Dare ga Yuusha wo Koroshita ka – CapĂ­tulo 7 – Volume 1

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Dare ga Yuusha wo Koroshita ka
Who Killed the Hero?
Quem Matou o HerĂłi?

MangĂĄ Online – CapĂ­tulo 07
[CapĂ­tulo do HerĂłi]


Dois anos apĂłs viajar, cheguei ao lugar onde costumava ser o extinto Reino de Malica. A vila Letin, terra natal do meu pai, era o destino provisĂłrio da minha jornada.

Como o Reino de Malica era o país mais próximo do território do Rei DemÎnio, ele permaneceu devastado, mesmo dois anos após a derrota do Rei DemÎnio, com quase nenhuma presença humana.

Talvez nĂŁo haja mais nada para encontrar lĂĄ.

Meu falecido pai sempre dizia que queria que eu conhecesse meu avĂŽ, que vivia na vila Letin. É por isso que vim atĂ© aqui, mas a essa altura, a prĂłpria vila pode jĂĄ ter desaparecido.

Sem meu pai ou minha mãe, se meu avÎ também se foi, para onde no mundo eu iria?

Eu vivi para derrotar o Rei DemĂŽnio no lugar de Ares.

Depois de realizar essa tarefa, para ser honesto, eu nĂŁo sabia o que fazer. Enquanto viajava, fazia coisas que imitavam aventureiros. Ajudava a reconstruir vilas e cidades, e derrotava monstros quando solicitado. Quando as pessoas me agradeciam, eu me sentia um pouco realizado.

Minha vida sempre foi atrasada demais. Eu queria salvar meu pai e minha mãe, mas, como criança, não tinha poder algum. Treinei com Ares em espada e magia, mas não consegui aprender nada direito. Apesar de ser filho do meu pai, não conseguia ser bom com uma espada. Apesar de ser filho da minha mãe, não conseguia usar magia.

Por isso, não pude ser a força que Ares precisava como herói. Eu o deixei morrer.

Ao entrar na Academia Pharme como Ares, de alguma forma aprendi habilidades de espada e magia, mas mesmo isso não era nada de mais. Eu sabia disso melhor que ninguém.

Mesmo tendo me esforçado para me tornar o herói, só consegui derrotar o Rei DemÎnio porque Leon, Maria e Solon estavam comigo. De maneira alguma foi com o meu próprio poder.

Se eu tivesse pedido ao profeta, talvez houvesse um mundo onde Ares ainda estivesse vivo.

Mas eu nĂŁo pude fazer isso. Achei que era algo que eu nĂŁo deveria fazer.

Minha vida foi cheia de coisas que não deram certo, eu não consegui salvar ninguém que eu queria salvar, mas, ainda assim, dei o meu melhor, e não queria invalidar o que fiz.

Mas… no fim, nĂŁo me restou nada. Voltando como Zack, separando-me dos meus trĂȘs amigos, viajar sozinho parecia vazio.

Eu queria ver a Princesa Alexia. Ela me disse: “NĂŁo morra! VocĂȘ nĂŁo precisa derrotar o Rei DemĂŽnio! Apenas fique vivo!” Essas palavras me deixaram feliz. Ela se preocupava comigo, nĂŁo como o herĂłi Ares, mas como um ser humano. Ela olhou para mim, e nĂŁo para o herĂłi.

No entanto, eu nĂŁo posso voltar Ă  capital real. Se eu o fizesse, arruinaria tudo.

Baseado no mapa que fiz com informaçÔes coletadas de refugiados de Malica que fugiram para outros países, eu deveria estar chegando à localização da vila Letin em breve. Isso é, se a vila ainda estiver lå.

No céu distante, vi uma fumaça branca. Alguém estå lå. Meus pés, que caminhavam, ganharam um pouco mais de força.

À frente de onde eu caminhava, havia algo parecido com uma vila. As construçÔes estavam dilapidadas, mas havia pessoas.

Enquanto eu me aproximava, um velho vindo da vila se aproximou. Suas roupas nĂŁo estavam muito arrumadas e eu podia notar a dificuldade que enfrentava na vida.

— Sou o chefe da vila Letin. VocĂȘ, por acaso, Ă© parente de Vince?

O velho disse. Vince Ă© o nome do meu avĂŽ.

— Sou o neto dele. Meu nome Ă© Zack. Meu pai Ă© Luke.

— Luke… que nostalgia. Ele estĂĄ bem?

— Ele morreu lutando contra o exĂ©rcito do Rei DemĂŽnio.

— Entendo…

O velho fechou os olhos e baixou um pouco a cabeça. Como se estivesse lamentando os falecidos.

— Muitas pessoas tambĂ©m morreram nesta vila. Vince tambĂ©m.

Como eu pensava, meu avĂŽ havia falecido. Eu nĂŁo esperava muito, mas ainda assim foi um pouco chocante.

— VocĂȘ se parece muito com Vince. Foi assim que eu soube. Venha, vou guiĂĄ-lo atĂ© o tĂșmulo dele.

Dizendo isso, o velho começou a caminhar. Eu o segui.

No caminho, encontrei alguns aldeĂ”es, mas quando o velho explicou: — Ele Ă© neto de Vince.

Todos queriam apertar minha mĂŁo.

— Seu avî nos salvou.

Fui levado a uma casa dilapidada nos arredores, perto da montanha. De lĂĄ, podia-se ter uma visĂŁo geral da vila Letin. Ao lado, havia uma pequena lĂĄpide.

— Esta Ă© a casa onde Vince viveu. Luke tambĂ©m nasceu aqui. Fiz esta lĂĄpide logo que voltei para esta vila. O corpo na verdade nĂŁo estĂĄ aqui. Apenas meus sentimentos.

O velho juntou as mĂŁos em frente ao peito e orou. Eu o imitei.

— Que tipo de pessoa era meu avî?

Meu pai sempre me dizia: “A pessoa que mais respeito no mundo.” Pelas reaçÔes dos aldeĂ”es, eu tambĂ©m podia perceber que ele era uma pessoa admirĂĄvel.

— Ele era um cara desajeitado.

O velho riu. Foi uma resposta inesperada.

— Vince e eu Ă©ramos amigos de infĂąncia. Desde pequenos, brincando juntos, eu era melhor que ele em tudo, ele nĂŁo tinha talento.

Soava exatamente como a histĂłria de mim e Ares.

— Mas sabe, no fim, acho que perdi para Vince. Eu parava assim que ficava bom em alguma coisa, mas aquele cara continuava com tenacidade atĂ© conseguir dominar aquilo, entĂŁo acabava se tornando parte de quem ele era. SĂł com talento, vocĂȘ nĂŁo vence alguĂ©m assim.

O velho falava alegremente. Por alguma razĂŁo, parecia que eu estava sendo elogiado.

— Ouvi dizer que meu avĂŽ era caçador. Mas ele tambĂ©m fazia coisas de aventureiro?

Esses eram fragmentos que eu tinha ouvido de meu pai quando era pequeno.

— Ele nasceu em uma famĂ­lia de caçadores, entĂŁo se tornou caçador tambĂ©m. Quando começou a caçar, era inĂștil e levava muitas broncas do pai.

— Então ele persistiu com tenacidade?

— NĂŁo Ă© questĂŁo de tenacidade. Quando ele nĂŁo conseguia pegar nenhuma presa, se isolava na montanha e nĂŁo voltava. NĂŁo apenas por um ou dois dias. Muitos dias. AtĂ© o pai dele ficava preocupado e ia buscĂĄ-lo. A falta de talento e perseverança dele podem ter sido as piores do mundo, foi o que pensei.

Eu estava começando a rir um pouco. Talvez eu me parecesse com meu avÎ.

— Eventualmente, ele melhorou na caça e arranjou uma esposa. Ela faleceu cedo, mas era uma mulher bonita e talentosa. Luke puxou Ă  mĂŁe. Mas Luke tambĂ©m era muito prĂłximo de Vince.

Eu não sabia muito sobre minha avó. Como ela faleceu quando meu pai era pequeno, ele também não a lembrava bem.

— Quanto a mim, nascido na famĂ­lia do chefe da vila, eu trabalhava nos campos e cuidava da vila. EntĂŁo, em certo momento, monstros começaram a aparecer. Isso foi um problema. Como uma vila pequena, nĂŁo tĂ­nhamos dinheiro para contratar aventureiros. EntĂŁo pedi ajuda a Vince. “VocĂȘ pode caçar os monstros?” perguntei.

…Essa Ă© uma solicitação irracional. O nĂ­vel de perigo entre animais e monstros Ă© incomparĂĄvel. Se caçadores pudessem caçar monstros, quem precisaria de aventureiros?

Percebendo meu olhar incrédulo, o velho apressadamente continuou.

— Eu sabia que era irracional. Não tinha intenção de forçá-lo. Mas Vince aceitou. Claro, eu paguei a ele uma recompensa comparável à caça, embora muito menor do que a de um aventureiro.

Meu avĂŽ parecia ser bem generoso.

— Naturalmente, ele foi inĂștil no começo. Mas todos conheciam Vince, entĂŁo esperavam que ele desse um jeito se tivesse tempo. Mesmo sendo ruim nas coisas, todos o amavam e confiavam nele de qualquer forma.

— Então ele conseguiu caçar monstros?

— Sim, talvez depois de um ano ele conseguiu derrotar monstros com cuidado e paciĂȘncia, melhorando armas e armadilhas. Fomos salvos graças a ele. No entanto, os rumores se espalharam e outras vilas tambĂ©m começaram a pedir para ele exterminar monstros. Ele aceitava sem reclamar. À medida que concluĂ­a cada subjugação de monstros, ficou conhecido como o HerĂłi da Fronteira.

— HerĂłi…?

Isso era novidade para mim.

— Bem, foi o quanto nós o apreciávamos. O verdadeiro herói derrotou o Rei Demînio e salvou o mundo, mas para nós, se os monstros nas proximidades não fossem derrotados, literalmente não teríamos um amanhã. Luke admirava e aspirava ser como seu pai, o herói, em vez de seguir a carreira de caçador.

— Entendo.

Meu pai dizia: “Tornei-me aventureiro para ajudar as pessoas.” Isso deve ter sido influĂȘncia do meu avĂŽ.

— Luke deixou a vila para se tornar aventureiro, mas planejava eventualmente voltar e assumir as subjugação de monstros do seu avî. No entanto, antes disso, o Rei Demînio apareceu e começou a invadir este país.

O Rei DemÎnio começou a invadir Malica quando eu tinha seis anos, se me lembro bem.

— O primeiro a perceber foi Vince. Um dia, ele disse: “Os monstros estão agindo de forma estranha”. Ele deduziu isso com base no aumento e nas mudanças de atividade. Vince me avisou. “A vila deveria fugir para longe”, ele disse.

— …O que vocĂȘ fez?

Eu jĂĄ imaginava a resposta.

— Eu acreditei nele, mas os aldeĂ”es nĂŁo. Ou melhor, eles nĂŁo podiam fugir. Fugir para uma vila prĂłxima seria a mesma coisa, nĂŁo tinham conexĂ”es com lugares distantes. NinguĂ©m podia abandonar suas vidas atuais e ir para outro lugar. Eles esperavam que a previsĂŁo infeliz de Vince estivesse errada e que tudo acabasse por ali.

Exatamente como eu imaginava. As pessoas sĂł consideram as possibilidades convenientes. Elas nĂŁo pensam com clareza, mas nĂŁo conseguem abandonar o desejo de que as coisas saiam como elas querem. Mas isso pode ser inevitĂĄvel.

— No final, ele estava certo. Um dia, Vince relatou que um bando de monstros estava se aproximando da vila. Mesmo assim, os aldeĂ”es se recusaram a acreditar atĂ© verem os monstros com seus prĂłprios olhos. Claro, quando isso aconteceu, jĂĄ era tarde demais.

— E o que aconteceu?

— Vince e eu estĂĄvamos nos preparando para fugir, apenas nĂłs dois. O que levar, qual caminho tomar, quem resgatar, vĂĄrias coisas. De acordo com esse plano, conseguimos que os aldeĂ”es fugissem. Eu liderei todos, ele ficou na retaguarda. O trabalho dele era segurar os monstros com armadilhas preparadas com antecedĂȘncia.

— EntĂŁo meu avĂŽ…

— Sim, ele morreu naquela ocasiĂŁo. Parece que ele continuou lutando contra os monstros atĂ© o fim, para que o mĂĄximo de aldeĂ”es possĂ­vel escapasse em segurança. Alguns aldeĂ”es morreram tambĂ©m. Mas muitos mais sobreviveram graças a ele.

Meu pai e minha mãe também morreram lutando pelos outros. Meu avÎ morreu lutando pelos outros da mesma forma.

— O caminho que Vince preparou levou ao paĂ­s vizinho. Embora Malica tenha sido destruĂ­da, os aldeĂ”es de Letin que fugiram graças a ele sobreviveram. A vila agora estĂĄ se recuperando com os aldeĂ”es retornando, tudo graças a Vince.

Os olhos do velho ficaram Ășmidos.

— Na verdade, alguns dias antes do ataque dos monstros, eu disse a Vince “Vamos fugir juntos”, minha famĂ­lia e Vince. NĂŁo havia necessidade de ficar pelos aldeĂ”es que nĂŁo ouviam. Mas ele nĂŁo concordou. “Eu vou ficar aqui”, ele disse. Ainda nĂŁo entendo o porquĂȘ. Eu nĂŁo queria que ele morresse. NĂŁo queria perdĂȘ-lo. No entanto, o resultado…

O velho acariciou a lĂĄpide como se consolasse seu amigo falecido.

— Ele era um herĂłi. NĂłs, aldeĂ”es, matamos esse herĂłi. Porque o herĂłi luta por humanos fracos como nĂłs. Mas serĂĄ que tĂ­nhamos valor suficiente para ele arriscar a vida? Se fĂŽssemos um pouco mais fortes, um pouco mais inteligentes, ele poderia ter sobrevivido, certo? Ele nĂŁo precisaria ter se sacrificado, mas por que ele escolheu ficar… Ainda nĂŁo entendo.

O velho lamentava a morte de seu melhor amigo. Como alguém que perdeu Ares, eu entendia profundamente esses sentimentos.

Mas…

— Eu sinto que meio que entendo como meu avî se sentia.

— Os sentimentos dele?

Olhei para a vila Letin espalhada abaixo. Não era grande, nem suas feridas estavam totalmente curadas. Mas os aldeÔes trabalhavam duro, claramente determinados a se recuperar adequadamente.

NĂŁo era apenas essa vila. Essa paisagem provavelmente poderia ser vista em todo o mundo. Uma vida cotidiana comum, pode-se dizer. Mas Ă© preciosa.

— Ainda havia coisas que ele queria proteger.

As coisas que meu avĂŽ queria proteger certamente permaneciam.

Até eu, que pensava não ter mais nada, ainda tinha coisas que restavam para mim.

Finalmente, senti que podia me orgulhar de mim mesmo.

Naquele dia, fiquei na casa do velho.

E, a partir do dia seguinte, decidi ajudar a reconstruir essa vila protegida por meu avĂŽ.


Tradução: ParupiroHPara estas e outras obras, visite o Cantinho do ParupiroH – Clicando Aqui


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