Dare ga Yuusha wo Koroshita ka – CapĂtulo 3 – Volume 2
Dare ga Yuusha wo Koroshita ka
Who Killed the Hero?
Quem Matou o HerĂłi?
MangĂĄ Online – CapĂtulo 03
[Arkand]
Comecei a observar as açÔes de Leonard usando o fantasma do profeta, atuando como sua sombra.
Depois de enterrar Carmine, Leonard e seus companheiros seguiram para uma cidade chamada Arkand.
Era uma cidade diversificada. Originalmente, nĂŁo era particularmente grande, mas, por estar prĂłxima ao campo de batalha entre o exĂ©rcito do Rei DemĂŽnio e as forças aliadas de vĂĄrios paĂses, havia prosperado como um ponto de passagem para suprimentos.
Eu sabia disso como informação, mas raramente tinha visitado o lugar em pessoa, e era a primeira vez que eu ficava lå, mesmo que apenas como uma ilusão. De qualquer forma, estava lotada e fervilhando de gente.
Cavaleiros e soldados retornando da linha de frente, descansando neste lugar. MercenĂĄrios e aventureiros que vieram ganhar dinheiro participando da guerra. Refugiados que fugiram de paĂses invadidos pelo exĂ©rcito do Rei DemĂŽnio.
Devido ao aumento repentino da população, a governança do senhor local nĂŁo alcançava todos os lugares, e a ordem pĂșblica estava bastante comprometida.
Caosâessa palavra parecia apropriada.
â EstĂĄ animado, mas nĂŁo Ă© uma cidade muito agradĂĄvel, Ă©? â Leonard disse em voz alta na rua principal da cidade. â Por causa dos refugiados que estĂŁo chegando, nĂŁo hĂĄ qualquer ordem pĂșblica. A cidade estĂĄ um caos. NĂŁo acha, Ephsei?
â NĂŁo tem espaço, imagino. Essa cidade cresceu de repente. Tudo estĂĄ em falta â a voz de Ephsei era mecĂąnica, em resposta a fala animada de Leonard. Talvez Ephsei nĂŁo sentisse nada sobre a situação da cidade.
â Olha, estĂŁo dormindo na beira da estrada. Ă um incĂŽmodo.
No lugar para onde ele apontou, havia uma famĂlia que claramente havia evacuado de outro paĂs, todos amontoados sob um Ășnico pedaço grande de pano, sem se mover.
Uma criança pequena dessa famĂlia olhava para Leonard e seus companheiros com olhos que pareciam implorar por ajuda, mas Leonard bufou e ignorou o olhar.
â Todo lugar estĂĄ nesse estado agora. Quase todos os paĂses estĂŁo gastando suas forças na guerra, e essas pessoas ficam para trĂĄs. Ă triste, mas…
Nina, caminhando um pouco atrĂĄs de Leonard, olhou para os refugiados com olhos cheios de pena.
â Aqueles que nĂŁo tĂȘm poder ou dinheiro nĂŁo tĂȘm escolha a nĂŁo ser acabar assim. NĂŁo mudou nada desde a batalha de Malica. NĂŁo mostre simpatia desnecessĂĄria, Nina. Caridade pela metade Ă© inĂștil. Ă como jogar ĂĄgua no deserto. NĂŁo desperdice dinheiro â Leonard falou, aparentemente advertindo Nina.
â NĂŁo Ă© um desperdĂcio. Ao salvar as pessoas diante de mim, meu coração Ă© salvo.
Nina se aproximou da pequena criança que olhava para Leonard e pressionou delicadamente uma moeda de prata em sua mão.
â Por favor, nĂŁo deixe que os outros percebam â instruiu a criança, que de repente exibiu um sorriso radiante. Provavelmente temia que outros refugiados corressem atĂ© ela. Parecia estar acostumada com esse tipo de situação.
Vendo isso, Leonard estalou a lĂngua.
â O que vocĂȘ estĂĄ fazendo Ă© apenas auto-satisfação. NĂŁo resolve nada, e tentar ajudar apenas as pessoas Ă sua frente Ă© o auge da hipocrisia.
Leonard parecia incapaz de tolerar que sua companheira fizesse caridade. Era como se dissesse que o dinheiro arduamente ganho estava sendo desperdiçado. E, para evitar que outros refugiados se aproximassem, ele lançou olhares intimidadores ao redor. Que homem mesquinho.
â A vida dessas pessoas vale menos que uma Ășnica moeda de ouro. Ă uma pechincha, mas nem reis, nem nobres, nem comerciantes, nem ninguĂ©m vai comprĂĄ-las. Porque acham que nĂŁo vale a pena. Ă fĂĄcil de comprar, mas Ă© problemĂĄtico. Se vocĂȘ tirar os olhos deles por um momento, eles morrem facilmente. O senhor de Arkand deve estar perdido, sem saber o que fazer. Ele provavelmente estĂĄ pensando em como expulsar essas pessoas da cidade agora.
Diante das palavras extremas de Leonard, eu parei e voltei minha consciĂȘncia ao meu prĂłprio corpo.
Talvez o que Leonard estava dizendo estivesse correto. Os refugiados eram pessoas que eu deveria salvar.
Mas eu nĂŁo queria ouvir tais coisas de um aventureiro que nĂŁo tinha responsabilidade alguma. Como se dissesse: âo que vocĂȘ sabe sobre meu sofrimento?â
Eu me afundei em minha cadeira e abaixei os olhos.
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Um mar de pessoas até onde os olhos podiam ver. Eståvamos atravessando essa multidão, indo em direção ao nosso destino.
Arkand não se destacava originalmente, mas, desde que o exército do Rei DemÎnio iniciou seus ataques, a cidade tornou-se um centro próspero para o envio de suprimentos às linhas de frente.
Quando alguém se torna desafortunado, outra pessoa se torna afortunada na mesma proporção. à uma história comum.
E, ao contrårio dos humanos, os demÎnios superiores haviam mirado com precisão Arkand, que se tornara um local estratégico. Era óbvio que atacå-la lhes daria uma vantagem na guerra.
O que era sorte para os humanos era que o senhor dessa cidade era uma pessoa relativamente decente, e ele usou o dinheiro que ganhou para contratar aventureiros para proteger a cidade. Graças a isso, eles conseguiram resistir ao primeiro ataque. Embora pareça que muitos dos aventureiros contratados tenham sido sacrificados. Por isso, estão recrutando novos aventureiros agora. A recompensa é boa. Provavelmente porque tantos aventureiros morreram na batalha anterior, eles acabaram gastando menos dinheiro do que o planejado. Com base nisso, estão oferecendo uma recompensa de sucesso, assumindo que metade morrerå. Se conseguirmos repelir o exército do Rei DemÎnio, provavelmente vão nos pagar ainda mais.
Essa Ă© uma oportunidade.
â Cuidaremos do demĂŽnio. EntĂŁo, multiplique a recompensa por dez.
Eu disse assim que encontramos o cliente em nosso destino. No entanto, como o cliente era o prĂłprio senhor, ele nĂŁo se encontrava diretamente com plebeus. Em vez disso, um cavaleiro sob seu comando lidava comigo.
O lugar era uma sala em um edifĂcio que servia como estação da guarda. Era uma sala simples, com apenas cadeiras e uma mesa, sem decoraçÔes, como se dissesse que aquilo era o suficiente para lidar com aventureiros.
â Dez vezes Ă© muito. AlĂ©m disso, nĂŁo podemos discriminar outros aventureiros.
O cavaleiro era um homem de meia-idade, com alguns cabelos brancos, transmitindo uma aura de experiĂȘncia.
â Ă natural, porque trabalharemos dez vezes mais, certo? Somos aventureiros experientes que sobreviveram Ă feroz batalha de Malica. NĂŁo podemos ser tratados como outros aventureiros. Podemos ir embora, se quiser. Se acha que consegue suportar outro ataque, claro.
â Sobreviventes da batalha de Malica? JĂĄ ouvi falar disso. HistĂłrias de aventureiros habilidosos que exigem recompensas exorbitantes. EntĂŁo era verdade. VocĂȘs lutaram como voluntĂĄrios naquela vez, mas agora lutam por dinheiro?
O cavaleiro franziu a testa.
Diante dessas palavras, Nina mostrou uma expressão de dor, e Sofia lançou um olhar irritado para o cavaleiro. Ephsei parecia desinteressado, olhando pela janela.
â Assim, acabamos todas as nossas boas açÔes para a vida inteira. Fizemos o que podĂamos. AtĂ© Deus entenderia se passĂĄssemos o resto das nossas vidas ganhando dinheiro.
Eu deixei claro que não tinha intenção de baixar o preço.
â Mas, se entende nossas habilidades, essa conversa serĂĄ rĂĄpida. Nunca falhamos em uma Ășnica missĂŁo, sabe? Nem uma vez. Se nos deixar cuidar disso, vocĂȘ pode se despedir do demĂŽnio que lidera o exĂ©rcito do Rei DemĂŽnio. VocĂȘ poderĂĄ dormir em paz Ă noite. NĂŁo quer essa tranquilidade? Esse sono tranquilo. Talvez vocĂȘ nĂŁo tenha entendido seu valor em tempos de paz, mas Ă© a coisa mais importante na vida, sabia? AlĂ©m disso, Ă© algo que vocĂȘ nĂŁo consegue comprar com facilidade, mesmo pagando por isso.
De fato, paz de espĂrito Ă© importante. E Ă© uma coisa complicada, que vocĂȘ nunca obtĂ©m completamente, mesmo quando acha que tem. Os humanos sĂŁo gĂȘnios em encontrar preocupaçÔes.
â Se perder essa chance, pode nĂŁo haver uma prĂłxima.
Tracei meu dedo indicador pelo pescoço.
O cavaleiro mostrou uma expressão contida. Ele provavelmente não tinha confiança em defender a cidade apenas com as forças atuais.
â Vou buscar o julgamento do senhor.
O cavaleiro respondeu, criando rugas profundas entre as sobrancelhas.
â Partiremos desta cidade amanhĂŁ Ă noite. Se os monstros atacarem antes disso, seremos os primeiros a fugir. NĂŁo queremos ser pegos em uma batalha de graça.
Eu disse enquanto me levantava. Meus companheiros me seguiram. Nina abaixou a cabeça levemente, parecendo apologética, enquanto Sofia exibia uma expressão vitoriosa. Ephsei continuava inexpressivo, como sempre.
A resposta foi suficiente. Depois de tomar uma bebida e acordar, uma boa resposta nos aguardaria.
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No final, nĂŁo tivemos que esperar atĂ© o dia seguinte para uma resposta. Naquela noite, recebemos uma mensagem dizendo que âofereceriam dez vezes a recompensa.â
â O acordo estĂĄ fechado. Vamos derrotar o demĂŽnio que lidera o exĂ©rcito do Rei DemĂŽnio.
Eu disse aos meus companheiros enquanto nos reunĂamos em nossa mesa habitual na taberna.
â TambĂ©m consegui algumas informaçÔes. Parece que o exĂ©rcito do Rei DemĂŽnio que estĂĄ atacando Ă© bastante numeroso. Pelo que parece, eles recuaram sem pressionar muito no ataque anterior. EntĂŁo o inimigo ainda tem muita força. Leonard, vocĂȘ realmente acha que consegue lidar com isso?
Sofia tinha uma expressĂŁo no rosto como se estivesse zombando de mim. Sendo de uma famĂlia nobre, ela pode ser um pouco arrogante Ă s vezes. E, ao contrĂĄrio de sua atitude, ela estava preocupada em participar da guerra. Guerras, onde a força coletiva importa, nĂŁo sĂŁo realmente adequadas para aventureiros.
â Sim. O pagamento Ă© bom o suficiente. O resto Ă© sĂł arriscar minha vida. NĂŁo Ă© disso que se trata ser um aventureiro?
â NĂŁo se trata apenas do dinheiro. O importante Ă© se a missĂŁo vale a pena.
Nina nĂŁo dĂĄ tanta importĂąncia ao dinheiro. Ela julga com base em se a missĂŁo vale a pena ser realizada. Isso Ă© bem tĂpico de uma sacerdotisa.
â VocĂȘ nĂŁo acha que essa vale?
â Sim, vale. HĂĄ muitas pessoas nesta cidade. Acho que devemos lutar para salvĂĄ-las. NĂŁo por dinheiroâŠ
Nina não parecia ter objeçÔes a aceitar a missão, mas parecia se sentir culpada por exigir uma recompensa tão alta.
Como sempre, Ephsei simplesmente disse: â Vou deixar com vocĂȘ.
Ă Ăștil ele ser tĂŁo compreensivo.
â Olha, nĂŁo Ă© tĂŁo complicado. SĂł precisamos pensar na perspectiva do inimigo. O ataque anterior deles falhou, mas eles conseguiram sentir a situação. Provavelmente acham que mais uma investida serĂĄ suficiente para tomar esta cidade. Em tais casos, eles nĂŁo vĂŁo recorrer a estratĂ©gias arriscadas ou ataques surpresa. Eles vĂŁo nos atacar de frente, de maneira direta. O lĂder deles provavelmente ficarĂĄ bem atrĂĄs, agindo todo pomposo. Ă assim que a guerra funciona. EntĂŁo, vamos mirar no lĂder por trĂĄs. NĂŁo precisamos enfrentar todos os monstros. Simples, nĂ©?
â Se fosse tĂŁo fĂĄcil assim, ninguĂ©m teria dificuldades em guerras â Sofia disse, provocando.
â Bem, Ă© isso que faz um aventureiro habilidoso; transformar o difĂcil em algo fĂĄcil â eu disse, dando um leve tapa no meu braço.
â Mas nĂŁo precisa ficar muito empolgado. Se as coisas ficarem perigosas, sempre podemos fugir. Vamos com calma, certo?
Depois disso, revisamos a estratĂ©gia especĂfica, e a conversa com meus companheiros terminou.
Tudo o que resta agora Ă© tomar uma bebida e dormir. No entanto, um visitante estranho apareceu diante de mim.
â Ei, este quarto de hospedaria vem com um fantasma de cortesia ou algo assim?
Me saudando quando voltei ao quarto, estava algo envolto em uma tĂșnica antiga com um capuz profundo. Provavelmente nĂŁo era humano. Seu contorno nĂŁo estava claro, quase como se fosse feito de fumaça.
Provavelmente um fantasma ou algum tipo de espĂrito. De qualquer forma, nada bom.
Eu instintivamente saquei minha espada. Minha arma Ă© uma espada imbuĂda com magia, na qual gastei uma fortuna. Ela Ă© eficaz atĂ© mesmo contra inimigos incorpĂłreos.
No entantoâ
â Eu sou o profeta.
A voz nĂŁo era nem masculina nem feminina. NĂŁo dava para saber se era jovem ou velha.
O rosto, escondido no fundo do capuz, estava envolto em uma escuridĂŁo abissal.
â O profeta? Tipo, aquele que escolhe herĂłis?
â Isso mesmo.
Eu conheço o profeta, uma figura lendĂĄria que, conforme relatos, tĂȘm a capacidade de encontrar herĂłis aptos a derrotar o Rei DemĂŽnio.
Se Ă© verdade ou nĂŁo, eu nĂŁo sei. Na verdade, hĂĄ muitos por aĂ que se gabam de terem sido âescolhidos pelo profetaâ.
Até aquele jovem, Carmine, que foi morto por um demÎnio alguns dias atrås, supostamente tinha sido escolhido por um profeta.
Os demĂŽnios nĂŁo sĂŁo burros, entĂŁo andam por aĂ matando esses supostos herĂłis.
Mas quem Ă© o herĂłi nĂŁo me interessa. NĂŁo estou nem aĂ.
â EntĂŁo, o que o estimado profeta quer comigo?
â Aventureiro Leonard, eu o reconheço como o herĂłi.
O autoproclamado profeta declarou solenemente.
â Eu nĂŁo quero isso. DĂĄ muito trabalho.
Respondi prontamente, apontando o polegar para a porta atrĂĄs de mim.
â A saĂda Ă© por ali. Por que nĂŁo procura um herĂłi mais a sĂ©rio? Viver por tanto tempo te fez querer fazer algo esquisito? NĂŁo posso participar dessas brincadeiras caprichosas. A propĂłsito, eu recomendaria o Santo da Espada Leon como herĂłi. Ouvi dizer que ele Ă© um filho de uma famĂlia nobre com habilidades considerĂĄveis com a espada. Tenho certeza de que ele ficaria feliz em aceitar.
â Por que vocĂȘ se recusa?
â Porque nĂŁo hĂĄ recompensa. Sou um aventureiro, sabe? NĂŁo trabalho de graça.
Dei de ombros, ainda segurando minha espada.
â Se vocĂȘ derrotar o Rei DemĂŽnio, garantirĂĄ o posto de rei. Isso deveria ser recompensa suficiente.
Havia um leve tom de hesitação nessas palavras, por algum motivo.
â Quem iria querer ser rei? Ă o trabalho que eu mais odeio no mundo. Eles se acham superiores, mas nĂŁo fazem nada por conta prĂłpria. AlĂ©m disso, nĂŁo quero me casar com alguma princesa que nem gosto. Provavelmente Ă© sĂł uma mulher mimada e arrogante, certo? Quem escolheria uma mulher assim por vontade prĂłpria?

Assim que terminei de falar, uma aura hostil emanou do profeta.
Qual Ă© o problema?
â Mas se vocĂȘ nĂŁo derrotar o Rei DemĂŽnio, o mundo vai acabar. EstĂĄ tudo bem para vocĂȘ?
â Isso nĂŁo Ă© problema meu. Ă algo para o rei, os nobres e os grandes figurĂ”es se preocuparem. NĂŁo Ă© algo que um aventureiro de baixo nĂvel como eu deva pensar.
â Leonard, do jeito que as coisas estĂŁo, o mundo vai acabar. Mas vocĂȘ tem o poder de mudar o destino. NĂŁo estou dizendo para fazer pelos outros. Derrote o Rei DemĂŽnio por vocĂȘ mesmo.
â Por mim mesmo? Por mim mesmo, Ă© isso?
Senti o sangue subir à cabeça.
â Esse Ă© o tipo de papo que cafajestes soltam, profeta. Ă o discurso usado por lixo que tenta manipular as pessoas para sua prĂłpria conveniĂȘncia, alegando que Ă© para o benefĂcio delas. Cai fora. NĂŁo apareça mais na minha frente.
Talvez percebendo minha raiva, o profeta desapareceu como fumaça.
Impressionante. Sumir quando as coisas ficam inconvenientes. Provavelmente Ă© uma das habilidades mais necessĂĄrias na vida.
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Ficamos na cidade de Arkand por cerca de dez dias. Nossos nomes se espalharam como os de aventureiros gananciosos que exigiam dez vezes a recompensa usual, entĂŁo nĂŁo era uma estadia muito confortĂĄvel.
â A culpa Ă© sua por estarmos sendo tratados como vilĂ”es tambĂ©m â Sofia reclamou comigo. No entanto, foi ela que lançou magia impiedosamente em alguns homens que nos abordaram, aumentando ainda mais nossa mĂĄ reputação.
Nina passava todos os momentos livres cuidando dos refugiados. Parecia que ela achava que estava fazendo isso em segredo, provavelmente com medo de que eu dissesse algo se descobrisse. Mas era óbvio, jå que havia até pessoas chamando-a de santa por seu trabalho dedicado.
Ephsei passava seu tempo bebendo quando nĂŁo estava treinando comigo. Parece que ele foi desafiado para lutas na taberna vĂĄrias vezes, mas, segundo relatos, derrotou todos os desafiantes silenciosamente. Sendo o Ășnico guerreiro a sobreviver Ă Batalha de Malica, nenhum grupo de dez caras comuns teria chance contra ele.
â E entĂŁo, aqueles que estĂĄvamos esperando chegaram…
â Ă o exĂ©rcito do Rei DemĂŽnio! â o grito veio de uma das torres de vigia que o lorde havia erguido a grande custo.
Também subimos na muralha externa para confirmar a presença do exército do Rei DemÎnio.
â NĂŁo sĂŁo sĂł cem ou duzentos. Devem ser mil. Parece que reuniram monstros de todos os lados. NĂŁo hĂĄ uniformidade entre eles.
Sofia, que havia aprimorado sua visĂŁo com magia, rapidamente estimou a força do inimigo. Sua eficiĂȘncia em tais questĂ”es Ă© impressionante. Ela faz jus Ă sua atitude altiva.
A falta de uniformidade no exército do Rei DemÎnio é bem-vinda. Quando monstros bem treinados são usados de maneira organizada, não hå brecha para explorar.
â Procurem o demĂŽnio. Pode haver mais de um, entĂŁo busquem com atenção, okay?
A estratĂ©gia de derrubar o lĂder nĂŁo pode ser usada repetidamente.
SĂł Ă© eficaz quando o oponente pensa que estĂĄ no ataque. Uma vez que eles estejam em guarda, acabou. Por isso, precisamos eliminar todos os demĂŽnios de uma sĂł vez.
â NĂŁo seria âpor favor, procure com atençãoâ?
Mesmo dizendo isso, Sofia não tirava os olhos do exército do Rei DemÎnio.
â Por favor, procure com atenção, minha senhora â corrigi-me educadamente. Embora ela nĂŁo tenha mais idade para ser chamada de âminha senhora.â
â âŠEu vejo apenas um. Ele estĂĄ se posicionando arrogantemente lĂĄ atrĂĄs, como se fosse muito importante. Ă fĂĄcil de identificar com seu corpo verde. Olhei de ponta a ponta, e nĂŁo hĂĄ outros. DĂĄ para saber onde estĂĄ o demĂŽnio porque Ă© a Ășnica parte do exĂ©rcito marchando com alguma tensĂŁo. Tenho certeza disso.
â Devemos ser gratos pela falta de pessoal no exĂ©rcito do Rei DemĂŽnio.
Até onde eu sei, raramente vi vårios demÎnios agindo simultaneamente.
A exceção foi o grande exĂ©rcito que vi em Malica. Naquela ocasiĂŁo, havia demĂŽnios poderosos por toda parte. Aquela batalha deve ter sido importante o suficiente para que eles se reunissem em tal nĂșmero.
A Batalha de Malica resultou em muitas baixas no lado humano, mas os demÎnios devem ter sofrido perdas semelhantes. Como resultado, os demÎnios provavelmente se tornaram recursos valiosos para o exército do Rei DemÎnio.
Eles provavelmente nĂŁo podem se dar ao luxo de usar muitos demĂŽnios preciosos apenas para capturar uma cidade.
â Vamos seguir com o plano. Os moradores devem estar evacuando pelo portĂŁo oposto. Vamos nos misturar a eles, dar a volta e eliminar o demĂŽnio.
A evacuação dos moradores antes da batalha começar é uma decisão do lorde. Não é incomum. Não hå motivo para manter civis por perto. Aqueles que não evacuam seu povo é que são a exceção, embora existam muitos lordes estranhos assim.
SaĂmos da cidade com calma, acompanhando o movimento dos residentes.
Algumas pessoas nos lançaram olhares acusadores enquanto saĂamos pelo portĂŁo, nos misturando Ă multidĂŁo, mas nĂŁo podĂamos nos dar ao luxo de prestar atenção neles.
â Algum olhar atento? â perguntei Ă Sofia.
â Nenhum. NĂŁo sinto monstros ou presenças mĂĄgicas por perto. Devemos conseguir nos mover sem problemas â Sofia respondeu prontamente, depois de ter examinado minuciosamente a ĂĄrea em busca de vigilĂąncia inimiga e presenças usando magia.
Nos separamos discretamente do grupo de moradores. Alguns deles nos observaram ansiosamente, provavelmente esperando que pudĂ©ssemos protegĂȘ-los caso algo acontecesse.
Eu não gosto de pessoas que tentam viver dependendo dos outros. Lancei um olhar ameaçador para aqueles moradores enquanto começåvamos a nos mover para contornar a retaguarda do exército do Rei DemÎnio.
A ĂĄrea em que o exĂ©rcito avançava poderia ser chamada de planĂcie, mas havia tambĂ©m ĂĄreas com grama alta, o que facilitava nosso movimento furtivo.
Agora sĂł precisĂĄvamos esperar o momento em que eles atacassem. Esse seria o ponto em que estariam mais vulnerĂĄveis.
Ă claro que o demĂŽnio nĂŁo Ă© estĂșpido. Ele manterĂĄ o nĂșmero mĂnimo de monstros ao redor para sua proteção.
SĂł podemos torcer para que esse nĂșmero seja o menor possĂvel.
No fim, tudo depende da sorte. Como sempre.
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O demĂŽnio estava confiante na vitĂłria. No ataque anterior, havia conseguido causar danos considerĂĄveis aos humanos. Agora, havia reunido o mesmo nĂșmero de monstros. Certamente, os humanos nĂŁo teriam como se defender desta vez.
Quando a cidade humana chamada Arkand começou a se desenhar Ă vista, o demĂŽnio levantou a voz. NĂŁo era em sua prĂłpria lĂngua, mas um rugido que estimulava o espĂrito de combate dos monstros. Em outras palavras, uma ordem de ataque.
Os monstros começaram a correr, como se estivessem descontando a frustração de ter que marchar obedientemente contra sua natureza selvagem. Os monstros, assim como os demĂŽnios, sĂŁo subordinados ao mesmo deus. Embora de inteligĂȘncia baixa, eles instintivamente desconfiam dos humanos, que sĂŁo subordinados a um deus oposto.
Os monstros liderados pelo demĂŽnio eram, em sua maioria, goblins. Aproximadamente do tamanho de crianças humanas, eles sĂŁo considerados os mais fracos dos monstros. Embora fracos individualmente, sĂŁo um tanto Ășteis em batalhas em grupo, suficientes para aumentar o nĂșmero de combatentes.
O demÎnio lançou um olhar aos dez monstros ao seu redor.
Hobgoblins. Apesar de se parecerem com goblins, possuem uma constituição impressionante, superior à dos homens humanos. São também relativamente inteligentes e habilidosos com armas, sendo mais fortes que a maioria dos guerreiros humanos, até mesmo individualmente.
Os hobgoblins estremeceram ao som da voz do demÎnio, mas logo se controlaram e permaneceram no lugar. Ao ver isso, o demÎnio ficou satisfeito. Até mesmo entre os humanos, os mais såbios visam o demÎnio. Para se preparar para isso, o demÎnio mantém os hobgoblins como guardas pessoais.
Com isso, nĂŁo havia chance de derrota.
DemĂŽnios sĂŁo os escolhidos por deus. Eles nĂŁo devem jamais ficar atrĂĄs dos humanos.
O demÎnio se aproximou lentamente da cidade acompanhado pelos hobgoblins. A batalha jå havia começado e, embora os humanos estivessem resistindo desesperadamente, os inimigos tinham a vantagem numérica. Os humanos não conseguiriam aguentar.
Os ogros, conhecidos por sua força, estavam tentando derrubar os portÔes, enquanto eram alvejados por flechas.
Os ogros sĂŁo monstros humanoides com chifres, ainda maiores que os hobgoblins. SĂŁo particularmente odiados pelos humanos porque devoram pessoas.
O fim estava prĂłximo. Antes que o demĂŽnio percebesse, todos os monstros, exceto os hobgoblins, jĂĄ haviam entrado na cidade para atacar. Mas isso nĂŁo era um problema. Certamente os humanos nĂŁo tinham mais meios de contra-atacar.
Huh?
Nesse momento, o demÎnio sentiu um aumento de poder mågico. Essa sensação surge quando se estå sendo alvo de magia.
â EscuridĂŁo nascida das sombras, proteja-me.
O demÎnio entoou um feitiço simples para criar uma barreira como defesa. Embora haja diferenças individuais na capacidade dos humanos de usar magia, quase todos os demÎnios podem uså-la sem exceção.
Sem demora, um estrondo trovejou, e um poderoso ataque mågico colidiu com a barreira do demÎnio. Parecia ser um feitiço do tipo explosão. Incapaz de bloquear completamente o ataque, dois hobgoblins foram derrotados.
Como esperado, um usuĂĄrio de magia. Havia uma emboscada?
A magia não é onipotente. A direção do aumento do poder mågico då uma ideia aproximada da posição do lançador. A localização do usuårio de magia estava na direção oposta da cidade.
Eles esperaram atĂ© que os monstros ao redor diminuĂssem?
O demĂŽnio considerou isso uma decisĂŁo racional. Se tivessem atacado antes, poderiam ter prolongado a batalha pela cidade, mas parecia que o oponente havia usado a cidade como isca para mirar no demĂŽnio.
à uma estratégia eficaz contra o exército do Rei DemÎnio, que não pode se dar ao luxo de perder os demÎnios que comandam os monstros.
Claro, o demĂŽnio nĂŁo tinha intenção de permitir que lançassem outro feitiço sem oposição. Apontando na direção onde o usuĂĄrio de magia estava escondido, o demĂŽnio enviou trĂȘs hobgoblins correndo. O prĂłprio demĂŽnio sacou sua espada, preparando-se para ataques inimigos.
à improvåvel que apenas um usuårio de magia esteja à espreita. Certamente haveria guerreiros por perto também.
Enquanto o demÎnio fazia os cinco hobgoblins restantes ficarem atentos ao seu redor, alguém atacou de repente de cima. Um guerreiro humano com uma lança empalou um dos hobgoblins de cima.
O hobgoblin soltou um grito curto antes de morrer.
O demĂŽnio tentou cercar o guerreiro imediatamente, mas um guerreiro com espada emergiu da grama, pegando outro hobgoblin desprevenido e o abatendo. Restavam trĂȘs hobgoblins.
Os trĂȘs enviados para procurar o usuĂĄrio de magia nĂŁo retornaram. Devem ter sido derrotadosâembora o demĂŽnio nĂŁo tenha sentido estar sendo alvo de magia.
Agora eram quatro contra dois, incluindo o demĂŽnio. A situação nĂŁo estava tĂŁo ruim. O demĂŽnio decidiu enfrentar o guerreiro com espada, direcionando os trĂȘs hobgoblins contra o guerreiro com lança.
Sempre que possĂvel, o demĂŽnio preferia batalhas um contra um. Estava confiante em sua prĂłpria força.
O demĂŽnio brandiu sua grande espada como se estivesse prestes a esmagĂĄ-la no chĂŁo.
DemĂŽnios frequentemente manejam espadas enormes para demonstrar plenamente seu poder. Na verdade, por mais habilidoso que fosse, poucos humanos poderiam resistir diretamente Ă poderosa espada de um demĂŽnio.
O guerreiro evitou o golpe, permanecendo fora de alcance.
EntĂŁo, terei que me aproximar
Os humanos são obcecados em aperfeiçoar suas habilidades com a espada, mas isso ocorre porque não hå muita diferença em força individual, então eles tentam obter vantagem através da técnica. Se alguém pode simplesmente dominar pela força, não hå espaço para a técnica entrar em jogo. De fato, o demÎnio partiu para o próximo ataque imediatamente após ver o movimento evasivo do guerreiro. O alvo era a cabeça. Não havia brecha no golpe inicial.
No entanto, o guerreiro também avançou simultaneamente. Mais råpido que o demÎnio. Como se previsse a trajetória do próximo ataque, o guerreiro abaixou-se e balançou sua espada.
A espada do demĂŽnio cortou o ar, enquanto a espada do guerreiro cortava a perna do demĂŽnio.
Que espada vil!
O demĂŽnio gemeu involuntariamente.
Embora cavalheirismo nĂŁo exista no mundo dos demĂŽnios, ainda hĂĄ algumas regras nĂŁo ditas.
Basicamente, assume-se que força ou poder mågico serão confrontados diretamente. à assim que eles determinam o vencedor e mostram claramente quem é superior.
Estabelecer claramente relaçÔes de poder. Isso é o que importa para os demÎnios.
Portanto, métodos de luta desleais, como mirar nas pernas, não são bem vistos.
Felizmente, o ferimento nĂŁo foi profundo. Mas o demĂŽnio nĂŁo conseguia mais apoiar o peso naquela perna.
O demÎnio balançou sua grande espada usando apenas a parte superior do corpo. O alcance da grande espada ainda era longo, representando uma ameaça significativa. No entanto, o guerreiro não o confrontava diretamente, optando por circular ao redor do demÎnio em busca de pontos cegos. Sempre que uma brecha surgia, o guerreiro se aproximava, desferia um golpe e recuava.
O corpo do demĂŽnio acumulava cada vez mais ferimentos. O golpe inicial na perna o impedia de se mover como desejava.
Olhando para os hobgoblins, o demĂŽnio percebeu que, de alguma forma, eles haviam sido afastados.
O guerreiro com a lança havia atraĂdo os hobgoblins para longe, separando-os do demĂŽnio.
O demĂŽnio estava prestes a chamar por ajuda, mas se conteve. Seu orgulho nĂŁo o permitia pedir assistĂȘncia dos monstros inferiores que desprezava.
Ele desejava ao menos poder usar magia. No entanto, o guerreiro parecia antecipar suas intençÔes, lançando ataques implacåveis.
Este humano nos entende bem.
O demÎnio percebeu. O guerreiro o havia desafiado com um profundo entendimento sobre a natureza dos demÎnios. Ele veio para derrotå-lo como se estivesse caçando uma presa, não permitindo que ele fizesse nada.
Finalmente, seus olhares se cruzaram. A essa altura, o corpo do demĂŽnio estava coberto de ferimentos e nĂŁo se movia como ele queria.
Os olhos do guerreiro pareciam ter pena dele.
No entanto, no fundo daqueles olhos, o demĂŽnio sentiu um Ăłdio intenso.
â» â» â»
â Finalmente morto, hein?
Recuperei o fĂŽlego, finalmente encarando o demĂŽnio caĂdo no chĂŁo, imĂłvel.
DemĂŽnios sĂŁo mais racionais que humanos, mas atĂ© eles demonstram vestĂgios de orgulho em combate. A menos que haja uma diferença significativa de poder, explorar essa fraqueza os torna derrotĂĄveis.
Se ao menos um hobgoblin tivesse permanecido, minhas chances de vitĂłria teriam sido mĂnimas. Mas este demĂŽnio, querendo lutar um contra um, deliberadamente enviou todos os trĂȘs hobgoblins atrĂĄs de Ephsei. Esse foi seu erro.
Ainda assim, não saà ileso. A espada do demÎnio havia me cortado na lateral, deixando um ferimento consideråvel. Enfaixei-o rapidamente com um pedaço de tecido, mas, na verdade, até caminhar dói.
â Bem, melhor eu ir ajudar agora.
Levantei-me, suando profusamente.
Consegui derrubar o primeiro por surpresa, mas hobgoblins sĂŁo monstros formidĂĄveis. Um pode ser gerenciĂĄvel, mas enfrentar trĂȘs simultaneamente Ă© quase impossĂvel de vencer.
A arma de Ephsei, uma lança com bom alcance, permite que ele mantenha os hobgoblins afastados, mas ele deve estar suando frio por dentro.
Além disso, Sophia e Nina devem estar voltando em breve. As duas estão fugindo enquanto atraem os hobgoblins. Hobgoblins, carregados com armas e armaduras, não são particularmente råpidos. Por outro lado, Sophia, a maga, e Nina, a sacerdotisa, sem armadura, são leves e ågeis. Elas devem estar mantendo uma distùncia perfeita enquanto escapam, usando essa diferença a seu favor.
Depois de afastar os guardas assim, eu derrotaria o demÎnio. Essa era nossa estratégia para esta missão.
â …Estou exausta. Ei, sabia que o trabalho de um mago Ă© mexer a boca, nĂŁo os pĂ©s? Isso Ă© trabalho de cavalo. Leonard, vocĂȘ nĂŁo estĂĄ usando seus companheiros de forma errada?
Sophia, sentada exausta, reclamou amargamente.
â AtĂ© magos precisam de resistĂȘncia. Ă melhor ser versĂĄtil.
â EntĂŁo por que vocĂȘ nĂŁo tenta usar magia?
â Vou considerar isso.
Dei de ombros.
â Achei essa estratĂ©gia cansativa tambĂ©m. Os hobgoblins nĂŁo eram rĂĄpidos, mas nĂŁo se cansavam e continuavam nos perseguindo sem parar. AtĂ© rezei a Deus no meio do caminho. Por ajuda.
Inusitadamente, Nina expressou sua exaustão com uma piada. Apesar de ter reforçado seu corpo com milagres divinos, ela parecia bastante cansada, talvez devido ao desgaste.
Conseguimos derrubar os trĂȘs hobgoblins que perseguiam as duas com um ataque surpresa por trĂĄs.
Enquanto isso, Ephsei estava sentado silenciosamente em uma pedra. Com a lança apoiada no ombro, sua cabeça estava inclinada para baixo. Ele parecia exausto tanto fĂsica quanto mentalmente, depois de todas as manobras arriscadas que fez.
Derrotamos facilmente os hobgoblins que Ephsei estava enfrentando quando nos reunimos. Isso também fazia parte do plano. Mas todos estavam cansados. Mesmo eu, apesar de ter sido curado, ainda sentia dor por causa do ferimento.
â Nina, preciso de uma oração para recuperar da fadiga. Nesse ritmo, vamos perder a cidade.
Derrotar o demĂŽnio nĂŁo muda o fato de que Arkand estĂĄ em desvantagem.
Precisamos voltar para a cidade agora e informar aos monstros que derrotamos o demĂŽnio. Para isso, precisamos nos recuperar da fadiga. Ă bom termos derrotado o demĂŽnio, mas seria uma piada se a cidade caĂsse e nĂłs nĂŁo fĂŽssemos pagos.
â Leonard, seu ferimento foi o mais profundo. Mesmo que eu tenha curado antes, ainda estĂĄ doendo, nĂŁo Ă©? Talvez vocĂȘ devesse descansar mais um pouco…
Nina demonstrou preocupação comigo.
â NĂŁo se preocupe comigo. Preocupe-se com nossa recompensa. Se nĂŁo voltarmos logo, vamos ficar sem tempo.
Forçando um sorriso, apesar da dor, vi Nina começar a orar silenciosamente para seu Deus.
Enquanto isso, observei o rosto do demĂŽnio morto. Sua expressĂŁo era literalmente a de um espĂrito maligno. Ele devia estar insatisfeito por ter sido derrotado por minhas tĂĄticas desonestas.
Eu preciso cortar sua cabeça. Vamos exibi-la para intimidar os monstros e forçå-los a recuar.
â NĂŁo me olhe assim. Tenho certeza de que nĂŁo vou ter uma morte decente tambĂ©m.
Estou bem ciente de que minha prĂłpria morte provavelmente serĂĄ miserĂĄvel.
A cabeça do demÎnio provou ser incrivelmente eficaz. Assim que retornamos à cidade e a exibimos, os monstros fugiram de medo. Valeu a pena nos forçarmos a voltar.
No entanto, parece que chegamos no limite do tempo.
O cavaleiro idoso, que estava atuando como representante do senhor na defesa da cidade, nos deu uma resposta habilidosa, metade gratidĂŁo e metade raiva.
Ele nos agradeceu por termos derrotado o demĂŽnio, mas reclamou que um tempo considerĂĄvel havia se passado desde que a cidade foi atacada, resultando em grandes baixas entre as forças de defesa. NĂŁo importava se eram cavaleiros, soldados ou aventureiros, metade havia caĂdo na batalha.
â NĂŁo poderiam ter derrotado o demĂŽnio um pouco mais cedo?
Sua expressão estava cheia de tristeza. Ele provavelmente perdeu alguém próximo.
Em contraste, nenhum de nĂłs sofreu baixas. Isso era algo que ele nĂŁo conseguia aceitar.
Ele queria dizer que nĂŁo lutamos como se nossas vidas estivessem em jogo.
â Nosso trabalho era derrotar o demĂŽnio, nĂŁo salvar a cidade. Cumprimos nosso dever.
Isso era tudo o que eu podia dizer. HĂĄ um limite para o que as pessoas podem fazer. Se fĂŽssemos herĂłis, talvez tivĂ©ssemos agido de maneira mais altruĂsta, mas nĂŁo Ă© o que somos.
O senhor aprovou generosamente a recompensa que exigi. A morte do demĂŽnio, um comandante no exĂ©rcito do Rei DemĂŽnio, significava um perĂodo de paz para a cidade, embora provavelmente nĂŁo durasse muito.
Tradução: ParupiroHPara estas e outras obras, visite o Cantinho do ParupiroH â Clicando Aqui
Tradução feita por fãs.
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