Botsuraku Yotei Webnovel 24

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Capítulo 24



Recentemente percebi que a minha vida escolar estava seguindo um fluxo terrivelmente violento. Então, procurando por refúgio, decidi que seria uma boa hora para conhecer o grande chafariz, que ficava na ala sul da Academia, próximo do portão principal.
Eu já o tinha visto de longe diversas vezes, mas certamente dava uma impressão bem diferente quando observado de perto, além disso, a água jorrava até uma altura incrível, diminuindo a sensação térmica ao redor.
— Uhyo~
Eu segui o jato de água com meus olhos e movimentei um pouco a minha cabeça com isso.
— Oh?
Quando acompanhei a queda do jato d’água, notei a presença de uma garota sentada do outro lado da fonte.
E ela estava chorando.
*Bushu* —  A fonte, mais uma vez, disparou água, ocultando a imagem da garota novamente.
Se não me engano, se tratava de um dos membros das forças especiais de Eliza, os “Quatro Reis Celestiais”. Ela era a doida que havia me chamado de “Serviçal”, acho que se chamava Mery, Mary ou algo assim[1], mas, de qualquer forma, eu não tinha uma boa impressão sobre ela.
A água acalmou-se novamente e outra vez a imagem da garota ficou visível.
Sim, ela continua chorando. Pode ser que acabei de ver algo que não deveria.
A fonte jorrou mais uma vez, escondendo sua figura e criando o momento perfeito para cair fora. Sim, isso seria o melhor, afinal, não era legal me envolver com uma garota que estava chorando, especialmente uma que me odiava. Com certeza algo daria errado.
A fonte se aquietou novamente.
— Ah! —  Nossos olhares se encontraram.
Oh merda, fizemos contato visual!
Enquanto ficávamos nos encarando sem dizer qualquer palavra, a água subia de novo, criando, outra vez, uma boa oportunidade para sair de fininho... ou não.
Depois de arrumar alguma coragem, caminhei até onde Mary-san estava sentada e, usando o meu melhor sorriso, eu disse a ela, “O-olá...”, embora fosse impossível fingir que era a primeira vez que nos víamos.
— … —  *Gusu* Ela assoou o nariz, mas não respondeu.
Seus olhos estavam vermelhos, então parecia que ela já estava chorando há algum tempo.
Enquanto perguntava,  “O que houve?”, tentei sentar perto dela o mais naturalmente possível.
— ... *Gusu* Não chegue perto de mim.

Eu fui rejeitado no mesmo instante!

— Alguma coisa aconteceu com a Eliza? — Embora isso fosse óbvio, eu iria tentar puxar uma conversa aqui.
— Não é da sua conta.
Eu sei bem disso! Mas agora já estou envolvido! Eu poderia apenas ter saído de fininho ali, sabia?! Mas não, eu tinha que ajudar, né?!!— Não diga isso, ao menos não sou um completo estranho para a Eliza. Se você quiser, posso falar com ela.
— O QUE VOCÊ ACHA QUE SABE SOBRE A ELIZA-SAMA?! NÃO SE ENVOLVA! — Enxugando seus olhos, ela violentamente gritou comigo.
A Eliza era como a casca de uma noz, uma mulher de caráter duro. Eu sabia muito bem disso, então era impossível não ter percebido o quão próxima era de suas seguidoras.
Me envolver aqui será necessário para manter a paz mundial! — A mesma Eliza que está sempre mantendo as pessoas a um braço de distância e que se torna assustadora quando está pensando de olhos fechados estaria, na verdade, apenas preocupada com o que seria o jantar, correto?
— Ela não é assim!
— Inclusive sei que sua comida favorita é Torta Chiffon, mas batata assada na manteiga deve estar em segundo lugar.
— Mentira... eu já teria percebido algo como isso...
— Quem sabe?
— E-entendi, tá?! Você sabe mais sobre Eliza-sama do que eu!
— Não estou tentando competir, só falei o que sabia, nada mais e nada menos.
Mary[1] fez uma expressão deprimida, parecendo não ter gostado nadinha de que eu soubesse dessas coisas sobre a Eliza.
— Mesmo que a Eliza aja dessa forma, ela ainda é um ser humano como qualquer outro. Não é como se estivesse te dando um tratamento especial ou algo do tipo.
— Como pode dizer isso quando obviamente você está caidinho pela Eliza-sama?
— Eu fico quieto quando é necessário, mas saiba que posso ser bem direto quando for preciso. Há tempo mais que o suficiente para me tornar próximo dela. — Eu lhe dei outro sorriso.
— Eu... te empurrei antes e ainda o ofendi, então, por quê? Por que está tentando ser gentil comigo?
— Por nenhuma razão. Apenas porque posso, eu acho. — Afinal, eu sou apenas um “serviçal”, não é?
— ... Por acaso... você se apaixonou por mim?  
— EH!? Errado! Como foi que você chegou a uma conclusão dessas?!
A cabeça dela talvez estivesse cheia de flores ou algo assim... Ah, ela enfim sorriu um pouco, mas, em seguida, passou a encarar o chão.
— Eu... fui expulsa do grupo de Eliza-sama...
Ah, foi por isso que não a vi no outro dia. — Posso perguntar a razão?
— Porque sou indigna de estar junto dela...
— O que quer dizer com isso?
— ... Fui a única a ser colocada na Classe E pelos resultados dos exames. As outras três conseguiram entrar na Classe A e continuaram fazendo parte do grupo, enquanto a minha posição foi ocupada por outra aluna da mesma classe...
Classe E, hein...? Como eu deveria agir agora? — Deve ser ruim ficar na classe E, hein?
— EU QUE O DIGA! NÃO ME INSULTE! E O QUE ISSO TE IMPORTA?! EU SOU APENAS UMA BURRA IDIOTA QUE SÓ CONSEGUIU ENTRAR NA CLASSE E, NÃO É MESMO?!
— Ei, calminha aí, não fique zangada. O que acha que a Eliza vai pensar se te ouvir gritando desse jeito?
— NÃO É DA SUA CONTA! FOI UM ERRO ACHAR QUE PODERIA CONVERSAR COM VOCÊ!
Por causa do escândalo, várias pessoas estavam olhando para nós. Talvez fosse melhor que eu não ficasse com raiva, caso contrário, ela começaria a chorar de novo e os outros iriam pensar que a culpa era minha. Não tinha interesse algum em deixar isso acontecer.
O clima entre nós estava ficando cada vez pior, com apenas o barulho da fonte como som de fundo. Se ela apenas me dissesse exatamente o que aconteceu...
— Ei, é divertido? Digo, ser um dos seguidores da Eliza.
— ... Divertido ou não, isso nunca teve importância.
— Isso não é verdade. Por que você iria querer estar com uma pessoa se não gosta disso?
— Todo mundo apenas quer estar com ela, isso não é o suficiente? Não consigo entender o porquê de você estar se metendo nisso.
— Eu acho isso uma coisa muito importante. Se você não se diverte estando com ela, então por que está triste?
Ela ficou quieta por um tempo antes de responder.
— ... Acho que foi divertido. Quero dizer, eu estava... feliz junto à Eliza-sama. Esta era minha razão de viver, uma parte muito importante do meu ser.
— Se esse é o caso, tudo que você precisa fazer não é achar um novo propósito de vida?
— NÃO DIGA ISSO! — Ela se virou para mim e me encarou furiosa.
Suavemente coloquei minha mão em seu ombro.
— Preciso ir ao meu clube agora. Sabe, nós ainda não decidimos qual será o nosso objetivo, mas já começamos a construir algo para isso. Tem sido surpreendentemente divertido, então, por que você não se junta a mim?
— Eu não irei! Não tenho o menor interesse em algo assim!
— Não diga isso, apenas venha e veja. Nós temos algumas garotas em nosso grupo também, e é realmente divertido trabalhar com todo mundo fazendo a mesma coisa.
— ... Eu não vou...
— É assim então... bem, é uma pena. — Tirei minha mão de cima dela.
Lentamente comecei a me afastar, mas antes de sair, decidi deixar umas últimas palavras.
— A construção está sendo feita ao norte dos dormitórios, venha a qualquer hora se quiser.
— ... Eu não vou...
— Vou estar esperando.
— … — *Boso Boso*, pude ouvir um murmúrio vindo de trás.
Não deu para entender tudo, mas uma coisa ouvi:
— Eu, definitivamente, não irei!

Nota: O nome dela é Merime, acontece que o Kururi esqueceu.
Nota: Ele continua falando o nome dela errado...

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