Digimon Tamers 00 – Capítulo 30
Digimon Tamers 00
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[Ambivalência Ressentida]

ヒプノス オーガニックガーデン | ウイング2
(Jardim Orgânico da Hypnos | Ala 2)
時間: 11:30 PM
O lindo local florido e cheio de plantas de várias espécies do mundo — esse era o cerne.
O jardim adornava o andar onde era localizado a ala médica do prédio, criado para ser um tipo de recanto a fim de integrar a recuperação dos internos.
Era um lugar acolhedor, a temperatura era confortável (23°c) e o aroma natural das flores trazia um pedaço da natureza para dentro do prédio tecnológico.
Neste lugar destacado do resto do andar, lá estava Renamon.
Ela estava sentada próximo ao vitral do prédio, observando a cidade do alto.
Clarões ocorreram ao fundo de Shinjuku: relampejos anunciavam uma mudança no tempo em breve.
O vai e vem de luzes do trânsito visto nas ruas e avenidas de Shinjuku mostrava que a cidade estava viva, movimento quase hipnótico à raposa.
— “Eles têm um destino para ir… e todos partiram de um início. Os dias passam, as horas, minutos, segundos… e os humanos continuam fazendo o mesmo todos os dias. E, mesmo na repetição, eles conseguem evoluir…”
Ela filosofava, com a lua entre as nuvens ao fundo, contrastando com seu momento contemplativo.
Renamon estava mergulhada em suas dúvidas, onde as visões do embate recente contra Strabimon atuava como uma tortura, minando seu ímpeto e a levando a reflexões.
— “O passado retorna…? O Retalhador veio até nós… e quase tirou tudo de mais importante. Mas, na visão dele, no mundo que ele criou para si, nós tiramos tudo dele. Será que…”
Flashes piscavam em sua mente, sempre trazendo de volta o momento fatídico de estar próximo do fim.
Mas o pior ainda estava manchado em sua luva — o sangue de Ruki.
Ela tocou o lugar, tremendo. O contato direto ao braço sujo deixou latente sua atual situação.
— “Eu sou… fraca.”
Renamon se afastou para encontrar paz. Porém, no meio de um vale nebuloso cheio de questões e culpa.
Ela encontrou o eterno oposto.
Sozinha, lhe faltavam respostas, e o acolhimento da lua, sua aliada fiel, não era o suficiente.
Enfim, uma voz lhe fez sentir calor — foi imediato.
— Renamon!
O impacto ao ver sua domadora a fez correr até ela, a abraçando.
Ruki, fez o mesmo, sem pensar.
Junto, palavras vieram:
— Eu estou muito feliz em te ver.
— Ruki, eu…
Antes de Renamon começar, a jovem a interrompeu. — A conhecia muito bem.
— Ah, não! Nem vem com esse papo de “me desculpa por não ter sido forte” e essas coisas melosas que só o Takato faz! Esquece isso! O importante é que você está bem!
— Mas Ruki… Você sabe muito bem do que aconteceu.
— Já é passado! Não liga pra isso!
A frase agiu como um golpe.
Foi forte o suficiente para que as lembranças recentes de Renamon viessem novamente.
Mas antes de ser acertada com o passado, tinha o que questionar — quase um espelho da alma.
— Você falando dessa forma é como se nada tivesse acontecido.
— Eu sei o que aconteceu e não estou me fazendo de tonta, Renamon. Só que estamos aqui… e salvas!
A raposa, acometida por vários pensamentos, olhou para a lua — buscava um horizonte.
Com dificuldade para lidar com a situação, ela buscou palavras para se expressar.
— Eu não consigo aceitar que fui incapaz de te proteger — soltou Ruki, olhando para a lua.
A domadora, com um olhar confuso, não ficou calada.
— Eu já disse: estamos bem! — insistiu, dando um passo para frente.
Encostada na sacada do prédio, Renamon se virou, fechando os olhos.
— Não, Ruki… Isso que aconteceu… As coisas não estão nada boas.
— Para com isso! Tanto você como eu já tivemos quedas! — falou com um tom de voz mais alto.
— Não como desta vez, Ruki.
— Porque você está pensando assim?
Renamon voltou e visualizou Ruki de baixo para cima — as faixas pelo corpo eram a culpa que tentava lidar.
— Esses seus ferimentos… É um símbolo do meu fracasso como sua campeã.
— Ah, isso? — falou, apontando para o braço. – Você sabe melhor do que eu que cicatrizes se curam com o tempo. Não faça drama com um simples machucado!
— Não, Ruki… Você não entende…
A vergonha estava na voz da raposa. Ela evitava o olhar violeta de Ruki, com a sensação culposa consumindo-a.
— O que eu não entendo? Fala! — Ruki franziu a testa, irritação no tom da voz. — Se você não se expressar, como vou saber?
Renamon tremia, evitando o olhar violeta de Ruki. O silêncio pesou no ar até que ela não conseguiu mais suportar:
— EU NÃO QUERO QUE VOCÊ MORRA!
Um trovejar ocorreu, se propagando até sumir.
— Ah?! R-renamon…
Veio outro, mais alto.
Domadora e digimon, frente a frente com a tragédia que quase ocorreu — a chuva ainda não havia chegado, mas parte de sua carga estava lá.
— Ruki… Me perdoe…

Longe de quem sempre foi, Renamon gaguejava diante a verdade inquestionável.
A derrota não foi só física.
— Eu… Eu só queria te proteger da melhor forma e… Eu falhei em fazer isso.
— Renamon…
A raposa tinha total ciência da gravidade da situação, tendo em vista que seus poderes insuficientes quase trouxeram um fim trágico.
Ruki sabia disso, não ignorando o que houve.
Ela correu, sem pensar duas vezes; foi até a raposa, abraçando-a pelas costas.
Seu braço ferido ficou à frente, trazendo lembranças a ela.
Ruki a trouxe de volta — seu dever.
— Você não falhou em me proteger…
— Ruki…
— Eu também fiquei com medo, tá?! Mas não dá pra ficar presa nisso!
Os olhos de Renamon tremeram. O contato que Ruki tinha com ela não era só carinho: era algo mais simbólico como uma amizade forte, quase religiosa.
Sua domadora lhe deu mais motivos.
— Acho que, se há um culpado pra isso tudo, eu sou um deles. Takato e Lee falam por eles mesmos, e eu sei que não seria diferente do que eu estou pensando.
— Porque está dizendo isso?
— Que eu falhei com você.
Renamon arregalou seus olhos.
A voz de Ruki tinha uma sinceridade muito maior que de costume.
A garota foi até sua frente, lhe olhando.
— Eu não vou ficar com esse lance de “ah eu sinto muito” ou “não medi as consequências” blá blá blá… Prefiro dizer algo melhor e direto: desculpa.
Renamon respirou fundo, impactada com o que acabou de ouvir.
Deu um passo para trás, tentando raciocinar tanta informação.
— Você está me pedindo desculpas?!
— Sim… É o certo a fazer. O básico, como fizemos há cinco anos.
— Mas porquê? — falava a raposa, com a voz mais alta. — O Retalhador derrotou a todos nós! Eu sou a resp… — ela precisou parar.
A paralisação foi imediata: Ruki voltou a abraçá-la, mais tenra dessa vez.
As palavras certas vieram.
— Ficarmos mais fortes é nossa meta, Renamon.
— Ruki?!
— Para estarmos prontas a desafiar quem for. Foi assim que a gente se construiu. Precisamos voltar com tudo, seguindo em frente. Não há tempo pra gente ficar se lamentando.
Um voto.
Esse era o que Ruki quis mostrar.
Vulnerável até então, Renamon se deu conta que seu estado de espírito estava exposto para a única pessoa que poderia saber.
Sua domadora lhe deu um norte.
— Não sabemos o que está acontecendo, nem porque esses digimons estão atrás de vocês e de nós. Seja lá o que for, precisamos estar prontas.
O passado retornou à mente de Renamon, como flashes ininterruptos, mas, desta vez, com lembranças do legado que, juntas, construíram pelo elo e pelas intensas batalhas.
Ela viu cada dia, todos os laços que criaram conforme as vitórias vieram e as tornaram mais fortes… e também nas derrotas.
— “Uma tragédia quase aconteceu por minha causa… e ela ainda me apoia?”
Não era um porto seguro, tampouco um manifesto de paz.
A derrota ainda deixava o gosto amargo, porém mesmo o mau agouro se aproximava de soluções.
Renamon agarrou essa motivação, apagando aos poucos aquilo que a movia para trás.
O presente guardava muito mais questões que o passado.
— O mal, Ruki… — falou, os dois punhos estavam bem fechados. — Eles acham que somos o motivo pelo mal que infesta o digimundo.
— O que?! Vocês? Impossível!
A determinação voltou, mas com más notícias.
— Eu não tenho respostas quanto a isso, mas com certeza haverá mais digimons aqui no mundo real dispostos a vir atrás da gente…
Eram ruins, a ponto de trazer horror ao rosto de Ruki.
Contudo, a urgência era real e honesta.
— Estão atrás de mim… e agora também de você, além dos outros. E o fato é que… eu não estou preparada para lutar, mas não vou desistir!
Ainda sentindo a tensão, Ruki tinha esperança: ela levou sua mão até a da sua amiga, segurando com força.
O sorriso veio, junto com a confiança.
— Conversamos com o Sr Yamaki… Ele disse que vai nos ajudar a fazer isso com tudo que puder.
— Acha mesmo que eles ajudarão dessa vez sem truques?
— Ele disse que a Hypnos está disposta a fazer o que for possível para proteger Shinjuku.
— E nós? Como entraremos nesse plano?
— Vamos ficar fortes juntas! Não vamos cair mais! Não vamos cair… Nunca mais!
A raposa relembrou de todos os eventos que passou com Ruki. As dificuldades que tiveram, os desafios, as conquistas e as derrotas.
Tudo aquilo as fortificaram.
Embora a derrota dolorida ainda guarde feridas, Renamon entendeu: ela deveria tomar uma postura mais otimista, como sempre teve.
— Eu não posso ir para trás com o que eu te disse no passado.
— Como o que? — perguntou Ruki.
— “Não se pode mudar o passado, mas podemos fazer no presente o que vai trazer coisas boas no futuro”.
— Você está mais do que certa!
Um abraço mútuo de ambas sacramentou a eterna união da dupla lendária — assim como os demais domadores.
Desta vez, eles também tinham uma parceria maior com uma instituição do governo.
A Hypnos tinha um aparato tecnológico capaz de observar Shinjuku.
Como contraste, uma das câmeras de vigilância do prédio mostrava as duas em um monitor na sala de monitoramento da Hypnos
Lá estava Yamaki.
Sorridente e confiante, ele mesmo disse a si mesmo:
— Nossa esperança de termos meios de deter os selvagens está com vocês, jovens. Podem ter certeza de que não pouparei esforços para isso…

O isqueiro em sua mão abriu e fechou — o click foi ouvido nos dois movimentos.
— Eu e minha equipe temos tecnologia como nunca antes e, com a ajuda de todos vocês, vamos conseguir proteger nossa cidade. A ascensão da Hypnos é inevitável.
O compromisso foi finalizado.
E as peças eram colocadas no tabuleiro.
その間 (enquanto isso)…
新宿港 |ドック (Porto de Tokyo | Docas)
時間: 11:50 PM
Sobre um conjunto de containers agrupados em um dos galpões do local de tráfego de cargas, lá estava Strabimon.
Deitado ao relento enquanto a lua era encoberta, com nuvens pesadas no céu.
Um vento fresco era sentido e descargas elétricas ocorriam, denunciando a aproximação da tempestade.
Pensativo, ele lembrava do embate mais cedo.
O lobo ainda guardava indagações sobre sua decisão.
— *Aquele humano chamado Yamaki… tem um jeito peculiar de convencimento. Tenho minhas dúvidas quanto ao que escolhi e decidi fazer, mas… Eu não poderia voltar contra o que eu acredito e ele usou isso contra mim.”
Era coerente, dado a artimanha na conversa que os dois tiveram.
Porém, tinha algo a mais, nas entrelinhas.
— “Não foi só isso. Aqueles humanos… Zhuqiaomon tem esses humanos como hereges também, mas… Porque eu tive aquela sensação quando os olhei?”
Em sua mente vieram as faces de Ranamon, Dinohumon e Stingmon, imagens de um passado distante bastante nostálgico e feliz, mas que trevas rodearam cada um e os entregaram à escuridão eterna.
— “Porque eu os vi neles? Aqueles humanos são hereges! São o porquê de eu estar aqui e eu os verei caírem por si só! E esse humano chamado Yamaki verá o fio que o destino já traçou!”
Entretanto, seus instintos de lupino o puseram em defesa como uma atalaia, se levantando.
E ele estava certo: alguém usando um sobretudo o estava observando ao fundo.
— Quem está aí? Apareça! — as garras já estavam à mostra.
— Hm… Eu não estava me escondendo de você…
O oculto pela escuridão de sua vestimenta pousou à sua frente.
— Quem é você?
— Alguém que compartilha de quase as mesmas palavras de Zhuqiaomon… mas não todas.
— O que? As palavras de Zhuqiaomon são inquestionáveis! Não existem contrapartidas!
— Eu não concordo com você… mas respeito.
— Grr… QUEM É VOCÊ?
— Alguém que age como emissário… do destino.
A mesma figura misteriosa de antes apareceu
Desta vez, a sutileza não seria usada.
Tradução feita por fãs.
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