Dare ga Yuusha wo Koroshita ka – CapĂtulo 9 – Volume 2
Dare ga Yuusha wo Koroshita ka
Who Killed the Hero?
Quem Matou o HerĂłi?
MangĂĄ Online – CapĂtulo 09
[EpĂlogo]
Existe algo que um Grande SĂĄbio nĂŁo possa fazer?
Chegamos ao reino num instante usando magia de teletransporte, algo que eu sĂł ouvira falar em contos de fadas.
A boca de Sophia ficou escancarada em espanto. Sendo uma maga, ela provavelmente entendia o quĂŁo incrĂvel aquilo era. Ela jĂĄ foi chamada de gĂȘnio uma vez, embora hoje em dia nĂŁo haja mais traço disso.
â NĂŁo Ă© tĂŁo conveniente assim, jĂĄ que preciso usar o cĂrculo mĂĄgico na minha mansĂŁo como ponto de partida â disse Solon, com uma expressĂŁo um tanto convencida.
O que esse Grande SĂĄbio estĂĄ dizendo?
â Isso mesmo. Isso nĂŁo Ă© nada demais. Um dia, eu serei capaz de viajar entre este mundo e o prĂłximo atravĂ©s do milagre de Deus â disse a Santa Maria, como se quisesse competir.
âŠO que diabos ela estĂĄ planejando?
Seguimos da mansão de Solon até o castelo, onde vårios cavaleiros estavam enfileirados diante do portão. Assim que nos viram, desembainharam suas espadas e as ergueram.
Estavam nos demonstrando respeito?
â Bem-vindo, Sir Leonard. A Rainha estĂĄ Ă sua espera â anunciou um cavaleiro que deu um passo Ă frente com um tom respeitoso. Ele devia ser o capitĂŁo da guarda.
Parece que estavam nos aguardando especialmente para essa recepção.
â Por que para pessoas como nĂłs? SĂł porque receberam ordens superiores?
Sem querer, deixei escapar esse comentĂĄrio sarcĂĄstico.
â NĂŁo, esta foi uma decisĂŁo nossa. Seus grandes feitos se espalharam de boca em boca. Como aventureiros que desafiaram Belzera para salvar o povo. Acreditamos que vocĂȘs tambĂ©m sĂŁo herĂłis.
Eu estava prestes a rebater, mas meus olhos se fixaram na adaga presa Ă cintura do cavaleiro.
Mesmo embainhada, eu podia dizer que era uma peça antiga e requintada. Provavelmente possuĂa proteçÔes mĂĄgicas.
O cavaleiro percebeu meu olhar.
â EstĂĄ interessado nesta adaga? Ă uma herança de famĂlia â disse ele, desembainhando-a e me entregando.
Como imaginei, a lĂąmina emanava um brilho azul pĂĄlido, imbuĂda de poder mĂĄgico.
Por alguma razĂŁo, senti uma certa nostalgia.
â Ă uma boa arma. Me venderia? Posso pagar bem.
â Infelizmente, ela nĂŁo tem preço. No entanto, se minha famĂlia algum dia for Ă falĂȘncia, considerarei vendĂȘ-la a vocĂȘ por um valor bem alto, Sir Leonard.
O cavaleiro respondeu à minha provocação de forma bem-humorada. Ele é um bom sujeito para um cavaleiro.
Devolvi a adaga para ele.
â Qual Ă© o seu nome?
â Carmine, senhor.
âŠSinto que jĂĄ ouvi esse nome em algum lugar, mas Ă© comum o bastante.
Fomos levados até uma sala no castelo. Um cÎmodo elegante, de base branca, com móveis luxuosos que me deixavam desconfortåvel.
ApĂłs um tempo de espera, Zack apareceu. Leon e os outros nĂŁo estavam com ele.
â Eu os guiarei â disse ele.
â E o Santo da Espada e a Santa?
â Leon e os outros foram levados por seus subordinados assim que retornaram ao castelo. Estiveram ausentes por muito tempo, entĂŁo o trabalho deve ter se acumulado. Solon tambĂ©m foi retido pelos discĂpulos na mansĂŁo.
Zack sorriu.
Caminhamos lentamente por um longo corredor branco. Estranhamente, havia pouquĂssimas pessoas por ali.
O herói à minha frente me lembrava aquela pessoa. Achei que eles não se pareciam tanto, mas⊠de fato, havia alguma semelhança.
â Zack.
Chamei sem pensar. Zack parou e se virou para mim. Seu rosto trazia um sorriso gentil. Ah⊠Eles realmente são pai e filho. São parecidos.
â HĂĄ algo que preciso te dizer hĂĄ muito tempo. Deveria ter falado antes. Deveria ter te procurado para dizer isso. âŠMas quando nos conhecemos e vocĂȘ disse que era Ares, eu me senti aliviado. Pensei: âQue bom que nĂŁo era Zack.â
Zack esperou em silĂȘncio que eu continuasse. Me pergunto que tipo de expressĂŁo Sophia e os outros atrĂĄs de mim estavam fazendo agora.
â âŠVinte anos atrĂĄs, eu fugi. Abandonei seu pai e sua mĂŁe, que eram meus companheiros, e corri. Antes mesmo da batalha começar, eu me apavorei e fugi.
Cerrei o punho com tanta força que quase sangrou.
â Eu sou sĂł um covarde patĂ©tico. NĂŁo sou alguĂ©m que merece ser elogiado. O que fiz foi apenas uma imitação do seu pai, Luke. NĂŁo, ele teria feito muito melhor, mas⊠eu apenas tentei fazer o que achava que âLuke fariaâ da melhor forma possĂvel. Eu nunca quis, de fato, ajudar as pessoas. SĂł fiz isso tentando ser um substituto para Luke. EntĂŁo, nĂŁo posso aceitar elogios. Eu sou um impostor.
Bem antes de encontrar a Rainha, finalmente despejei meus verdadeiros sentimentos.
Logo agora. Que péssimo timing. Mas não consegui me segurar.
Zack⊠ainda sorria calmamente.
â Leonard. VocĂȘ estĂĄ aqui agora. Isso jĂĄ Ă© o bastante. NinguĂ©m pode dizer o que Ă© falso ou real. Talvez nem mesmo Deus.
Havia um leve traço de melancolia nos olhos de Zack.
â AtĂ© eu jĂĄ abandonei coisas. NĂŁo existe ninguĂ©m sem pecados.
Ah, Ă© verdade. Esse cara era um herĂłi. Deve ter carregado e deixado para trĂĄs muito mais do que alguĂ©m como eu. TambĂ©m deve ter muitos arrependimentos. E ainda deve estar lidando com eles. NĂŁo sou o Ășnico preso ao passado.
De alguma forma, senti como se um nó dentro de mim começasse a se desfazer.
â Vamos? A Rainha deve estar esperando â Zack me incentivou suavemente, como se nada tivesse acontecido.
A sala para onde fomos levados era um lugar imponente.
NĂŁo era a mesma sala onde o Rei recebia audiĂȘncias, mas ainda assim era bastante ampla.
No fundo, estava uma mulher que parecia ser a Rainha. Seus longos cabelos dourados esvoaçavam suavemente, e seus olhos azul-claros brilhavam. Ela vestia roupas brancas, sem muitas ornamentaçÔes, o que acabava realçando ainda mais sua beleza⊠ou melhor, sua aura divina. Então é isso que chamam de presença real?
Ao seu lado, havia uma mulher um pouco mais jovem com traços semelhantes. Provavelmente a princesa.
Estranhamente, não havia mais ninguém na sala. Nenhum atendente.
Nos fizeram avançar em direção à Rainha.
Provavelmente eu deveria me ajoelhar em algum momento, mas nĂŁo sabia essas formalidades.
Talvez Sophia, a ex-nobre atrĂĄs de mim, soubesse, mas nĂŁo dava para olhar para trĂĄs e perguntar.
Quando estĂĄvamos a uns dez passos de distĂąncia, comecei a entrar em pĂąnico. Foi entĂŁo que a Rainha abriu a boca.
â Diga-me⊠Sou bonita?
A Rainha sorria.
âŠO que foi isso?
De fato, a Rainha era linda. Jovem demais para alguĂ©m que tem uma filha adulta. Uma beleza rara, impossĂvel de se encontrar em qualquer vila.
Mas⊠perguntar isso do nada a um homem que acabou de conhecer?
Talvez seja costume elogiar a beleza de uma dama nobre ao encontrĂĄ-la?
Até a princesa ao seu lado parecia surpresa com a pergunta.
Ou seja, essa Rainha definitivamente estava dizendo algo estranho.
De qualquer forma, nĂŁo gostei. Zack disse âvocĂȘ deveâ e me trouxe aqui, mas eu odeio nobres e realeza.
Quando os monstros atacam, eles deveriam estar na linha de frente lutando. Mas sempre ficam apenas dando ordens de trĂĄs.
Pensei em me virar nos calcanhares e ir embora, lançando um olhar fulminante para a Rainha.
Mas ela sustentou meu olhar de frente, ainda sorrindo.
Não⊠Esse rosto não estå apenas sorrindo. Ela estå se esforçando para manter essa expressão, mas estå nervosa. Parece até que pode chorar a qualquer momento.
Por quĂȘ? Por que ela estĂĄ fazendo essa cara?
Eu realmente nĂŁo entendo, mas⊠devo simplesmente dizer âSim, vocĂȘ Ă© bonitaâ por enquanto?
Palavras diversas giravam na minha mente.
E as que saĂram da minha boca foram algo que nem eu esperava dizer.
â Sim. VocĂȘ realmente Ă© linda. Linda o suficiente para eu arriscar a minha vida por vocĂȘ.

Tradução: ParupiroHPara estas e outras obras, visite o Cantinho do ParupiroH â Clicando Aqui
Tradução feita por fãs.
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zoritoler imol
Hello. fantastic job. I did not expect this. This is a splendid story. Thanks!
1 comentĂĄrio