Hai to Gensou no Grimgar – Capítulo 20 – Volume 1

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Hai to Gensou no Grimgar
Grimgar of Fantasy and Ash

CapĂ­tulo 20
[O Orgulho dos Matadores de Goblins]


Eles acordaram antes do sino tocar às 6h00 e começaram a se preparar. Comeram o que parecia bom para o café da manhã e seguiram para o portão norte às 8:00. Eles se encontraram com a Mary e foram para a Cidade Velha de Damuro. Eles ainda não tinham terminado de fazer o mapa da Cidade Velha. Eles mapearam mais dela enquanto procuravam por goblins.

Se fossem apenas trĂȘs goblins, eles tinham chegado ao ponto em que poderiam lidar com eles sem muitos problemas agora. No entanto, quando tinha os goblins de classe leve, especializados em evasĂŁo, eles tinham que ser cuidadosos.

Às vezes, os goblins tambĂ©m tinham armas de longo alcance. Na maioria das vezes, eram arcos curtos rudimentares. Suas flechas eram lentas e nĂŁo tinham muita força, portanto nĂŁo eram tĂŁo assustadoras, mas as bestas eram perigosas. Se fossem atingido no lugar errado, as bestas poderiam ser letais. E os goblins fortemente equipados Ă s vezes eram estranhamente fortes, portanto, se eles os subestimassem, estariam em apuros.

Para grupos de quatro ou mais, a menos que as condiçÔes fossem excepcionalmente boas, eles os deixavam ir. Quatro goblins era o limite deles.

Se eles vissem um grupo de cinco, fingiam que nĂŁo tinham visto. Se houvesse cinco, seis ou mais goblins, era seguro presumir que se tratava de uma famĂ­lia, um clĂŁ ou algum outro grupo com seu prĂłprio territĂłrio. Geralmente havia grupos semelhantes nas proximidades, portanto, atacar um deles era como pisar na cauda de um tigre.

A maioria dos goblins que agiam sozinhos parecia pobre, mas Ă s vezes eles tinham itens valiosos escondidos em suas bolsas de goblin. Isso os tornava um alvo.

Uma vez por dia, eles iam para aquele lugar.

Os goblins da Cidade Velha se enquadravam em duas grandes categorias: os que ficavam em um lugar e nĂŁo se movimentavam muito e os que viajavam de um lugar para outro.

Eles só estavam naquele lugar ocasionalmente. Quando o grupo os viu à distùncia, tiveram dificuldades para manter a cabeça fria.

NĂŁo se apresse. Ainda nĂŁo Ă© hora.

Atualmente, o grupo de Haruhiro era o Ășnico que usava a Cidade Velha de Damuro como ĂĄrea de caça. Eles nĂŁo precisavam se preocupar com ninguĂ©m os roubasse. Agora era o momento de aumentar sua força.

Quando voltavam para Altana, embora nĂŁo todos os dias, eles iam para a Taberna Sherry

NĂŁo para fazer nada em particular. Eles apenas bebiam e conversavam. Mary nĂŁo falava muito, mas isso era um milhĂŁo de vezes melhor do que o Ranta, que falava demais.

Os outros soldados voluntĂĄrios Ă s vezes zombavam deles, dizendo: “Ei, Goblin Slayers” ou “Como vĂŁo as coisas, Goblin Slayers?” ou “Damuro Ă© divertido, Goblin Slayers?” Na verdade, sempre que eles iam Ă  taberna, podiam contar que seriam chamados assim uma ou duas vezes.

Ranta dizia:

— Ah, vão se lascar! — mas se eles ficassem bravos todas as vezes, isso não teria fim.

Na verdade, Haruhiro nĂŁo se importava muito com o nome. Ele achava que nĂŁo soava tĂŁo mal.

Goblin Slayers. É legal. Eu gosto bastante. Se estão nos chamando assim, vamos nos tornar os melhores matadores de goblins do esquadrão de Soldados Voluntários.

Dia apĂłs dia, eram goblins, goblins, goblins. Goblinsgoblinsgoblinsgoblins.

No inĂ­cio, todos os rostos dos goblins pareciam iguais para ele, mas agora Haruhiro conseguia diferenciĂĄ-los muito bem. A grande maioria era de machos, e as fĂȘmeas eram excepcionalmente raras, ele notou. De acordo com Mary, a maioria das fĂȘmeas era mantida na Cidade Nova por goblins de classe alta como esposas.

— É um harĂ©m do qual nĂŁo tenho nenhuma inveja… — disse Ranta.

— Nem mesmo as garotas goblins aceitariam vocĂȘ, Ranta.

— Haruhiro seu idiota, vocĂȘ nĂŁo sabe? Eu sou irresistĂ­vel, mesmo com os goblinĂłides! NĂŁo menospreze o Rei irresistĂ­vel Ranta-sama!

— VocĂȘ diz isso, Rei irresistĂ­vel, mas Yume o vĂȘ conversando com garotas na taberna e sendo ignorado, sabe.

— Isso Ă© sĂł que… bem… vocĂȘ sabe… atĂ© mesmo um cara irresistĂ­vel como eu tem isso de vez em quando…

— O Rei irresistĂ­vel tambĂ©m Ă© abatido, hein. Mesmo que ele seja supostamente o Rei irresistĂ­vel.

— Pare de dizer “Rei irresistĂ­vel” repetidamente! AlĂ©m disso, se essas idiotas nĂŁo conseguem entender meu charme, elas nĂŁo valem nada! Tem pessoas que realmente entendem! Mary, se vocĂȘ fosse obrigada a escolher um de nĂłs trĂȘs, quem seria? Totalmente eu, nĂŁo Ă©?

— Se eu tivesse que escolher… Moguzo-kun.

— O que…?!

— Oh? E-Eu…? — Moguzo abriu bem os olhos, parecia mais atĂŽnito do que tĂ­mido.

— Hmm… — Haruhiro olhou para trĂĄs e para frente, de Mary para Moguzo.

Yume disse:

— Ooh! — Ela parecia impressionada.

Shihoru olhou para Mary, piscando os olhos

— Q-Q-Q-QUEARH! — Ranta mordeu a lĂ­ngua, gaguejando as palavras. — Por quĂȘ?! NĂŁo eu, mas o Moguzo, entre todas as pessoas?! Essa escolha Ă© inacreditĂĄvel, sabia?

Mary estava calma e tranquila. — Ele Ă© grande e adorĂĄvel.

— … Escolheu pelo tamanho… Okay, nĂŁo posso competir com isso… NĂŁo hĂĄ nada que eu possa fazer para vencĂȘ-lo… Ainda assim, pensar que eu perderia… E para o estĂșpido do Moguzoooooo… Que drogaaa!

— Que pena, nĂŁo Ă©, Rei irresistĂ­vel? *Risadinha*

— Eu jĂĄ disse, pare de me chamar de Rei irresistĂ­vel, sua tĂĄbua! VocĂȘ sĂł estĂĄ colocando sal na ferida…

Haruhiro também ficou um pouco chocado com a derrota para o Moguzo. Parecia que Mary se importava com mais do que apenas um rosto bonito. Talvez por ver seu próprio rosto lindo no espelho todos os dias, ela não se importava tanto com o rosto das outras pessoas. Mas, não, nem Haruhiro nem Ranta tinham rostos especialmente atraentes, então esse também não era o problema.

Haruhiro era o epĂ­tome da mediocridade quando se tratava de sua aparĂȘncia e habilidades, mas depois de tantos dias seguidos enfrentando goblins, ele tinha confiança em suas habilidades de luta contra goblins, pelo menos.

Mas, mesmo assim, nĂŁo seja arrogante, Haruhiro lembrou a si mesmo. NĂŁo sou especial como Renji, Manato ou Mary. Quando Manato estava vivo, ele me carregava como um bebĂȘ. Agora, estou dando meus primeiros passos como um goblin slayer. Se um cara medĂ­ocre como eu for descuidado, com certeza vou fracassar. E mesmoque eu nĂŁo seja descuidado, ainda Ă© perigoso. Portanto, no mĂ­nimo, nĂŁo posso baixar minha guarda.

Em dias bons, ele conseguia ganhar mais de dez pratas em um dia e, mesmo em dias ruins, conseguia ganhar cerca de duas pratas. Mary estava morando em um alojamento muito bom, aparentemente, mas Haruhiro e os outros ainda estavam morando no terrível, mas barato, alojamento de soldados voluntårios. Eles mantiveram seus gastos com comida em até doze cobre por dia, investindo o dinheiro que conseguiram economizar no grupo como um todo.

Um desses investimentos foi destinado a equipamentos. O outro foi para as habilidades.

No caso de Haruhiro, para se defender, ele comprou um protetor de tórax de segunda mão e uma faixa para a barriga, além de uma armadura para as mãos e pernas. Todas eram feitas de couro curtido, portanto eram leves e não o sobrecarregavam. O aumento da defesa era pouco mais do que um placebo, mas era importante que o fizesse se sentir mais seguro.

Quanto às armas, ele poderia ir a um afiador para melhorar o fio delas, e jå estava acostumado a usar as que tinha. Portanto, no momento, ele não tinha intenção de comprar novas armas. Se ele tivesse dinheiro, seria melhor gastå-lo em equipamentos para o Moguzo.

Moguzo estava tentando adquirir o conjunto completo de armadura de placas que queria. Normalmente, as armaduras revestida eram feitas sob encomenda, mas se elas fossem encomendadas a um ferreiro de armaduras, mesmo as mais baratas, eles estariam pagando não apenas algumas moedas de ouro, mas mais de dez. É claro que isso estava fora de alcance, então eles encontravam algo barato usado e pediam para um ferreiro de armaduras redimensioná-lo. Mesmo assim, ainda estariam gastando dezenas de pratas em cada uma das peças.

Atualmente, Moguzo tinha a couraça, a placa traseira, espaldeiras e os avambraços, além de grevas, que cobriam apenas a parte da frente das canelas, e usava tudo isso sobre uma cota de malha. E o capacete, ele ainda usava seu barbut. Sua espada também ainda era a espada bastarda que recebeu de sua guilda. Ela estava ficando danificada e ele precisava substituí-la logo, ou algo ruim aconteceria.

Ranta comprou uma camisa de malha, por alguma razão, usava uma armadura de couro por cima. Talvez tivesse muito orgulho, pois sua armadura de couro tinha o brasão de Skullhell. Ele também usava um capacete estranho do qual se apaixonou, que parecia um balde de cabeça para baixo, chamado heaume. Quanto às armas, uma vez encontrou uma espada longa bonita no mercado e a comprou por impulso, ficando sem dinheiro por um tempo.

Que idiota.

Yume tinha comprado um casaco e uma calça de couro, que a serviam muito bem. Com uma capa com capuz por cima, ela estava começando a se parecer com uma caçadora séria.

Shihoru, a tĂșnica e o chapĂ©u de mago que ela havia recebido de sua guilda estavam começando a se desfazer e a ficar com buracos, entĂŁo ela comprou novos. Ela ainda tinha o mesmo cajado. Aparentemente, ao contrĂĄrio das outras escolas, a magia das sombras na qual Shihoru se concentrava principalmente, a Darsh Magic, nĂŁo era afetada pelas qualidades do cajado que se usava. Na verdade, ela disse que poderia usĂĄ-la mesmo sem um.

Shihoru também aprendeu um novo feitiço, Sleepy Shadow.

Haruhiro aprendeu as habilidades Sneaking e Swat com a Barbara-sensei, enquanto Moguzo aprendeu War Cry. Ranta aprendeu Avoid e Exhaust. Yume aprendeu Quick-eye, aumentando sua precisão com o arco, e com a habilidade Pit Rat, ela aprendeu a se esquivar rapidamente dos golpes inimigos.

Mary jĂĄ era uma sacerdotisa cujo poder e experiĂȘncia estavam vĂĄrios nĂ­veis acima de Haruhiro e dos outros, portanto, as habilidades do grupo estavam definitivamente melhorando. O problema era: atĂ© que ponto?

Na Cidade Velha de Damuro, havia um lugar que eles chamavam de ferraria. Estava meio desmoronado, mas com o que parecia ser uma fornalha e uma bigorna, aquele prédio sem telhado ainda tinha vårios vestígios que sugeriam que jå tinha sido uma ferraria.

Naquele prédio, havia agora um grupo de cinco goblins.

Eles jĂĄ tinham ido Ă  ferraria vĂĄrias vezes antes, atĂ© mesmo fazendo uma pausa e almoçando lĂĄ. AtĂ© aquele momento, eles nunca tinham visto um Ășnico goblin.

Parecia haver uma grande disparidade entre os goblins da Cidade Nova e os que faziam da Cidade Velha seu lar. Aparentemente, os goblins da Cidade Nova que perdiam as disputas pelo poder ou que eram condenados ao ostracismo eram forçados a vir para a Cidade Velha.

Esses goblins devem ter sido recém-chegados que vieram da Cidade Nova para cå dessa forma.

Os recém-chegados primeiro escolhiam um lugar e, se fossem um grupo grande, tentavam estabelecer seu território. Os cinco novos goblins provavelmente escolheram a ferraria como base de operaçÔes.

Depois de observar, Haruhiro voltou ao local um pouco distante da ferraria onde os outros estavam esperando.

— Vamos tentar —, ele propĂŽs. — HĂĄ cinco deles. O que estĂĄ usando cota de malha tem uma besta. Os outros estĂŁo todos com armadura de couro, um com uma lança, um com uma espada curta e um escudo, um com um machado de mĂŁo e outro com uma espada. O goblin com besta Ă© provavelmente o chefe, e os outros quatro goblin os subordinados. Eles sĂŁo inimigos fortes, mas serĂĄ um bom teste.

— Parece interessante. — Ranta lambeu os lĂĄbios e pegou o capacete de balde, o heaume, que estava ao seu lado. — Vamos fazer isso. Estou prestes a cruzar 41 vĂ­cios. Quando chegar lĂĄ, poderei invocar meu demĂŽnio Zodiac-kun ao meio-dia. Hahahahahahahhaha…

Yume lançou um olhar frio para o Ranta. — O ZodĂ­aco serĂĄ capaz de fazer algo Ăștil agora? No momento, tudo o que ele faz Ă© sussurrar nos ouvidos do inimigo de vez em quando.

— NĂŁo se espante, tĂĄ bom? Agora, o Zodiac-kun, serĂĄ ainda mais poderoso, e puxarĂĄ os braços ou as pernas do inimigo de vez em quando, atrapalhando-os para nĂłs!… Quando tiver vontade.

Shihoru deu um sorriso cansado. — No final, tudo depende de seus caprichos.

— Ah, e mais uma coisa. Ele sĂł faz isso de puxar as pernas e os braços a partir da noite. AtĂ© a noite, bem, sabe. Ele faz o ataque de sussurro, me diz se hĂĄ inimigos e solta uma demon joke… Quando tiver vontade.

Mary deu uma risada nasalada. — Realmente Ă© muito caprichoso.

— Ah, que se dane. — Ranta se vestiu e agora estava vestido no estilo balde. — O que vocĂȘs sabem sobre Zodiac-kun? VocĂȘs nĂŁo precisam entender. Eu posso ser a Ășnica pessoa que entende o Zodiac-kun. Heh. Os cavaleiros das trevas sĂŁo solitĂĄrios. Ou melhor, distantes?

— E-eu vou… — Moguzo fez um grande aceno de cabeça. — … puxar o maior nĂșmero possĂ­vel deles para mim. Dois, com certeza. Se for preciso, eu os intimidarei com o War cry.

Shihoru abraçou seu cajado, colocando o queixo para dentro. — Vou começar colocando um deles para dormir com magia.

— Okay —, Haruhiro acenou com a cabeça. — Muito bem, entĂŁo, Shihoru colocarĂĄ o da besta para dormir. Isso farĂĄ uma grande diferença se vocĂȘ acertĂĄ-lo na primeira vez ou nĂŁo.

— …Entendido. Deixe comigo.

— Quando a Yume terminar de dar seu tiro de aviso, ela fará o possível para pegar um deles em combate corpo a corpo.

— Vou continuar atrĂĄs deles e, se surgir uma chance, vou acabar com um deles. Mary, vocĂȘ…

Haruhiro deu uma olhada e Mary fez um aceno silencioso com a cabeça.

Parecia que ela falava ainda menos agora do que antes, mas se ele perguntava algo, ela respondia, e fazia o que deveria fazer e fazia bem feito. Embora seu estilo nĂŁo fosse como o que Hayashi havia descrito, Mary deve ter aprendido com seu grande… muito grande… erro e mudou a maneira como fazia as coisas. Ela nunca foi muito fĂĄcil com eles, mas Mary era uma sacerdotisa em quem eles podiam confiar.

Agora, se ela sorrisse apenas uma vez a cada poucos dias, seria perfeito.

— Isso Ă© um teste. — Haruhiro olhou para cada um de seus companheiros, estendendo a mĂŁo direita. Ranta, Moguzo, Yume e Shihoru colocaram suas mĂŁos direitas em cima da mĂŁo de Haruhiro. Depois, Mary fez o mesmo. Eles nĂŁo estavam muito longe da ferraria, entĂŁo Haruhiro falou em voz baixa.

— Faito —, ele disse em um sussurro, e todos responderam como um só.

— Ippatsu.

Haruhiro liderou o caminho, trazendo Yume e Shihoru com ele. Ranta, Mary e Moguzo o seguiram mais afastados.

Abaixando os quadris e afrouxando os joelhos, Haruhiro usou o Sneaking para se mover sem fazer barulho. Como não eram da guilda dos ladrÔes, Yume e Shihoru não podiam imitå-lo, mas podiam seguir seus passos, pisando onde ele pisava. Até isso fez uma grande mudança.

Eles passaram da sombra de um prédio quebrado para a sombra dos restos de outro. Seguindo uma parede que parecia pronta para desmoronar a qualquer momento, eles ficaram perto de uma montanha de escombros. Sleepy Shadow tinha um alcance de aproximadamente doze metros. Ela alcançaria a partir daqui.

A ferraria tinha apenas duas paredes, que estavam cheias de buracos. As outras haviam quase desabado por completo. De onde estavam agora, tinham a confirmação visual de quatro dos cinco goblins, de modo que podiam escolher seus alvos como quisessem.

Quando Haruhiro deu o sinal com as mĂŁos, Yume e Shihoru saĂ­ram dos escombros.

Yume preparou seu arco e apontou uma flecha, fechando os olhos e respirando profundamente. Seus olhos se abriram. Ela havia ativado o Quick-eye. Aparentemente, o uso de exercícios especiais para os olhos e a auto-hipnose melhoraram sua capacidade de enxergar à distùncia, melhorando também sua visão cinética. Essa era a verdadeira natureza da habilidade Quick-eye.

Shihoru desenhou sigilos elementais com seu cajado e começou a entoar em voz baixa.

— Ohm, rel, ect, krom, Darsh.

Um elemental negro, semelhante a uma névoa, saiu voando da ponta de seu cajado. Ele não era tão råpido quanto o Shadow Beat, portanto, se o inimigo o detectasse, seria muito fåcil evitå-lo.

EstĂĄ indo. Deve funcionar. Ele foi.

O elemental das sombras atacou o rosto do goblin da besta, penetrando no nariz, nas orelhas e na boca do monstro. O goblin começou a cambalear. O goblin da lança, que estava sentado contra a parede, percebeu e foi pular. Foi quando Yume soltou sua flecha.

A flecha se enterrou no ombro do goblin da lança. O goblin da lança, que estava de pé, caiu de costas. Haruhiro gritou.

— Moguzo! Ranta!

Moguzo e Ranta gritaram alto e atacaram a ferraria. O goblin da besta caiu no chĂŁo.

Ele estava dormindo. O sono era mais profundo do que o normal, mas se alguém o beliscasse ou chutasse com força, ele ainda acordaria. Eles precisavam limpar os outros goblins para evitar que eles sacudissem o goblin da besta.

Haruhiro e Yume foram atrĂĄs deles, assim como Moguzo e Ranta.

Moguzo gritou

— Obrigado! — para intimidar o goblin do machado com seu Rage Blow, que eles chamavam de Thanks Slash, e Ranta esfaqueou o goblin da espada com Anger. Mas ele errou.

Moguzo não deu atenção ao goblin do machado desequilibrado e atacou o goblin com escudo. Quando o goblin com escudo recuou, bloqueando a espada bastarda com seu escudo, Moguzo rapidamente se voltou para o goblin de machado, golpeando-o.

Moguzo pretendia enfrentar sozinho os dois. Ranta estava trocando golpes com o goblin da espada. Yume atacou o goblin da lança que ela jå havia ferido com uma flecha.

Haruhiro olhou rapidamente para Shihoru e Mary. Mary estava observando a situação da batalha com um olhar assustadoramente sĂ©rio, com seu bastĂŁo de sacerdote pronto. Se algum inimigo se aproximasse de Shihoru, ela estaria lĂĄ para interceptĂĄ-lo. Como mago, Shihoru estava praticamente indefesa, por isso era reconfortante ter Mary protegendo-a. NĂŁo que eu pretenda fazer com que a Mary se dĂȘ ao trabalho. — Eu vou derrubĂĄ-lo! — Haruhiro gritou. Mais uma vez, ele verificou as posiçÔes de seus companheiros e dos goblins. Qual deles? Escolha um alvo. Aquele. O goblin do machado.

Sem andar ou correr, Haruhiro manteve a postura baixa, movendo-se pelo chão como se estivesse deslizando. Era a mesma ideia do Sneaking. Em pouco tempo, ele estava atrås do goblin de machado. Foi nesse momento que tudo aconteceu.

Sua visĂŁo deu um zoom nas costas magras do goblin e ele viu algo parecido com uma luz. Era apenas algo que parecia uma luz. Provavelmente nĂŁo era uma luz de verdade. De qualquer forma, ela desenhava uma linha incolor, indicando um ponto nas costas do goblin.

Haruhiro nĂŁo tinha ideia do que era aquilo. Isso nĂŁo acontecia sempre, nem mesmo com frequĂȘncia, mas recentemente, uma vez, em uma rara ocasiĂŁo, sem nenhum raciocĂ­nio por trĂĄs disso, ele pensava: Bem ali. Haruhiro moveu sua adaga ao longo da linha que havia aparecido de repente e que, da mesma forma, desapareceu. A lĂąmina entrou com uma facilidade incrĂ­vel, e a lĂąmina roçou em alguma coisa.

Bem aqui, pensou Haruhiro. Quando ele pensou isso, jĂĄ tinha atravessado o objeto.

Quando retirou a adaga, o goblin do machado deu um pequeno gemido e caiu. Ele jĂĄ estava morto.

Depois de perder o que poderia ser chamado de parceiro, o goblin com escudo ficou de pĂ©, dando um… nĂŁo, meio passo para trĂĄs. Imediatamente, Moguzo gritou e golpeou-o com toda a sua força, derrubando-o e continuando a atacar o goblin, que nĂŁo era mais o goblin com escudo. O goblin se debateu e desembainhou sua espada curta; ele atacou, mas nĂŁo havia necessidade de se esquivar.

A armadura de Moguzo desviou a espada. Ele empurrou o goblin para o chão, ergueu sua espada bastarda bem alto e, com um — Hungh! — ele a derrubou no crñnio do goblin.

O crĂąnio jĂĄ era.

Faltavam trĂȘs.

— Tch! Exhaust! — Ranta estalou a língua, saltando para trás em uma velocidade incrível.

Exhaust era uma habilidade que usava movimentos especiais para abrir instantaneamente uma grande lacuna entre o usuårio e seu oponente. O goblin da espada perseguiu Ranta, como se estivesse sendo hipnotizado. Essa era a armadilha de Ranta. Com um sorriso diabólico, enquanto se afastava, ele empurrou sua espada longa e afiada na direção do Goblin.

— Avoid!

O goblin de espada nĂŁo conseguiu parar seu Ă­mpeto para evitar o golpe.

Na garganta.

A espada longa de Ranta empalou a garganta do goblin de espada. Ranta deu um giro em sua espada longa, chutando o goblin para o chĂŁo. — Gyaahahahahaha! — ele riu alto. O canto de Shihoru foi meio abafado por aquela risada alta… nĂŁo, aquela risada estĂșpida.

— Ohm, rel, ect, vel, Darsh! — Era Shadow Beat. O elemental foi lançado da ponta do cajado de Shihoru, batendo no goblin da lança.

À medida que as hipervibraçÔes faziam o corpo inteiro do monstro tremer, Yume se aproximou. Primeiro, seu facĂŁo derrubou a lança e, sem perder o ritmo, ela gritou:

— Hah! — e cortou a base do pescoço.

Incapaz de se esquivar totalmente, o goblin da lança gritou ao sofrer um corte profundo no ombro. Naquele momento, a batalha jå havia sido decidida.

— Obrigado…! — Moguzo avançou com força, golpeando com Thanks Slash no goblin da lança.

— …NĂłs podemos fazer isso. — Haruhiro acenou com a cabeça. — É hora de executar o plano.

— Finalmente, hein — Ranta caminhou atĂ© o goblin de besta adormecido, balançando sua espada longa. SerĂĄ que algum dia esse sorriso teatralmente cruel seria adequado para um vilĂŁo? — Bem, tanto faz. Este Ă© o fim. NĂŁo apenas para esses goblin. Para aqueles caras tambĂ©m.


Tradução: ParupiroH
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