Botsuraku Yotei Webnovel 119

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Capítulo 119

Essa manhã, rachaduras apareceram na casca. Depois de uma semana carregando o ovo comigo, mudanças começaram a acontecer nele como se finalmente tivesse deixado de ser um ovo para um bebê.
Achando que já era hora de chocar, eu corri com ele para a sala de incubação, que era uma sala forrada com palha, como se fosse um tipo de estábulo, mas sendo o local perfeito para um dragão nascer porque era quente e macio.
— Mal posso esperar para saber que tipo de dragão ele será!
Lahsa me disse isso com uma voz alegre enquanto me acompanhava para assistir o nascimento do meu dragão. Obviamente, eu também estava muito ansioso por isso, afinal embora tenha sido apenas por uma semana, estive carregando este ovo com todo amor e carinho.
— Ah, está nascendo! 
Iris que também veio junto gritou em excitação.
Este dragão iria ser o meu parceiro e, pelo que ouvi, ele cresceria o bastante para cavalgar nele em apenas três meses, assim como o dragão de Lahsa e todos os outros cavaleiros. 
O primeiro passo para isso estava começando agora, com o dragão rompendo o ovo e vindo para fora.
— Pah!
A cabecinha de um dragão com escamas brancas saiu do ovo e levou mais dois minutos para quebrar o restante da casca.
Ele tinha uma cabeça grande, com quase o mesmo tamanho do corpo. Seus membros eram pequenos, assim como a cauda, e suas asinhas eram tão fofas que pareciam até um acessório. Sua aparência era realmente a de um dragão bebê, com uma aparência incrivelmente fofa.
— Ei Lahsa, qual o ranque de um dragão de escamas brancas?
Lahsa tinha me contado a classificação dos dragões no outro dia, mas já fazia tanto tempo que não conseguia lembrar de nada.
— Bem, escamas brancas ainda não tinham sido verificadas, mas...
— Mas...?
— Eh? Não, não é nada.
Como assim nada!? É claro que tem alguma coisa, não é!?
— Iris, o que foi que houve? Tem alguma coisa errada com meu dragão?
Tentei apelar para ela, mas Iris rapidamente virou a cabeça para longe. 
Eh!? O que é que vocês estão tentando esconder de  mim!?
— Por acaso as escamas serem brancas é um mal sinal ou coisa do tipo?
— Não, isso não é um problema. É só que não tinha sido registrado ainda.
— Certo, mas qual o problema então?
Olhei bem nos olhos do Lahsa e ele também virou o rosto para longe. 
Quando olhei nos olhos de Iris ela também se virou.
— Qual é! Digam alguma coisa! Agora eu quero saber ainda mais!
— Ahh... é um pouco difícil de dizer... A verdade é que essa é a primeira vez que vejo um Dragão de Montaria com este formato.
— Esse formato?
Eles me explicaram em seguida sobre o aspecto que um filhote de dragão de montaria possui. A questão mais importante foi que não era como se um dragão tivesse um aspecto infantil e ia mudando na medida em que crescia. A verdade foi que dragões teriam sua aparência final logo no momento do nascimento, apenas tendo um tamanho reduzido.
Espera, mas e quanto a essa aparência fofa e redonda do meu... ah, saquei agora!
Para piorar a situação, as asas nas costas dele eram pequenas demais, por isso os dois estavam preocupados se eu ficaria decepcionado e por isso continuaram evitando responder a questão.
— Ah, então era sobre isso? Não estou preocupado e, além do mais, ele parece ainda mais fofo desse jeito, não acham?
— Me-mesmo? Bem, se você diz, então acho que está tudo bem...
Era verdade que sua aparência ficava ainda mais meiga daquele jeito. Além disso, a forma como ele inflava as bochechas de tempos em tempos atingiam um nível mortal de fofura.
— Seu nome vai ser... Poobe! Sim, Poobe está perfeito.
— Esse nome é uma gracinha, Kururi. Agora que você falou, estou começando a achar ele fofinho também.
O clima estava pesado no momento do seu nascimento, mas passado cerca de meia hora, Iris e Lahsa já estavam fazendo carinho nele sem qualquer hesitação.
Os dois apertavam as bochechas ou coçavam a barriga, e enquanto faziam isso, Poobe mordeu a mão de Lahsa. Os dois disseram que isso era normal, mas pela cara dele deveria ter doído um bocado.
Acho que vou precisar tomar cuidado quando estiver coçando o Poobe.
— Puu!
— Ah, então esse é o som que você faz, hein? Então, o que garoto?
De acordo com Iris e Lahsa, passado uma hora de seu nascimento, um dragão de montaria e seu parceiro poderia se comunicar até certo nível um com o outro. Por isso, depois de uma hora tentei prestar atenção nos sons que ele fazia.
— Puu!
— Ah, agora eu entendi! Parece que o Poobe está com fome.
— Foi o que pensei também, mas normalmente eles não comem nada até um dia depois de nascerem...
Como esperado do meu pequeno Poobe! Ao que parece você será um dragão e tanto!
— Deixa que eu pego alguma coisa para ele. Dragões são geralmente onívoros, então podemos dar à eles comida humana. Esperem só um pouquinho, tá?
Enquanto Iris ia atrás de comida, Lahsa e eu tentamos aprender um pouco mais sobre Poobe através da observação.
— Como se chama seu dragão de montaria, Lahsa?
— Infu. É um nome bem legal, não acha?
— Sim, bem legal!
Mas Poobe continua sendo o melhor!
Depois de um tempo, a nossa princesa Iris chegou trazendo a comida e aproveitamos para lanchar nós quatro em cima da palha. Eu estava tão excitado com o nascimento do meu dragão que nem tinha percebido como estranho ele era. Embora isso não me desagradava em nada, mesmo depois.
Poobe era um dragão de crescimento rápido... em qualquer sentido. Depois de comer sua primeira refeição ele fez um som de “kyuu~” e começou a voar. Apesar de ter asas tão pequenas ele ainda conseguiu atingir a altura dos meus olhos.
Não espera! Qual o significado disso? As asinhas dele não estão nem mexendo! E quanto essa barriga enorme? Ela não parece meio inchada?
E, de fato, quando toquei nela, parecia ainda mais macia do que antes. Foi então que percebi que o som de “kyuu~’ que ele fez mais cedo, foi para se inflar com uma grande golada de ar.
Poobe não era um dragão de montaria que usava suas asas para voar, mas sim que se inflava como um balão para ganhar altitude.
Cara isso é incrível! Esse dragão é muito legal!
Depois de flutuar por um tempo, ele pareceu se cansar e veio flutuando até a mim, pousando em minha cabeça.
— Puu!
Pelo visto ele gostou dali de cima.
Diferente da aparência rendoda dele, Poobe não pesava quase nada, ou melhor, era muito leve. Meu pescoço não se sentia carregado e já que parecia ter gostado dali, eu não tinha razões para tirá-lo.
— Vou estar contando com você a partir de agora, entendeu?
— Puu!
Ele se sente do mesmo jeito. Que bom que é tão dócil.
Havia toneladas de mérito em fazer um dragão de montaria interagir com outro, então, depois que Poobe recuperou o fôlego, fomos encontrar o dragão vermelho de Lahsa e o azul de Iris.
— Puu!!!
“Estes dragões são enormes” — O pobre Poobe ficou aterrorizado.
Existe uma hierarquia entre os dragões, mas Poobe não parecia se importar com aquilo. Supostamente, qualquer dragão deveria priorizar a cadeia de comandos do dragão de Lahsa por causa de seu ranque, mas Poobe não deu a menor atenção à ele. Por outro lado, Infu, o dragão de Lahsa, também não dava ouvidos para o que Poobe dizia.
A sociedade dos dragões segue uma casta vertical, mas Poobe nasceu de maneira totalmente alheia a isso.
— De alguma forma, sinto que seja apenas normal que esse dragão seja seu, Aniki.
— Sim, na verdade seria até estranho se o Kururi tivesse dado luz a um dragão comum.
O que é que vocês estão querendo dizer com isso!?
De qualquer maneira, o meu sentimento era de que eu tinha conseguido um excelente dragão.
— Em situações de emergência, todos os dragões ficam sob o meu controle direto, mas no caso do inimigo ter um dragão de classificação maior, poderíamos acabar em uma situação desesperadora. Aniki, como seu dragão não segue a hierarquia, ele poderá ser muito útil quando enfrentarmos problemas assim.
O que significa que eu teria de aceitar alguns tipos de trabalho no futuro, apesar de que o melhor era que nunca algo assim acontecesse. Para deixar bem claro, apenas um número limitado de pessoas, como nobres e cavaleiros poderiam obter um ovo, então seria difícil que uma situação assim acontecesse, mas nunca se sabe. Se o dia chegar, estaremos contando com você, Poobe.


◇◇◇


Minha vida na capital foi realmente muito boa, mas hoje eu estaria partindo do palácio, com o Poobe aconchegado na minha cabeça. Ao meu lado, estava Iris com seu dragão de montaria, Rain, Lahsa, com Infu logo atrás, e, na nossa frente, estava um homem de capuz acenando.
— Lembra de mim? Vim correndo assim que soube que você estava de partida.
— Você é o Toto, certo? O Chefe da companhia GAP.
— Sim, isso é verdade, mas... ainda não se lembra de nada do passado, hein?
— Hmm... é o que parece.
— Tudo bem. Em breve estarei indo para o território Helan também e, quando eu chegar, vamos desenvolver novas plantas medicinais como fazíamos antes. Aquelas que você sugeriu na época venderam bastante.
— Ei, você teve certeza de usar a minha parte para ajudar Helan, não é?
— Hahaha, claro. Se tiver alguma ideia boa, podemos dividir os lucros meio-a-meio. Assim como antes.
 Assim como antes, é muito fácil conversar com ele.
Por sinal, vendo como Iris e ele se cumprimentaram tão casualmente, os dois foram bem próximos um do outro.
— Tudo bem. Nós vamos indo agora, então boa sorte com o trabalho
— Boa sorte para vocês também. Tenho certeza que em Helan vai ter uma tonelada de trabalho te esperando.
— Com certeza.
Depois de um aperto de mão, subi no dragão de Lahsa. Os dois já estavam prontos para içar voou e, com o estrondoso som das asas de Infu, seu corpo enorme alcançou os céus.
Poobe parecia feliz sentindo a brisa.
Lá em baixo, Toto estava balançando as mãos freneticamente.
Quando olhei para o palácio real, vi que Rail e o príncipe nos observavam pela janela.
Adeus capital. Voltarei agora para o lugar a que pertenço.
Assim, Infu acelerou e partimos em direção a “Ferraria Eli&Kururi”.
Só para deixar claro, os dois não estavam apenas me escoltando para fora da capital, eles estariam vindo comigo para o território Helan.
— Aniki, nós somos praticamente irmãos de verdade, então pode me colocar para trabalhar o quanto quiser.
Embora tenha dito isso, ele ainda era o comandante supremo do esquadrão de dragões em momentos de crise, certo? Bem, não era como se emergências fossem surgir com muita frequência, então era provável que não seria um problema. De qualquer forma, assim que as coisas em Helan tiverem acalmado, levarei Lahsa de volta para casa, afinal, podemos voltar a qualquer hora usando esses dragões de montaria. Estamos vivendo em uma era muito moderna.
— E quanto a você, Iris?
— Pode contar comigo. Vou dar um jeito na sua maior preocupação.
Minha maior preocupação... — Imediatamente entendi que ela estava falando sobre a Eli.
Eli amava a nossa ferraria e, embora seja um pouco embaraçoso dizer, ela no mínimo não desgostava de viver comigo. Apesar disso, eu estava indo tomar  dela esse estilo de vida. O meu desejo era chamá-la para vir para Helan.
Ela viria? Ao que parecia, Iris iria tomar conta disso. Vendo seu rosto confiante, ela provavelmente tinha algum plano em mente.

◇◇◇

Dragões não eram comuns no lugar onde acordamos e assim, as pessoas ficaram atônitas ao nos ver cruzando o céu.
— Bem ali naquela pequena faixa. Logo depois das três estatuetas!
— Estou vendo agora. O que são aquelas coisas?
Hohoho, isso é uma surpresa que você terá de aguardar!
Iris e Lahsa ficaram ambos surpresos quando viram as estátuas do porco, do guaxinim e da vaca com suas espadas na cintura.
Fufufu, depois de ver isso é impossível esquecer a nossa loja, certo? Essa foi a brilhante estratégia da Eli!
Nós descemos dos dragões e demos uma olhada na janela da loja. Eli estava lidando com um freguês e tomando notas, provavelmente para uma espada personalizada e, como eu não estava presente para trabalhar, as notas seriam para me entregar depois.
Ugh, desculpa por te deixar sozinha.
— Como podem ver, Eli adora o trabalho dela. Acham que conseguem convencê-la?
— Confie em mim!
Iris bateu em seu peito com orgulho. 
Depois que o cliente saiu da loja, nós decidimos entrar. Vendo meu rosto, Eli sorriu e eu sorri de volta para ela.
— Voltei.
— Ara, espero que não tenha se esquecido dos meus souvenirs.
— Claro que não.
Entreguei a ela todas as coisas que comprei na Capital. Embora tenha dito baixinho, “você não tem o menor senso para presentear uma dama”, mas continuava com um sorriso.
— Ah, por acaso esses dois são clientes?
Eli finalmente percebeu a existência de Iris e Lahsa. Aparentemente, ela só tinha prestado atenção em mim, ignorando os arredores. Isso é bem incomum nela e bastante adorável, se posso dizer.
— Minha nossa, que criatura fofa é essa na sua cabeça!
E agora ela tiha notado a existência de Poobe. Quão estreita a sua visão ficou enquanto estive fora, Eli? 
Ela pegou Poobe nos braços e fez uma expressão alegre enquanto olhava para ele. Que bom que tenha gostado do Poobe.
— Eli-san, há quanto tempo.
— Eliza-san, é bom vê-la novamente.
Os dois vieram cumprimentá-la.
— Ara, embora acredito eu que seja a primeira vez que nos vemos...
— Explicarei isso depois. Mais importante, Eli-san. Kururi e eu vamos para o território Helan juntos agora para que ele possa governar a região. É uma pena, mas precisaremos mudar a loja de lugar. O que você pensa em fazer? Ficar aqui? Ou virá com a gente?
Eli parecia confusa tendo tudo aquilo jogado sobre ela. Falar sobre sair no instante em que volta, não era de se estranhar que a tenha deixado perplexa.
— Eu estarei ao lado dele o tempo todo e a todo momento até que a situação em Helan tenha se acalmado.
— Ao lado dele... o tempo todo e a todo momento?
Um olhar frio me atravessou. Seus olhos estão tão terríveis como sempre, Eli-san!
— Quem é essa mulher?
Essa tinha sido uma pergunta para mim, mas Iris foi quem tomou a iniciativa em responder.
— Eu sou a ex-namorada dele.
Eh!? SÉRIO!? 
— Gnnn, ótimo, eu também irei! Vou para Helan ou qualquer outro lugar que seja! Kururi Helan, saiba que o senhor a partir de agora é minha propriedade e de ninguém mais!

Eli declarou apontando para mim. Supostamente deveria ser obrigação minha dizer alguma coisa daquele tipo, mas estava tudo bem.

Então este era o plano de Iris, hein? Mas sinceramente, ex-namorada... estou curioso para saber se isso é verdade ou não.
Eli estava irradiando essa aura de rivalidade, mas curiosamente dava para dizer só pela conversa delas que Iris estava apenas feliz em encontrá-la. Qualquer coisa que Eli disse, Iris apenas responderia com um sorriso no rosto, até que finalmente Eli se acalmou.
Em seguida, nós tivemos todo o trabalho de fechar a loja. Seria ótimo poder abrí-la de novo quando chegarmos em Helan.
No final, acabei dando todas as espadas para o velho Barol para que vendesse em sua loja. Também me despedi de todo mundo que me ajudou, como a Poly-san e Riot. Falando no pequeno Riot, ele ficou muito triste com a minha partida, mas um estranho senso de rivalidade também brotou nele com Lahsa e isso o ajudou a se recompor.
Eu inclusive me despedi desta terra.
A cidade vista de cima parecia triste, mas, ainda assim, bela. 
Quanto ao território helan, o anúncio de minha chegada tinha sido feito com uma semana de antecedência, mas eles não esperavam que eu chegasse montado em um dragão. Assim que aterrissamos no mercado, próximo da mansão, fui cercado pelas pessoas. Tinha gente que não sabia como era a minha aparência, mas, mesmo assim, a notícia se espalhou com o vento e um grande banquete de celebração à minha chegada foi realizado.
Foi um pouco estranho ser recebido com tanta alegria, mas felizmente não durou muito até a festa acabar.
Na manhã seguinte.
Entrei na mansão que tinha sido feita unicamente para mim e sentei na cadeira do escritório do senhor feudal.
Olhando para o lado, Iris e Lahsa estavam sentados nas cadeiras dos conselheiros, ambos com um olhar determinado. 
Sou muito grato por isso.
Sou muito grato por ter bons amigos.
Inclusive pelo meu parceiro que estava dormindo no topo da minha cabeça. Os dois disseram que  ele estava aproveitando bem a maciez do meu cabelo nesta manhã também.
Quanto a Eli, não tinha qualquer intenção de ajudar com o trabalho no escritório, mas estava neste momento cuidando da lavanderia. “O meu dever é manter esta casa em ordem”, disse ela cheia de motivação.
Sim, também sou muito grato a você, Eli.
Provavelmente terei uma tonelada de trabalho para fazer a partir de agora. Sinceramente me pergunto como fazia para lidar com tudo isso. Bem, na verdade não importa, o que é passado é passado e agora era hora de viver o presente.
— Muito bem, vamos começar o trabalho!


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