Hataraku Maou Lightnovel 1-2-5

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O Rei Demônio Vai a Um Encontro em Shinjuku Com Aquela Garota do Trabalho Parte 5


A saída leste da estação de Shinjuku abrigava um grande shopping subterrâneo construído ao redor da entrada da JR Shinjuku. Eles desceram uma pequena escadaria para encontrar a praça de alimentação amplamente vazia, era a calmaria entre a tarde e o começo da noite.
O Barluxe, felizmente, também estava bem vazio. Ele escolheu uma mesa próxima à janela da frente, imaginando que fosse a melhor opção para que Ashiya o visse, porém, percebeu que seria difícil alguém observá-los sem ser notado do lado de fora do café.
Dando algumas olhadas, percebeu Ashiya se escondendo atrás de um pilar ao longe.
— Mas, e então, Chi, o que acha de começarmos com você me contando toda a história novamente?
— Pode ser.
Maou começou; café de tamanho normal em sua mão, na dela, um com leite gelado.  
— Então, eu te disse que meus ouvidos começaram a zumbir muito mais depois que comecei a trabalhar no MgRonald, né? No começo, pensei que fosse estresse, tipo, tentar coisas novas que não me eram confortáveis e tal. Mas você, a Kisaki e todo mundo foram tão legais comigo, e nós nunca tivemos que lidar com clientes estranhos ou algo do tipo… e eu também não tive problema algum na escola. Por isso pensei que pudesse ser apenas eu me sentindo mal.
Maou acenava educadamente com a cabeça enquanto ela continuava; tomando o mesmo cuidado para manter um olhar perceptivo tanto nos arredores quando nela.
— Então, teve aquele grande terremoto. Eu te contei, né? Aquele que atingiu só a nossa casa. Pensei, uau, isso foi meio estranho, mas, na noite passada, eu estava sozinha em meu quarto e, repentinamente, ouvi essa voz dizendo algo para mim.
— Sim, sobre essa voz. Como ela soava? Diferente da forma que eu e você estamos conversando agora?
Chiho colocou um dedo indicador no queixo, pensando por um momento.
— Hmm… Bem, você costuma assistir filmes ou animes, Maou?
— Às vezes…
Quase nunca, devido à falta de TV em seu apartamento. Ele mentiu para manter a conversa fluindo.
— Bem, você sabe como eles retratam telepatia e tal, certo? Tipo, uma voz bem ecoante? Não foi nem um pouco assim.
— Não?
O ritmo dela acelerou, como se tivesse acabado de se lembrar de algo.
— Foi, tipo, a voz de um homem muito forte, que soava extremamente frenética. Conseguia ouvir bem, mas meio que soava como um rádio um pouco fora da frequência.
— Sério!?
— S-Sim…
Chiho assentiu, um pouco surpresa com a reação repentina de Maou.
— E tudo que dizia era, tipo, bem básico. Coisas como “Uh, consegue me ouvir?” e assim por diante.
Ouvir a voz de um homem estranho seria o suficiente para fazer qualquer um entrar em pânico, mas, aparentemente, Chiho sentou-se com tranquilidade e ouviu-a.
— Acabei respondendo-o em voz alta, mas ele continuou dizendo “Você consegue me ouvir” e tal, então acho que não conseguia me entender do outro lado. Por isso me sentei para esperar até que ele dissesse alguma coisa, foi então que ouvi, tipo, “Ah, tanto faz. Só está chegando até um número limitado de pessoas, então vou dizer logo. Seu mundo está passando por vários eventos naturais estranhos neste momento. Vai ter um enorme daqui a algum tempo também, tomem cuidado então. E estaremos aí assim que chegar a hora, por isso…”.
Com isso, Chiho ficou em silêncio e bebeu de seu café gelado.
— Foi isso…?
— Aham. E não faço ideia do que significa, por isso achei que, tipo, fosse o número errado e tal. Certeza que não era para mim. Por isso tentei dizer e pensar, tipo, “Não é para mim, é a garota errada”, mas, depois, a sintonia ficou pior, e a voz desapareceu. Meus ouvidos não zumbiram mais depois disso.
— Então pensou que os “eventos naturais” que ele mencionou devem ter sido os terremotos que você tem sentido.
— Demorou um pouco para me ligar, mas, sim. Fiquei tão surpresa ao ouvir aquela voz que não consegui pensar em nada por um tempo.
Chiho riu um pouco para si mesma e bebeu seu café, no qual o gelo derretia aos poucos enquanto ela contava a história.
Maou, enquanto isso, pensava, não se preocupando com o seu café cada vez mais morno.
A voz que Chiho ouviu era, provavelmente, um tipo de artifício conhecido como “Elo Mental”. Consistia na sincronização da psique de duas pessoas de mundos diferentes e com línguas diferentes, convertendo — por exemplo — o japonês do orador em um conceito que o receptor conseguia entender em sua língua nativa.
Em um mundo avançado o bastante para desenvolver Portais que abriam para outros planetas, tecnologia de sonar foi bem estabelecida há eras. Lançar este “sonar” ativava explosões invisíveis de magia, as ondas de choque poderiam ser analisadas para determinar a situação do destino ao qual o Portal levaria. Essas explosões mágicas podiam tomar formas diferentes dependendo do lugar.
Era muito provável que uma dessas explosões sonares foi dirigida à Terra — ao Japão, para ser mais exato — e manifestaram-se como o “evento natural” de um terremoto.
Um grupo de assassinos lançou-o, sem dúvidas, para destruir o Rei Demônio. A possibilidade de a explosão sonar acabar caindo sobre a casa de Chiho era muito baixa, mas não era nula. Isso explicaria por que o tremor era sentido apenas naquele espaço imediato e em nenhum outro lugar.
Também pode ser que tenham mirado em uma posição específica, assumindo que seguiria os traços no espaço do Portal atravessado pelo Rei Demônio, Alciel e a Heroína, que os perseguia.
E, parando para pensar nisso, não teve um pequeno tremor na noite em que ele e Emi foram atacados? Talvez o assassino estivesse se escondendo por perto, disparando um sonar de curto alcance para medir a resposta do potencial mágico do Rei Demônio.
Algo estava prestes a acontecer, muito mais cedo do que ele esperava.
A aparência externa de Maou e Ashiya foi alterada para a forma completa de um japonês comum, mas, em essência, ainda eram demônios por dentro. Os quais, assim como na noite anterior, deixaram um inimigo invisível chegar perto deles.
Como Chiho dissera: “Vai ter um enorme daqui a algum tempo também”, podia muito bem significar que alguém, com um nível semelhante de energia mágica, estava prestes a entrar em ação.
O inimigo estava sentado próximo a ele, esperando pelo momento exato.
— Ahh… Estou tão feliz que pude desabafar, Maou.
— Hein?
Ele voltou à realidade ao ouvir a voz de Chiho.
— Muito obrigada. Eu sabia que você acreditaria.
— Ah, não, não, foi nada…
— Claro que foi! A maioria das pessoas nem se importaria em tirar um tempo para ouvir uma história dessas. Para ser honesta, tive um pouco de medo para enviar a mensagem. Pensei que riria de mim.
— Sério? Já contou aos seus pais ou amigos?
— Oh, não tem como eu fazer isso. Estou no fim da adolescência. Se aparecer com uma história como essa, eles apenas ririam. Ficariam muito preocupados. Tipo, como essa garota não consegue diferenciar a fantasia da realidade?
— Huh… pois é, também acho.
Maou tentou o melhor que pôde para tranquilizar a oprimida Chiho.
— Bem, sabe, sempre que precisar de alguém para conversar, eu posso grnghghff!!
— Uh, você está bem? O que aconteceu!?
Chiho, preocupada com a engasgada repentina e intensa de Maou, ofereceu-lhe um copo d’água. Engolindo, seus olhos tentaram pensar em como dar um jeito na situação, mas a imagem no canto de sua visão tornou impossível pensar racionalmente.
Por quê? Por que Emi e Ashiya entraram no café juntos!?
— Maou?
— Ahem! Me desculpe, estou bem. Acho que algo desceu pelo buraco errado. Não fiz nada de ruim!
— Hein?
— Esqueça. É perfeitamente normal alguém discutir assuntos com seus colegas de trabalho, além disso, não há nada de tão obscuro ou sinistro sobre isso, e tenha certeza, não estou aqui por nenhum motivo malevolente.
— Hm, você está bem, Maou?
— Hein? Ah, sinto muito, Chi. Não se preocupe. Só tive um tipo de convulsão aqui.
— Uma… convulsão?
— Fossa Magna.
— Maou!?
— Não, não, me desculpe. Estou bem, então…
Sua mente atordoada e indiferente deu várias voltas ao mundo na velocidade da luz em questão de segundos. Ao perceber que ele tinha parado do outro lado, viajou mais um semicírculo para chegar até o café.
— Ah… De qualquer forma! Juntando tudo o que você disse, não acho que aquela voz ou o zumbido em seu ouvido seja algum tipo de problema direto para você. O que realmente importa é se algo realmente ruim está prestes a acontecer, aquele tal “enorme” que você mencionou. Vai ou não? Essa é a questão aqui!
Chiho estava perplexa com o comportamento bizarro de Maou durante aqueles dois minutos, mas, mesmo assim, concordou. Ele parecia estar levando-a a sério, pelo menos.
— Felizmente, não parece que aquele homem tinha algum tipo intenção maligna quando te contatou. Se algo realmente surgir, só avise as pessoas próximas a você. Isso pode fazer uma grande diferença.
— Eu… também acho, sim.
— É isso o que eu posso dizer por agora. Sinto muito, não há uma solução específica para isso.
Maou tomou outro gole d’água, tentando se acalmar.
Chiho, com as mãos ao redor de sua xícara de café com gelo completamente derretido, pensou sobre algo por um momento antes de erguer a cabeça.
— Muito obrigada, Maou. Realmente parece que um peso foi retirado dos meus ombros.
— Oh? Bem, que ótimo.
Toma essa, Emi! Talvez seja bem diferente do comportamento normal de um Rei Demônio, mas não fiz nada de estranho com ela! Não importa como olhe, sou simplesmente outro cara legal, ajudando uma garota no trabalho!
— A propósito… o que te fez querer conversar comigo sobre isso? — No fundo, Maou sentiu que tinha todo o direito de estar orgulhoso, mas uma dúvida persistente em sua mente o fez perguntar. Ele foi, sim, o supervisor durante o treinamento dela, mas não fazia nem dois meses que se conheceram. Sabia muito bem que um “virador de hambúrgueres na chapa” não era uma posição tão cobiçada na sociedade japonesa.
— Hm…
Os olhos de Chiho lançaram-se para o café. A pergunta pareceu ter a envergonhado.
— Sabe… não faço ideia. Acho que simplesmente pensei que você acreditaria, Maou. Você sempre foi tão legal comigo e…, não sei, é meio diferente das outras pessoas.
Maou ponderou sobre isso. “Legal” nunca foi um elogio que demônios apreciaram. Ele aceitou, no entanto, que, como Rei Demônio, estava saindo um pouco do padrão.
— Sim, acho que sou um pouco estranho, né?
— Ah, não! Quero dizer, não era algo ruim nem nada do tipo.
Chiho parecia estranhamente frenética enquanto tentava se explicar. Maou sorriu ao ver sua previsibilidade.
— Eu sei, eu sei. Ei, tente não ficar tão agitada assim. Vai derramar sua bebida.
— Aw, você é bem malvado às vezes, Maou! — Chiho tossiu, sua expressão era algo entre preocupação e raiva. — Mas eu não me importo que você seja estranho. Foi divertido beber um café e conversar assim.
— Hm?
As palavras saíram através do leve sorriso dela. Era difícil dizer se eram para Maou ou ela mesma, mas, de qualquer forma, havia um suporte poderoso atrás delas. Até mesmo Maou conseguia ver isso.
— Então… É, Maou? — A voz de Chiho foi fraca e trêmula. Ela o encarava diretamente, seus olhos estavam repletos de preocupação, as bochechas mostravam uma tonalidade de vermelho. — Eu… Eu acho que…
— Pare agora mesmo!
Sua frase furtiva foi bloqueada por uma voz alta vinda do seu lado.
Maou congelou. Chiho, sem saber o que estava acontecendo, virou-se e mostrou um olhar interrogativo para a mulher desafiadora que os encarava de cima.
— Nada de bom irá acontecer se você sair com esse cara.
— E-Emi! O qu—

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