, avançando sobre ele, soltou um ataque cortante com todo o seu peso. —Obrigadooo…!

Com um som aterrorizante, a espada bastarda de Moguzo cravou no ombro do hobgoblin. Ela provavelmente atingiu a clavĂ­cula.

— -Fugohh…! — O hobgoblin caiu em um joelho, mas tentou se levantar.

Enquanto ele ainda estiver respirando, nĂŁo podemos baixar a guarda. NĂŁo o faremos.

Com um — Toma essa! — Haruhiro acertou um chute voador na parte de trás da cabeça do hobgoblin.

Com o hobgoblin se recuperando do golpe, Moguzo desferiu uma enxurrada de golpes contra ele. — Ugh! Grr! ughh! Gah, Grrah! Ahhhhh!

NĂŁo Ă© fĂĄcil. As pessoas podem morrer tĂŁo rapidamente, mas tirar uma vida nĂŁo Ă© fĂĄcil.

Era horrĂ­vel de assistir, mas Haruhiro fazia parte disso. Ele nĂŁo podia desviar o olhar sĂł porque era horrĂ­vel.

Quando o hobgoblin parou de se contorcer, Moguzo caiu de quatro. Suas costas estavam arqueadas, sua respiração era difícil. Era mais do que apenas cansaço. Ele devia estar sofrendo por todos os lados.

— R… R… RĂĄpido …! — Ranta gritou. — Apressem-se e me ajudem!

Quando olharam, Ranta estava curvado para trås, desviando a espada do goblin de armadura. Ele estava inståvel em seus pés.

Ele estĂĄ em seu limite. Na verdade, ele provavelmente jĂĄ passou do limite.

— Muito bem! Bom trabalho, Ranta!

— Sim! A Yume vai elogiá-lo só desta vez!

Haruhiro e Yume tentaram pegar o goblin de armadura em um ataque de pinça. No entanto, o goblin de armadura deu um golpe contra o Ranta e depois correu.

Ele estå correndo. Estå correndo råpido. Serå que ele planeja escapar? Não. Não é isso. Shihoru estå naquela direção.

— Ah…?! — Os olhos de Shihoru se arregalaram e ela estendeu o cajado Ă  sua frente.

Ela estĂĄ morrendo de medo. Ela nĂŁo pode lutar assim. Mas nĂŁo precisa se preocupar.

— Saia daqui! — Mary ficou na frente de Shihoru. Colocando seu bastão de sacerdote e seu corpo em um ñngulo.

Era o Prepare. Uma habilidade de postura defensiva.

O goblin de armadura levantou sua espada para golpear. Mary a derrubaria ou a desviaria? Ela não podia fazer nenhuma das duas coisas. A espada do goblin de armadura arqueou para baixo, perto do chão. Ela cravou com força no chão, levantando sujeira seca. Mary ficou surpresa e fechou os olhos.

Naquele momento, o goblin de armadura saltou para longe, jogando algo com a mĂŁo esquerda. Uma faca. Uma faca de arremesso?

Mary se afastou, levando a mĂŁo Ă  barriga. Ela foi esfaqueada ali. A faca de arremesso estava. Profundamente.

— Mary…! — NĂŁo. Manato. A Mary vai acabar como o Manato. NĂŁo faça isso comigo.

Haruhiro entrou em ação.

NĂŁo estou conseguindo pensar direito. O que devo fazer? NĂŁo sei. NĂŁo tenho ideia do que fazer.

Quando se deu conta, estava se aproximando do goblin .

A espada.

A espada do goblin veio em sua direção.

Acima e à esquerda. Ela estå vindo em minha direção na diagonal. Não posso evitå-la. Bem, o que posso fazer? Mergulhar. Continuar avançando. Antes que a espada me alcance.

Ele pensou que poderia morrer. Mas Haruhiro nĂŁo estava morto. Ele ainda nĂŁo estava morto.

Ele acabou agarrando o goblin pela frente. Seu rosto bateu no capacete do goblin, mas ele nĂŁo se importou.

— Gwahh…! — Ele o empurrou para baixo. O goblin de armadura disse algo. NĂŁo era uma linguagem humana, entĂŁo ele nĂŁo entendeu.

A espada. Pare a espada.

Ele segurou desesperadamente o braço direito do goblin, que segurava a espada. O goblin deu um soco na mandĂ­bula de Haruhiro. Ele o socou vĂĄrias vezes. Sua cabeça tremeu e ele sentiu que sua consciĂȘncia estava prestes a voar para longe.

Haruhiro trocou o aperto de mĂŁo na adaga.

O goblin gritou. Ele parecia que estava lhe dizendo para parar.

Como se eu fosse parar. Eu nĂŁo pararia de jeito nenhum.

O capacete do goblin cobria toda a sua cabeça, mas havia buracos para os olhos.

Ali.

Ele tentou enfiar a adaga ali, mas o goblin o impediu. Ele o impediu agarrando a lñmina da adaga com a mão esquerda. Ambas as mãos tremeram. Só mais um pouco. Um pouco mais, e ela entraria no buraco do olho. Aquele “um pouco mais” parecia tão longe.

— Droga! Droga, droga, droga…! Por que tem que ser tĂŁo forte…?!

— Haruhiro-kun…! — Era a voz de Moguzo.

Passos. Moguzo estava correndo. Antes que Haruhiro olhasse para Moguzo, o goblin havia pulado para longe dele.

— Waaargh…!

Moguzo se arqueou para trås, derrubando a espada que segurava com tanta força que parecia que ele poderia cair para frente. Ouviu-se um som alto que ressoou em suas entranhas, e Haruhiro pensou: Moguzo, isso foi incrível. A espada bastarda de Moguzo havia cortado a cabeça do goblin de armadura. E é claro que o goblin não estava mais respirando. Estava morto.

— VocĂȘ… o matou? — Ranta sussurrou nervosamente.

Yume se curvou no chĂŁo, exausta. —Sim… Yume acha que sim.

— … Eu mal posso acreditar — disse Shihoru.

Moguzo ergueu sua espada e deu um grito de alegria, mas ele mesmo ainda não conseguia acreditar, então foi meio sem convicção.

— …Desculpe-me por dizer isso agora. — Mary levantou a mĂŁo. — Mas se importa se eu curar isso? EstĂĄ doendo muito.

— Por que estĂĄ se desculpando? — Haruhiro riu e, em seguida, tocou a sua ferida. Ele quase gemeu. Seria melhor se ele nĂŁo tocasse nela? A dor ainda latejava se ele a deixasse em paz. Ele achava que nĂŁo conseguiria ficar de pĂ© por muito mais tempo, entĂŁo se agachou.

— Desculpe, Mary. Eu posso esperar, mas me cure tambĂ©m. Ai…


Tradução: ParupiroH
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